Já estou na cidade.
Meu filho me faz os relatos
Ah, esse traste, traiçoeiro,
Nunca foi convidado,
E vivia calado, nos cantos da casa,
Até tomar posse de nossa mãe.
Tranquem a porta, por favor,
Ponham cadeado no portão.
Ela ainda tem um rosto,
Muitos rostos ela não tem mais.
Tranquem a porta, ela não pode sair,
Pode ser pra nunca mais.
Soube outro dia, contou-me uma filha,
A triste história acerca de seu pai.
Ele, também, não tinha mais muitos rostos,
Foi até ao quintal - disse-lhe -, pra buscar uma folha.
Agora, nem folha, nem pai,
Tudo desapareceu num silêncio mordaz.
Tranquem a porta, por favor,
Tirem o fósforo de suas mãos,
As facas, tirem também.
Seus olhos já entraram no túnel
Onde há ausência de luz.
Assaltou-lhe a escuridão.
Tranquem a porta, por favor,
Ponham cadeado no portão.
Não a deixem um minuto sozinha,
Ela já está só, em meio à multidão.
Ela própria é um nada, essa multidão sem rosto,
No quarto vazio de sua memória aniquilada.
Tranquem a porta, por favor,
Ponham cadeado no portão.
Ela, agora, não é mãe, nem filha, nem irmã, nem vó,
Ela, quem é, nem sabe.
Pode ser uma flor, mas não sabe o que é uma flor,
E também não sabe quem são vocês, filhos e netos dela.
Tranquem a porta, por favor,
Ponham cadeado no portão.
Por Deus, eu imploro, fechem tudo,
Mas não fechem seus corações,
Não achem graça, também não.
Não há nada de engraçado no vão do nada.
RÔ Campos, 25/10/2010
domingo, 24 de outubro de 2010
PROCURA-TE, E TE ACHARÁS
Cheguei. Sinto o cheiro da casa, dos cachorros, das plantas
Sinto o meu cheiro, que aqui ficou quando saí.
Andei pelas terras do norte, conheci pessoas,
Conversei com o artista, o feirante, o maluco na praça, o taxista.
Também com quem sequer abriu a boca, conversei. Muito me disse.
Enfurnada em um quarto de hotel, li.
Devorei Oscar Wilde, Baudelaire, Walt Whiltman, Gregório e também Vieira, o padre.
Não mais estou esfomeada. Renovei minha alma.
Depois de Nietszche e Erasmo, a elogiar a loucura,
E de Montagne,com seus Ensaios - pensei
Quem mais me dirá, ninguém mais.
Erro fatal, sempre há mais. Por todo o sempre,
Sobre o que já foi dito, e esquecido,
Bem assim sobre o que se falou jamais.
(Ah, essas esquinas da vida!).
Há o rio que nunca secou - agora, seca demais
Há o amigo que sempre te bajulou - agora, foge de ti
Há o amor que nunca te quis - agora, vive a te procurar
Há alguem que não conhecias - agora, o destino te apresentou
Há o Sol, a Lua, as Flores, o Rio, o canto dos passarinhos
Há o brilho das estrelas, o sorriso da criança, enfim
Há também tu, dentro de ti.
RÔ Campos, 25/10/2010, 01:00h
Sinto o meu cheiro, que aqui ficou quando saí.
Andei pelas terras do norte, conheci pessoas,
Conversei com o artista, o feirante, o maluco na praça, o taxista.
Também com quem sequer abriu a boca, conversei. Muito me disse.
Enfurnada em um quarto de hotel, li.
Devorei Oscar Wilde, Baudelaire, Walt Whiltman, Gregório e também Vieira, o padre.
Não mais estou esfomeada. Renovei minha alma.
Depois de Nietszche e Erasmo, a elogiar a loucura,
E de Montagne,com seus Ensaios - pensei
Quem mais me dirá, ninguém mais.
Erro fatal, sempre há mais. Por todo o sempre,
Sobre o que já foi dito, e esquecido,
Bem assim sobre o que se falou jamais.
(Ah, essas esquinas da vida!).
Há o rio que nunca secou - agora, seca demais
Há o amigo que sempre te bajulou - agora, foge de ti
Há o amor que nunca te quis - agora, vive a te procurar
Há alguem que não conhecias - agora, o destino te apresentou
Há o Sol, a Lua, as Flores, o Rio, o canto dos passarinhos
Há o brilho das estrelas, o sorriso da criança, enfim
Há também tu, dentro de ti.
