"Sabe o que eu queria agora, meu amor?"
Ah, quisera tudo!
De tudo um pouco
Um pouco de cada coisa
E também quisera nada
De dor, de fome, de miséria.
Quisera poder tudo!
Mas nada posso, ou quase nada
A não ser dar de mim o pouco que tenho
O pouco que posso.
Quisera fazer do pranto o riso
Da escuridão a luz
Da descrença a fé
Da guerra a paz.
(Hoje me dei conta de que não escrevo nada há 6 longos meses. Eu já contei aqui que desde 03 de maio de 2024, quando, em exatas 24 horas, minha irmã caçula, abruptamente, pegou o barco dos encantados, que tudo fez-se noite. Depois, no mesmo ano, minha irmã que nasceu antes de mim também se foi no mesmo barco em 17 de dezembro. Encantaram-se as duas. E 2024 foi um dos anos mais difíceis da minha vida. E depois de lá muitas águas têm corrido debaixo dessa ponte que se chama vida.
E poucas não têm sido as tempestades.
Mas eu continuo perseguindo a luz, procurando a flor de luz em todos os jardins.
A música e a poesia continuam a me acariciar a alma)