segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

QUEM NÃO DÁ ASSISTÊNCIA ABRE CONCORRÊNCIA


(RÔ Campos)

A vida do Zé
Era esnobar a mulher·
Ciumenta e vaidosa,
é bem verdade,
Mas tudo o que a Rita queria
Era com ele se casar,
Juntar as escovas de dente,
E ir morar num condomínio de luxo.
Porque, justiça se faça,
Rita, além de fina e bonita,
Tinha dinheiro pra gastar·

Mas o Zé, todo atrapalhado,
Nunca conseguiu se decidir
Entre perder a liberdade, saindo do conjugado,
E ir morar num palacete com madame a lhe cobrar·

Rita chegou a lhe dar o ultimato,
Uma, duas, três vezes,
Até perder a conta.
E um dia, sem perceber, se cansou de dividir
O Zé que queria só pra si.

Meio que, assim, na surdina,
Rita se apaixonou por um amigo em comum.
Boa pinta, bem afeiçoado,
Com fama de conquistador,
Com ele logo se casou·
O Zé, pobre coitado,
Andou sofrendo um bocado,
E demorou pra deglutir o velho ditado,
Que reza que aquele que não dá assistência, abre concorrência·

O Zé, então, inconformado
Por ter perdido a mulher,
Passou a perambular pelas ruas, repetindo , sem parar, o refrão:

Oh, Zé, quem não dá assistência abre concorrência·
E quem não tem competência não se estabelece!

Oh, Zé, quem não dá assistência abre concorrência.
E quem não tem competência, não se estabelece!

Oh, Zé!

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