RÔ Campos, 25/10/2010, 01:00h
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
PORTO DE LENHA
Este artigo escrevi sexta-feira passada, quando ainda estava em Belém do Pará. Somente agora, quando acabei de postar o poema "Procura-te, e te acharás", é que percebi que não havia sido postado, estando apenas em rascunho. Faço-o agora.
"Como falei há pouco,estou em Belém do Pará. Agora à noite, estive na Estação das Docas, entrei na livraria e comprei alguns livros maravilhosos.Adoro viajar. É justamente quando mais compro livros. Adquiri nada mais nada menos que Folhas de Relva, daquele considerado o maior poeta americano de todos os tempos,Walt Whitman; As Flores do Mal, do francês Baudelaire; De Profundis e Balada do Cárcere de Reading, de Oscar Wilde (estou doida pra devorá-lo) e O Domínio de Si Mesmo Pela Auto-Sugestão Consciente, do também francês Émile Coué (já comecei a lê-lo e até passei da página 50).
Bem, na Estação das Docas tomei sorvete de açaí e de sapotilha.Este último, ainda não conhecia,mas, é de tomar beijando.Maravilhoso.
Aí, me lembrei de uma situação em Manaus. Há dois finais de semana saí com minha mãe e duas irmãs, para darmos um passeio, tomarmos sorvete e comermos uma pizza, prato prediletíssimo de nossa madre. Mamãezinha,próxima dos 80 aninhos, é diabética.Fomos a Ghioto, no Parque Dez. A pizza, uma delícia.Mas suco? Ah,só havia de laranja,porque,segundo o garçon,a máquina de fazer sucos estava pifada. E refrigerante? Diet, apenas e tão-somente coca-cola. Pode?
Saímos da pizzaria e fomos à sorveteria Glacial,em plena praia da Ponta Negra, sabidamente um ponto turístico de Manaus.Sorvete diet? Nem por encomenda,tá bom!!!
Rumamos para a KIBON, na Djalma Batista.Mas lá,também,diabético não pode sonhar com sorvete.Havia um resto de sorvete light no fundo da cumbuca,que mais parecia, realmente, resto.Mas diet mesmo, nem pensar.
Que absurdo!, pensei. As estatísticas gritam sobre as pessoas, no mundo, acometidas pelo diabetes. Aqui em Manaus mesmo, além de minha mãe, tenho muitos amigos e conhecidos diabéticos. Manaus sediará uma Copa do Mundo e uma sorveteria instalada em plena praia da Ponta Negra, um cartão postal importantíssimo de nossa cidade, não coloca, à disposição, sorvete diet. Uma pizzaria instalada há, se não estou enganada, 7 anos, no Bairro do Parque Dez, servindo apenas suco de laranja, porque a máquina de fazer sucos pifou, é, convenhamos, como se fala na gíria, de lascar o cano. Coisas dos trópicos!"
Na Sorveteria Cairu, na Estação das Docas,aqui em Belém,além de haver uma variedade enorme de sorvetes, que a gente nem imagina que exista,verifiquei uns 6 sabores de sorvete diet.
Na Estação das Docas, você encontra reunidos,em um só lugar, por sinal muito bem localizado,o bom da gastronomia paraense (aí incluídos o açaí servido com os mais diversos acompanhamentos, como peixe frito, charque, camarão ou pirarucu, as maravilhosas tapioquinhas, tacacá, frutos do mar etc) loja de discos contendo nas prateleiras obras dos artistas locais e da Amazônia, e o fino do fino da música brasileira, principalmente do circuito alternativo, MPB, Bossa, Jazz e instrumental;livraria recheada de títulos maravilhosos da literatura universal e brasileira, artesanato, cervejaria, uma espécie de exposição, ou pequeno museu do porto de Belém, passeios fluviais diversos, diários, pela orla de Belém e para alguns pontos turísticos do entorno da cidade.
Todavia, em meio a esses contrastes entre as duas maiores capitais do Norte, notei, e não é de hoje, que em Belém há um verdadeiro abandono no que respeita ao entorno do Teatro da Paz, coisa que, em Manaus, é motivo de orgulho para todos nós.
