sábado, 30 de abril de 2022

O QUÊ ME CAUSA MEDO

 

(RÔ Campos)


Pisar forte na direção da vida

Que não tenho pressa da morte

Viver urge a cada instante

A morte que lute.


Tenho sede e fome de vida.

Cada acorde me faz despertar

Quando durmo e acordo 

De um sono qualquer querendo me levar. 


A vida é  um barco que ontem descia  o rio e  hoje  há passado.

Às  vezes banzeiro, outras, calmaria. 

Não tenho medo das tempestades

O que me causa medo é  a maldade de gente vil.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

O SUCESSO É SER FELIZ

 

(RÔ Campos)


Quando tudo parecia perdido

Quando eu andava  errado

Nada fazia sentido.


Deus ouviu  minhas preces

Ao  amor eu me entreguei

Quem dá sempre tem o que merece. 


Quando chega a nossa hora

Um grande amor bate à porta

E a tristeza vai embora. 


Hoje tudo mudou

A vida é  uma escola 

O amor me lapidou. 


Minha vida por um triz

Nem fama,  nem dinheiro

Descobri que o sucesso é  ser feliz.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

TUA AUSÊNCIA

 

(RÔ Campos)


Ontem eu te procurei 

Era um sonho

Acordei

E lembrei que não estás mais aqui. 


Ontem eu voltei ao passado

E nós dois estávamos ali

Como sempre,  lado a lado. 


Até hoje não me acostumei

Tua ausência é  um grande vácuo 

Te vejo nas capas dos discos

Te sinto no vento que abraço. 


Hoje o dia acordou muito cedo

Abri as janelas,  dei  bom dia aos

pássaros

Arrumei a mesa,  pus o café...


Ontem, hoje,  manhã, noite

Tudo se confunde no barulho das horas

Sem o teu olhar a me vigiar

Sem tuas mãos a me afagar.

segunda-feira, 21 de março de 2022

TUA CABEÇA É O TEU JUIZ

 

(RÔ Campos)


Depois de uns  goles de cachaça

Eu pisei  no calo da mulher amada

E logo após  pedi perdão a ela

Mas ela, um poço de mágoa 

Me disse: a fonte secou. 


Entrei com  ação na primeira instância,

Mas a juíza não me deu ganho  de causa.


Inconformado com a decisão,  Apelei ao tribunal dos arrependidos,

Mas o tribunal manteve a condenação.


O jeito foi  sair de bar em bar

Me afogando em várias doses de cachaça

Para a minha pena  esquecer. 


Quando acordei,  estava  de joelho aos pés do altar na igrejinha do Pobre Diabo.

Aproveitando o ensejo,  supliquei  a Santo Antônio,  

E ele então sentenciou:

Nesse caso,  não tenho jurisdição. 

Dirija sua apelação a Deus.


Pedi a Deus que me inocentasse 

E Deus  solenemente me respondeu:


Eu te dei o livre arbítrio. 

Neste caso,  perdoar,  nem Deus. 

Tua  cabeça é  o teu juiz. 

Vai e cumpre a tua  pena. 

O azar é só teu.

domingo, 20 de março de 2022

COMO UM FLASH

 

(RÔ Campos)


Eu queria entender

Por que,  meu Deus!

Os  dias passam tão ligeiro.


Parece ainda que foi ontem

Que conheci meu amor primeiro -

Ele,  que agora é  uma estrela.


Às  vezes sonho com tanta gente  linda,

Que conheci nas andanças pela vida.

Parece que estou vivendo tudo outra vez. 


E vejo aquele amor de tantos carnavais.

Nós  dois,  juntos,  brincando  até o sol raiar:

"Tanto riso,  ó quanta alegria!".


E o outro, que me mandava flores,

E hoje já não sei mais nem 

quem ele é. 


E me visita  a memória o menino que sonhava,

O outro que trabalhava e tinha muitos planos,

O homem que era doutor das leis,

O outro, perseverante,  que se tornou juiz.


E também  aquele com quem me juntei, um dia,

Que já foi tanto e hoje é  ninguém. 

O chefe querido,  que muito me ensinou,

A quem tive e tenho como segundo pai.

Meu avô,  artista, palhaço e ator.

O homem que me gerou,  o maior de todos,  meu pai. 


Estou no presente e, de repente, 

Me vejo no passado,

Nos meus dias de criança,

Cheia de sonhos que teimavam  em minha mente.


Muitas coisas se perderam no tempo. 

A gente vai crescendo e tudo vai ficando para trás.

Só o que não passa, como disse meu amigo Jefferson Valente 

É  a saudade que fica catucando  a gente.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

DEPRÊ, NÃO!!!

 

(RÔ Campos)


Quando o monstro me acenava com as mãos cheias de garras

Eu não sabia o que fazer

Ele era medonho  de feio

E vinha pra me destruir. 


O monstro dia a dia me possuía

Quando uma força misteriosa surgiu do nada

E me arrancou   do extremo cansaço

Que estava a me sugar  a vida. 


Para vencer o monstro

Não guerreei com ele

Vi uma luz no fim do túnel

E levantei a bandeira  da paz. 


Hoje,  o monstro ainda me assedia 

Não se pode baixar a guarda

Ele que lute!

Da vida nada nem ninguém me tira mais.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

PELOS CAMINHOS DESTA VIDA

 

(RÔ Campos)


Que eu siga pelos caminhos que me levem

Sempre vestida de minhas insignificâncias,

Mas livre de  algema  alguma. 


Toda forma de opressão deprime,

Faz sucumbir qualquer força animadora.

É  prisão que cega até pela luz do sol vista por uma fresta.


Pavimentei  cada palmo do chão por onde andei,

Para chegar até aqui e  seguir adiante, 

Enquanto essa estrada não tiver fim. 


Meus ombros não suportam o peso da carga que não pedi, 

Mas a minha escolha a colocou em minhas mãos. 

Julgava que fosse leve, 

Até que,  um dia,  me vi cansada do seu peso insustentável. 


De mim me quiseram assenhorar,

Mas eu sou o meu senhor.   


Agora,  eu sei e digo: quantas vezes o que hoje  nos traz felicidade,  amanhã será a causa de nossas agruras.

O mundo é  dualidade.  Ponto. 

E, assim,  hoje a tristeza se senta e a alegria  se levanta. 

Amanhã,  quem se senta é  a alegria, e a tristeza nos assusta.


Portanto,  tenho dito,  não se engane.

Todos temos dentro de nós um anjo e  um demônio. 

Às  vezes,  o demônio dorme e o anjo está acordado.

Outras vezes,  o anjo se descuida,  e dorme. E o demônio nos assedia em plena luz do dia.