segunda-feira, 11 de maio de 2015
PASSOU
(RÔ Campos)
Sempre fui assim,
Dada às loucas paixões.
Vejo logo promessas em um beijo,
Me ponho a construir castelos na areia.
Mas, se queres mesmo saber,
Sobre aquela minha ilusão,
Eu te digo, sem medo de errar,
Passou
Já rearrumei meu coração.
PULSAR
(RÔ Campos)
Chuva, forte chuva
Cai sobre o telhado,
Embaçando as vidraças.
Me acordo, confusa.
Corro até a janela.
Nada vejo lá fora.
(Os pássaros devem estar se guardando em algum lugar seguro - logo penso).
Não recordo que dia é hoje.
A cabeça gira a mil.
Como estarão aqueles que eu tanto amo e nunca mais vi nem ouvi falar?
Sinto frio.
Agarro o lençol de cetim e com ele me abraço.
Desligo o ar-condicionado.
A chuva continua forte.
O coração pulsa.
O relógio na parede acusa a hora.
Lembro-me de um lindo sonho que sonhei na noite passada.
O frio se vai.
A saudade entra...
Tudo que é vivo, fica.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
FRAGMENTOS DE MEU TEXTO "CONFISSÕES"
Se aquilo foi um sonho, não quero acordar. Se foi verdade, então quero continuar sonhando.
Tanto tempo se passou... Tempo esse em que, nós dois, tão perto um do outro, e tão longe, chegamos até a chorar nossas mágoas, um no ombro do outro.
Em meio aos altos e baixos da sua vida, sempre pensei em uma chance, uma possibilidade de haver um encontro entre nossas almas. Mas você nunca me via.
Da primeira vez, quando comecei a sonhar, você estava livre, mas logo se aprisionou na cadeia de um amor turbulento. E você continuava sem me ver.
Agora, novamente livre e não mais enredado nas trapaças do amor, de repente, como se tivesse despertado de um sono profundo que nos separava, você me toca e eu respondo. Você me beija e eu te beijo.
E eu te confesso: se foi um sonho, não quero acordar. Se foi verdade, então quero continuar sonhando.
Tanto tempo se passou... Tempo esse em que, nós dois, tão perto um do outro, e tão longe, chegamos até a chorar nossas mágoas, um no ombro do outro.
Em meio aos altos e baixos da sua vida, sempre pensei em uma chance, uma possibilidade de haver um encontro entre nossas almas. Mas você nunca me via.
Da primeira vez, quando comecei a sonhar, você estava livre, mas logo se aprisionou na cadeia de um amor turbulento. E você continuava sem me ver.
Agora, novamente livre e não mais enredado nas trapaças do amor, de repente, como se tivesse despertado de um sono profundo que nos separava, você me toca e eu respondo. Você me beija e eu te beijo.
E eu te confesso: se foi um sonho, não quero acordar. Se foi verdade, então quero continuar sonhando.
CONFISSÃO
(RÔ Campos)
Ah, chegaste tão devagarinho.
Foste entrando de mansinho.
Quando dei por mim, já havias entrado.
Mas riste tanto quando te contei,
Que fiquei meio assim, desajeitada.
Peguei a chave sobre a mesa,
Liguei o carro e sumi, envergonhada.
Não devia ter confessado.
Seria melhor ter guardado o meu segredo.
Mas agora que te confessei,
Já nem sei o que será de nós,
Da próxima vez. No próximo trago.
Quem sabe, um adeus...
Eu devia ter tido mais cuidado. Agora eu sei.
Muito aprendi sobre corações dilacerados.
Mas acabei me descuidando , caindo
Em uma espécie de emboscada, que eu mesma engendrei.
É que esperei tanto por aquele instante,
Que tropecei em meus próprios pés...E te assustei.
Mas, já que agora fui descoberta em flagrante
Confissão, a rainha das provas,
Eu te prometo. Vou guardar sob sigilo,
Esse mais novo segredo:
Meu coração ainda é teu.
terça-feira, 7 de abril de 2015
SE NÃO FOSSE...
(RÔ Campos)
Ai de nós, se não fosse a coragem!
Ai de nós, se não fosse o medo!
Ai de quem nunca tenha crido!
Ai de quem nunca tenha amado!
Ai de quem nunca tenha sofrido!
Ai de quem nunca tenha chorado!
Ai de quem nunca tenha partido!
(Oh, pobre coração inteiro!!!)
Ai de quem nunca tenha chegado!
Ai de nós, se não fosse a dúvida!
Ai de nós, se não fosse o mistério!
Ai de quem seja só certeza!
Ai de todos os justiceiros!!!
OS CACOS DO MEU CORAÇÃO
(RÔ Campos)
Muitas foram minhas penas,
Em um passado que já vai longe.
Mas os monstros não conseguiram me destruir.
Ficaram as feridas, é claro,
Caíram alguns galhos,
Mas as raízes da árvore da vida, essas, não conseguiram arrancar.
Para ti, então, mesmo sem saber,
Eu guardei tudo o que havia sobrado dos cacos do meu coração.
Justamente o melhor que havia em mim.
E depois, era Primavera quando te encontrei.
E eu te dei tudo aquilo que havia guardado para ti.
E depois que tu te foste, levando tudo o que eu havia te dado,
Aqui fiquei sem ti, sem ninguém, e sem nenhum caco para juntar.
LEMBRANÇAS
(RÔ Campos)
Ainda sinto o teu cheiro,
Teus pelos roçando a minha pele.
Ainda ouço os teus apelos
Enquanto tuas mãos tentavam descobrir a minha geografia.
Ainda te sinto cá, dentro de mim,
Como a raiz que lentamente penetra o solo árido, até alcançar a profundidade.
E ainda escuto teus gemidos em forma de ecos,
Quando, ao escalares a montanha, atingias o cume.
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