A Praça da República, onde está localizado o também belíssimo Teatro da Paz, em Belem, vive entregue à sujeira e ocupada pela marginalidade. O Largo de São Sebastião, onde ergueu-se o templo maior da arte do Amazonas, é, hoje, digo sempre, como se fosse um pedacinho da Europa no meio da selva. Um luxo só, além de seguro. O Tacacá na Bossa, às quartas-feiras, tornou-se um point da cultura musical manauara. É bem verdade que o espaço, em si, ainda tem muito para ser aproveitado, já que, nos demais dias da semana, permanece ocioso. Mas o pior de tudo isso, mesmo, é o quesito "banheiro". É inconcebível que um espaço daquele, que diariamente recebe a visita de turistas do mundo todo, só conte (e olhe lá!) com dois banheiros imundos de duas lanchonetes/bares instalados no local. E, ainda que não fosse pelos turistas, nós, amazonenses, também merecemos respeito.
"Como falei há pouco,estou em Belém do Pará. Agora à noite, estive na Estação das Docas, entrei na livraria e comprei alguns livros maravilhosos.Adoro viajar. É justamente quando mais compro livros. Adquiri nada mais nada menos que Folhas de Relva, daquele considerado o maior poeta americano de todos os tempos,Walt Whitman; As Flores do Mal, do francês Baudelaire; De Profundis e Balada do Cárcere de Reading, de Oscar Wilde (estou doida pra devorá-lo) e O Domínio de Si Mesmo Pela Auto-Sugestão Consciente, do também francês Émile Coué (já comecei a lê-lo e até passei da página 50).
Bem, na Estação das Docas tomei sorvete de açaí e de sapotilha.Este último, ainda não conhecia,mas, é de tomar beijando.Maravilhoso.
Aí, me lembrei de uma situação em Manaus. Há dois finais de semana saí com minha mãe e duas irmãs, para darmos um passeio, tomarmos sorvete e comermos uma pizza, prato prediletíssimo de nossa madre. Mamãezinha,próxima dos 80 aninhos, é diabética.Fomos a Ghioto, no Parque Dez. A pizza, uma delícia.Mas suco? Ah,só havia de laranja,porque,segundo o garçon,a máquina de fazer sucos estava pifada. E refrigerante? Diet, apenas e tão-somente coca-cola. Pode?
Saímos da pizzaria e fomos à sorveteria Glacial,em plena praia da Ponta Negra, sabidamente um ponto turístico de Manaus.Sorvete diet? Nem por encomenda,tá bom!!!
Rumamos para a KIBON, na Djalma Batista.Mas lá,também,diabético não pode sonhar com sorvete.Havia um resto de sorvete light no fundo da cumbuca,que mais parecia, realmente, resto.Mas diet mesmo, nem pensar.
Que absurdo!, pensei. As estatísticas gritam sobre as pessoas, no mundo, acometidas pelo diabetes. Aqui em Manaus mesmo, além de minha mãe, tenho muitos amigos e conhecidos diabéticos. Manaus sediará uma Copa do Mundo e uma sorveteria instalada em plena praia da Ponta Negra, um cartão postal importantíssimo de nossa cidade, não coloca, à disposição, sorvete diet. Uma pizzaria instalada há, se não estou enganada, 7 anos, no Bairro do Parque Dez, servindo apenas suco de laranja, porque a máquina de fazer sucos pifou, é, convenhamos, como se fala na gíria, de lascar o cano. Coisas dos trópicos!"
Na Sorveteria Cairu, na Estação das Docas,aqui em Belém,além de haver uma variedade enorme de sorvetes, que a gente nem imagina que exista,verifiquei uns 6 sabores de sorvete diet.
Na Estação das Docas, você encontra reunidos,em um só lugar, por sinal muito bem localizado,o bom da gastronomia paraense (aí incluídos o açaí servido com os mais diversos acompanhamentos, como peixe frito, charque, camarão ou pirarucu, as maravilhosas tapioquinhas, tacacá, frutos do mar etc) loja de discos contendo nas prateleiras obras dos artistas locais e da Amazônia, e o fino do fino da música brasileira, principalmente do circuito alternativo, MPB, Bossa, Jazz e instrumental;livraria recheada de títulos maravilhosos da literatura universal e brasileira, artesanato, cervejaria, uma espécie de exposição, ou pequeno museu do porto de Belém, passeios fluviais diversos, diários, pela orla de Belém e para alguns pontos turísticos do entorno da cidade.
