quinta-feira, 23 de julho de 2015

NADA MAIS

(RÔ Campos)

Eu quis te amar, você não deixou
Eu quis te seguir, você me esnobou
Eu quis te encontrar, você se escondeu
Eu quis te ganhar, você me perdeu.

Eu quis tantas coisas, que já nem sei mais
Quis que longe fosse perto
Que sonhos fossem reais.

Eu quis ter asas para voar
Ser uma espécie de paranormal
Quis te sentir mesmo sem você estar aqui
Fiz muitos planos, flutuei.

Eu quis até parar o tempo para mim
E para você fazer o tempo correr.
Eu quis te encontrar cara a cara
E te falar do imenso vazio que você deixou aqui.

Eu quis também voltar o relógio do tempo
Sem carcaça, sem embalagem alguma
Como se fôssemos apenas almas
Pois almas nunca envelhecem.

Eu quis tanto, tanto de você
Que até esqueci de mim...
E hoje, nem passado nem futuro
Apenas noite... E nada mais.

terça-feira, 14 de julho de 2015

DIVAGAÇÕES SOBRE A ORIGEM DA VIDA TERRENA

(RÔ Campos)

Os animais que voam, nasceram com asas. Há, Também, animais que, mesmo alados, mal conseguem um voo rasteiro, como as galinhas, por exemplo. O homem não tem asas, mas, para voar, usa a imaginação. Como isso nunca foi suficiente (ah, o homem, nada lhe basta!), veio um doido e inventou o avião. Mas o homem queria mais. E inventou o foguete espacial. Queria desvendar os mistérios do espaço sideral, desbravar os planetas, encontrar vida fora da Terra. Foi à Lua, depois a Marte... E nunca mais parou.
Assisti no Globo Repórter da última sexta - feira a uma matéria sobre uma nova missão a Marte, para a qual, inclusive, foi selecionada uma professora e advogada de Porto Velho/RO. Abordou- se na reportagem, também, sobre a possibilidade de não estarmos sós no universo, supondo - se a existência de vida inteligente em outras galáxias. Quem sabe - pensei - poderão dar início à tentativa de povoar Marte em um futuro não muito distante, inclusive buscando solucionar graves problemas que se avizinham. Daí, fiquei a conversar com os meus botões: Por acaso, o início da povoação da Terra poderia ter ocorrido dessa forma? Não teriam, seres de outros planetas, vindo até aqui pra bisbilhotar, e dado origem ao homem?
Como sentenciou Shakespeare, "há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar nossa vã filosofia... ".

COR DA PELE

O que é uma cor senão nada mais que uma cor? O que varia mesmo é como os olhos, janela da alma, veem as cores e as relaciona com o seu universo interior.
De que adianta o sol brilhar e ser dourado, se os olhos de quem vê não consegue captar o seu brilho e o enxerga cinza ou cor de sangue?
De que adianta a lua ser prata e quebrar a escuridão do céu, se os olhos que se voltam para o alto só veem escuridão?

FÊNIX

(RÔ Campos)

Andei dias e noites
Debaixo de sol e de chuva
Enfrentei tempestades
Caí e levantei.

Alguns dias foram total escuridão
Outros, fachos de luz no breu
Sorri, chorei, parti, voltei
Tentei não perder a ilusão.

Certa noite, senti minhas forças se esvaindo
Minha vida quase se perdendo
Cansado, pensei em desistir
Abandonar o palco.

Mas, naquela noite, tive um sonho
Era tarde e eu queimava na fogueira que armei
Com a lenha que juntei com minhas mãos
Dos desertos por onde muito caminhei.

E quando o vento da manhã soprou as cinzas
Descobri que ainda havia brasa
E feito Fênix das cinzas eu renasci.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

CENTO E VINTE PALAVRAS

(RÔ Campos )

Uma conta que não bate
Uma ferida que não sara
Um amor pra toda vida
Uma saudade que não para.

Por onde andas, não sei
O que fazes, também não
A única coisa que sei
É contar estrelas no céu.

Desde quando foste pra longe
Perdi a noção das coisas
Me perdi procurando um sinal
Nas curvas dessa longa estrada.

Foi num dia muito estranho
Uma dor que não acaba
Te arrancaram do meu peito
No meio de triste madrugada.

Não há dia sem lembrar
Segundo sem pensar em ti
Sinto até hoje teu cheiro
Sinto teu beijo me tocar.

Uma conta que não bate
Uma ferida que não sara
Um amor pra toda vida
Uma saudade que não para.