Todavia, em meio a esses contrastes entre as duas maiores capitais do Norte, notei, e não é de hoje, que em Belém há um verdadeiro abandono no que respeita ao entorno do Teatro da Paz, coisa que, em Manaus, é motivo de orgulho para todos nós.
A Praça da República, onde está localizado o também belíssimo Teatro da Paz, em Belem, vive entregue à sujeira e ocupada pela marginalidade. O Largo de São Sebastião, onde ergueu-se o templo maior da arte do Amazonas, é, hoje, digo sempre, como se fosse um pedacinho da Europa no meio da selva. Um luxo só, além de seguro. O Tacacá na Bossa, às quartas-feiras, tornou-se um point da cultura musical manauara. É bem verdade que o espaço, em si, ainda tem muito para ser aproveitado, já que, nos demais dias da semana, permanece ocioso. Mas o pior de tudo isso, mesmo, é o quesito "banheiro". É inconcebível que um espaço daquele, que diariamente recebe a visita de turistas do mundo todo, só conte (e olhe lá!) com dois banheiros imundos de duas lanchonetes/bares instalados no local. E, ainda que não fosse pelos turistas, nós, amazonenses, também merecemos respeito.
SOBREVÁRIASCOISAS
Mais de quinze dias nem nada escrever, numa maratona incrível. Até me programei para escrever sobre vários assuntos,mas o tempo voou. Vou pinçar algumas coisas, aleatoriamente,conforme vou me lembrando:
ADOREI: Estar novamente em Imperatriz, do Maranhão, a serviço da advocacia, foi maravilhoso. Aproveitei o mais que pude. Conheci pessoalmente o artista, escritor, poeta, cantor e compositor Zeca Tocantins, que trabalha e vive em Imperatriz e mora do outro lado do rio Tocantins,em Bela Vista/TO.Fiz a travessia do Tocantins em um barquinho, enquanto Zeca me aguardava. Ao retornarmos,fomos numa pequena voadeira. Ele perguntou-me se eu tinha medo. Mas como, uma caboquinha nascida na beira do igarapé, sob a ponte de São Raimundo,onde nos banhávamos na infância, quando a água faltava, e saíamos a carregar " lata dágua na cabeça"???
Lindo, o rio Tocantins,com suas águas mansas.E o por do sol é algo indescritível.Mágico!
Trago na minha bagagem dois CDs desse grande artista brasileiro, livros de poemas e outras obras suas,além da gratidão por sua generosidade e atenção.
Lucevilson de Sousa gravou, para o seu DVD (cujo show aconteceu dia 6 de setembro passado, no Teatro Amazonas), a música Lembrança, de autoria de Zeca. Belíssima!
IMPACTEI-ME: Assistia descomprommissadamente ao programa político de segunda ou terça feira desta semana, no quarto do hotel em Imperatriz, quando percebi que um grande número de artistas brasileiros participavam da campanha de Dilma. O impacto maior foi ver Chico Buarque de Holanda, ali. Mas onde, já, que Chico Buarque vai fazer a cabeça de cabeças pensantes?? Até agora estou conversando cá, com os meus botões, de quem - e para quê, foi essa tacada.
CANDINHO E INÊS: Que pena que não estou aí e perdi, ontem, o show de Candinho & Inês, no Tacacá na Bossa, acompanhados,dentre outros músicos, pelos filhos Marcos e Candinho Júnior, com participação, também,da flhota Bárbara. Não tenho dúvidas de que foi um arraso.
Agora, vou parar, porque tenho que jantar. Ou, quem sabe, tomar um tacacá supimpa, aqui,no coração do Pará,em Belém.
ADOREI: Estar novamente em Imperatriz, do Maranhão, a serviço da advocacia, foi maravilhoso. Aproveitei o mais que pude. Conheci pessoalmente o artista, escritor, poeta, cantor e compositor Zeca Tocantins, que trabalha e vive em Imperatriz e mora do outro lado do rio Tocantins,em Bela Vista/TO.Fiz a travessia do Tocantins em um barquinho, enquanto Zeca me aguardava. Ao retornarmos,fomos numa pequena voadeira. Ele perguntou-me se eu tinha medo. Mas como, uma caboquinha nascida na beira do igarapé, sob a ponte de São Raimundo,onde nos banhávamos na infância, quando a água faltava, e saíamos a carregar " lata dágua na cabeça"???
Lindo, o rio Tocantins,com suas águas mansas.E o por do sol é algo indescritível.Mágico!
Trago na minha bagagem dois CDs desse grande artista brasileiro, livros de poemas e outras obras suas,além da gratidão por sua generosidade e atenção.
Lucevilson de Sousa gravou, para o seu DVD (cujo show aconteceu dia 6 de setembro passado, no Teatro Amazonas), a música Lembrança, de autoria de Zeca. Belíssima!
IMPACTEI-ME: Assistia descomprommissadamente ao programa político de segunda ou terça feira desta semana, no quarto do hotel em Imperatriz, quando percebi que um grande número de artistas brasileiros participavam da campanha de Dilma. O impacto maior foi ver Chico Buarque de Holanda, ali. Mas onde, já, que Chico Buarque vai fazer a cabeça de cabeças pensantes?? Até agora estou conversando cá, com os meus botões, de quem - e para quê, foi essa tacada.
CANDINHO E INÊS: Que pena que não estou aí e perdi, ontem, o show de Candinho & Inês, no Tacacá na Bossa, acompanhados,dentre outros músicos, pelos filhos Marcos e Candinho Júnior, com participação, também,da flhota Bárbara. Não tenho dúvidas de que foi um arraso.
Agora, vou parar, porque tenho que jantar. Ou, quem sabe, tomar um tacacá supimpa, aqui,no coração do Pará,em Belém.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
PRA NÃO ESQUECER
Pra Não Esquecer
RÔ Campos
Você se foi
Pra muito longe
Pra muito além do que eu possa saber
Você se foi
E eu nem pude te dizer adeus
Adeus! Adeus!
Mas eu sei
Nosso amor foi tão bonito
Nunca houve alguém tão querido
Tão longe e tão perto
Tão longe e tão perto.
O tempo passou, de repente
Você ressurgiu em minha vida
Livre, livre
Só para mim, você me disse
Naquela noite quente
Mas eu tive medo
Deixei o passado, no passado
Te dei um abraço
E saí.
Agora, você se foi nessa viagem infinda
Soube na manhã de quinta
Meus olhos corriam pelas letras do jornal
O coração saltava
Não podia ser você. Não podia...
Fugi o dia inteiro das notícias
Mas não tive saída
À noite, meu celular chamou
Olhei para o visor, desabei
Tudo se confirmou.
Era você que se tinha ido
Sem levar contigo o calor dos beijos que não te dei
Queria voltar atrás, no tempo
Esquecer o medo
Viver contigo o que neguei.
Mas, eu sei, você vai lembrar de mim por onde andar
E eu, aqui, não tem outro jeito
Vou viver com essa dor no peito
Mas vou sorrir, de vez em quando
Lembrando do teu sorriso lindo
Do teu falar, tão manso
Os olhos, delicadamente, brilhando
Do teu modo de ser e de viver
Amando.
RÔ Campos
Você se foi
Pra muito longe
Pra muito além do que eu possa saber
Você se foi
E eu nem pude te dizer adeus
Adeus! Adeus!
Mas eu sei
Nosso amor foi tão bonito
Nunca houve alguém tão querido
Tão longe e tão perto
Tão longe e tão perto.
O tempo passou, de repente
Você ressurgiu em minha vida
Livre, livre
Só para mim, você me disse
Naquela noite quente
Mas eu tive medo
Deixei o passado, no passado
Te dei um abraço
E saí.
Agora, você se foi nessa viagem infinda
Soube na manhã de quinta
Meus olhos corriam pelas letras do jornal
O coração saltava
Não podia ser você. Não podia...
Fugi o dia inteiro das notícias
Mas não tive saída
À noite, meu celular chamou
Olhei para o visor, desabei
Tudo se confirmou.
Era você que se tinha ido
Sem levar contigo o calor dos beijos que não te dei
Queria voltar atrás, no tempo
Esquecer o medo
Viver contigo o que neguei.
Mas, eu sei, você vai lembrar de mim por onde andar
E eu, aqui, não tem outro jeito
Vou viver com essa dor no peito
Mas vou sorrir, de vez em quando
Lembrando do teu sorriso lindo
Do teu falar, tão manso
Os olhos, delicadamente, brilhando
Do teu modo de ser e de viver
Amando.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
RENOVAÇÃO
Renovação
Candinho e Inês
Composição: Candinho
É hora de jogar as coisas velhas, fora desse quarto,
Tomar nas mãos o leme desse barco,
Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,
Sair de contra o vento e, cheio de vontade,
Sair desses porões e cantar ao céu, de novo;
A voz já não agüenta e o peito já não cabe mais.
É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,
Pintar de liberdade o verde desse mapa,
Contar de novo a história como há muito tempo
Já não se ouve mais nem se contou verdade,
Bater na mesma nota e na mesma canção,
Cantar de braços dados, levantar a mão.
Canta, coração,
Por essa voz que canta em mim,
Esse desejo sem medida e paciência,
Quase já desesperado de esperar
Todo esse tempo e, esse grito
Sufocando a garganta sem parar.
Canta, coração,
Por essa voz que canta em mim,
E esse desejo sem medida e paciência,
Quase já desesperado de esperar
Todo esse tempo e, esse grito
Sufocado na garganta sem sair.
Comentários: Pois é, gente, como bem diz a letra belíssima dessa música de composição do nosso querido cantor e compositor amazonense Candinho, renovar é sempre salutar para a nossa saúde física, mental e financeira. A perpetuação de uma pessoa e ou partido, no poder, jamais será saudável. E isso a História nos conta, com todas as letras. O poder, por si só, seduz e fascina. O apego ao poder, cega.
Renovar, sempre e sempre, é a medida mais certa. As coisas ruins não criam raízes.
E é tudo novo, de novo.
Candinho e Inês
Composição: Candinho
É hora de jogar as coisas velhas, fora desse quarto,
Tomar nas mãos o leme desse barco,
Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,
Sair de contra o vento e, cheio de vontade,
Sair desses porões e cantar ao céu, de novo;
A voz já não agüenta e o peito já não cabe mais.
É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,
Pintar de liberdade o verde desse mapa,
Contar de novo a história como há muito tempo
Já não se ouve mais nem se contou verdade,
Bater na mesma nota e na mesma canção,
Cantar de braços dados, levantar a mão.
Canta, coração,
Por essa voz que canta em mim,
Esse desejo sem medida e paciência,
Quase já desesperado de esperar
Todo esse tempo e, esse grito
Sufocando a garganta sem parar.
Canta, coração,
Por essa voz que canta em mim,
E esse desejo sem medida e paciência,
Quase já desesperado de esperar
Todo esse tempo e, esse grito
Sufocado na garganta sem sair.
Comentários: Pois é, gente, como bem diz a letra belíssima dessa música de composição do nosso querido cantor e compositor amazonense Candinho, renovar é sempre salutar para a nossa saúde física, mental e financeira. A perpetuação de uma pessoa e ou partido, no poder, jamais será saudável. E isso a História nos conta, com todas as letras. O poder, por si só, seduz e fascina. O apego ao poder, cega.
Renovar, sempre e sempre, é a medida mais certa. As coisas ruins não criam raízes.
E é tudo novo, de novo.
VITÓRIA DA DEMOCRACIA
A MAIORIA DISSE NÃO! A VERDADEIRA CAMPANHA COMEÇA HOJE. AGORA, QUEREMOS SABER DAS PROPOSTAS, DOS PROJETOS PARA O NOSSO PAIS (QUESTÕES RELACIONADAS À DESIGUALDADE SOCIAL, DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, MEIO-AMBIENTE, O INDÍGENA, A MULHER, A CRIANÇA E O IDOSO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA PÚBLICA, REFORMA TRIBUTÁRIA E DA LEGISLAÇÃO ELEITORAL. COISAS SIMPLES E QUE INFLUEM DIRETA E LITERALMENTE NA QUALIDADE DE VIDA DE TODOS NÓS, COMO ACABAR COM A PATIFARIA E O SERVIÇO TERCEIROMUNDISTA DAS TELEFÔNICAS MÓVEIS (CELULAR), INTERNET, MOROSIDADE DA JUSTIÇA, PRECARIEDADE DOS SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICA ETC ETC ETC) É ASSIM QUE A COISA FUNCIONA. NADA DE SIMULAÇÃO E OU DISSIMULAÇÃO. QUEREMOS E EXIGIMOS UM PAÍS MELHOR PARA NÓS, NOSSOS FILHOS , NETOS, BISNETOS, TETRANETOS E ASSIM POR DIANTE.
DEFINITIVAMENTE, TEMOS QUE DIZER NÃO À CORRUPÇÃO, ESSE RALO POR ONDE ESCORREM NOSSOS ANSEIOS DE UMA VIDA MELHOR.
O VOTO, TEMOS O VOTO PARA, PELO MENOS, TENTARMOS MUDAR UMA SITUAÇÃO COM A QUAL NÃO CONCORDAMOS. VOTO NÃO SE VENDE. VENDER VOTO EQUIVALE A VENDER-SE. E VENDER A PRÓPRIA VONTADE, O PRÓPRIO DIREITO DE ESCOLHA, É TER-SE COMO ALGUÉM QUE POUCO OU NADA VALE. PIOR, AINDA: O PREÇO PAGO É ABSOLUTAMENTE IRRISÓRIO DIANTE DA RESPONSABILIDADE DA ESCOLHA COLOCADA EM NOSSAS MÃOS. E O DINHEIRO PELO QUAL VOCÊ SE VENDE, COM CERTEZA NÃO É UM DINHEIRO LIMPO, GANHO COM O TRABALHO. E, AFINAL, VENHAMOS E CONVENHAMOS: ESSA MERRECA NÃO VAI MUDAR A SUA VIDA. AO CONTRÁRIO DO ESPERTO QUE PAGOU A MERRECA PELO SEU VOTO. VAI GANHAR UM DINHEIRÃO, PASSAR ANOS RECEBENDO ESSA BOLADA, MAMANDO NAS TETAS DOS COFRES PÚBLICOS, BENEFICIANDO PARENTES E DEMAIS APANIGUADOS, POUCO SE LIXANDO COM O SEU SOFRIMENTO.
PORTANTO, VAMOS ACOMPANHAR OS DEBATES. PROCUREMOS SABER SOBRE A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL DOS DOIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. PROCUREMOS SABER COMO CADA UM DELES DIRIGE SUAS VIDAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS, INCLUSIVE COMO PESSOAS PÚBLICAS. O QUE PENSAM SOBRE OS ASSUNTOS IMPORTANTÍSSIMOS DO DIA-A-DIA. AÍ, SABEREMOS COMO DIRIGIRÃO O NOSSO PAIS, ADMINISTRANDO NOSSAS NECESSIDADES E INTERESSES.
DEFINITIVAMENTE, TEMOS QUE DIZER NÃO À CORRUPÇÃO, ESSE RALO POR ONDE ESCORREM NOSSOS ANSEIOS DE UMA VIDA MELHOR.
O VOTO, TEMOS O VOTO PARA, PELO MENOS, TENTARMOS MUDAR UMA SITUAÇÃO COM A QUAL NÃO CONCORDAMOS. VOTO NÃO SE VENDE. VENDER VOTO EQUIVALE A VENDER-SE. E VENDER A PRÓPRIA VONTADE, O PRÓPRIO DIREITO DE ESCOLHA, É TER-SE COMO ALGUÉM QUE POUCO OU NADA VALE. PIOR, AINDA: O PREÇO PAGO É ABSOLUTAMENTE IRRISÓRIO DIANTE DA RESPONSABILIDADE DA ESCOLHA COLOCADA EM NOSSAS MÃOS. E O DINHEIRO PELO QUAL VOCÊ SE VENDE, COM CERTEZA NÃO É UM DINHEIRO LIMPO, GANHO COM O TRABALHO. E, AFINAL, VENHAMOS E CONVENHAMOS: ESSA MERRECA NÃO VAI MUDAR A SUA VIDA. AO CONTRÁRIO DO ESPERTO QUE PAGOU A MERRECA PELO SEU VOTO. VAI GANHAR UM DINHEIRÃO, PASSAR ANOS RECEBENDO ESSA BOLADA, MAMANDO NAS TETAS DOS COFRES PÚBLICOS, BENEFICIANDO PARENTES E DEMAIS APANIGUADOS, POUCO SE LIXANDO COM O SEU SOFRIMENTO.
PORTANTO, VAMOS ACOMPANHAR OS DEBATES. PROCUREMOS SABER SOBRE A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL DOS DOIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. PROCUREMOS SABER COMO CADA UM DELES DIRIGE SUAS VIDAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS, INCLUSIVE COMO PESSOAS PÚBLICAS. O QUE PENSAM SOBRE OS ASSUNTOS IMPORTANTÍSSIMOS DO DIA-A-DIA. AÍ, SABEREMOS COMO DIRIGIRÃO O NOSSO PAIS, ADMINISTRANDO NOSSAS NECESSIDADES E INTERESSES.
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