domingo, 30 de agosto de 2026

"SABE O QUE EU QUERIA AGORA, MEU AMOR?"

 "Sabe o que eu queria agora, meu amor?"


Ah, quisera  tudo!

De tudo um pouco

Um pouco de cada coisa

E também quisera nada

De dor,  de fome,  de miséria.


Quisera poder tudo!

Mas nada posso,  ou quase nada

A não ser dar de mim o pouco que tenho

O pouco que posso. 


Quisera fazer do pranto o riso

Da escuridão a luz

Da descrença  a fé

Da guerra a paz. 


(Hoje me dei conta de que não escrevo  nada há 6 longos meses. Eu já contei aqui  que desde 03 de maio de 2024, quando, em exatas 24 horas, minha irmã caçula, abruptamente,  pegou o barco dos encantados, que tudo fez-se noite.  Depois, no mesmo ano,  minha irmã que nasceu antes de mim também se foi no mesmo barco em 17 de dezembro. Encantaram-se as duas.  E 2024 foi um dos anos mais difíceis da minha vida. E depois de lá muitas águas têm  corrido debaixo dessa ponte que se chama vida.

E poucas não têm  sido as tempestades. 

Mas eu continuo perseguindo a luz,  procurando a flor de luz em todos os jardins. 

A música e a poesia continuam a me acariciar a alma)

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO QUE "DEU CERTO", DO QUE É "PRA SEMPRE:

 CONSIDERAÇÕES ACERCA DO QUE "DEU CERTO", DO QUE É "PRA SEMPRE"

(RÔ Campos)


"Pra sempre" não é, na verdade,    a perpetuação do amor na medida do tempo,  a infinitude das relações. "Dar certo" não significa  a permanência da união  para o resto da vida. Muitas são apenas arremedo. Dizer-se do amor algo  "infinito", não implica em concluir que seja pra sempre e nem eterno, mesmo enquanto dure, como disse o poeta. 

"Pra sempre" são  momentos, ainda que os mais ligeiros,  vividos com tamanha intensidade,  que ficam impregnados  na eternidade de nossa memória. 

A ninguém é dado  nos roubar a eternidade das nossas emoções, das nossas paixões,  das nossas saudades...

Temos guardados nos escaninhos de nossas memórias, momentos  fugazes, embora vividos com tanta entrega,  e que nunca se apagarão.  Há  outros,  que perduraram por quase uma vida,  mas que não mais encontram abrigo no nosso recordatário...



AINDA HÁ TEMPO (DEIXA ROLAR)


RÔ Campos 


Ainda há tempo pra viver

O tempo que deixamos passar em vão. 

Prencher o vazio imenso que ficou.


Vamos deixar pra trás tudo que não tem valor. 

Ainda há tempo pra amar

Pra dizer amor, meu grande amor

Deixa rolar, acontecer. 


Ainda há tempo pra viver.

Ainda há tempo pra amar.

Amor, meu grande amor,

Deixa rolar, acontecer.

sábado, 8 de agosto de 2026

FLOR DE LUZ

 

(RÔ Campos)


Eu te quis

Com toda a força do querer

Eu te plantei, te fiz raiz

Em campo árido 


Eu te reguei 

Dia a dia

Sol  a pino

Minha flor de luz

Se fez botão

Desabrochou


Foi-se embora a escuridão!


Eu te amei

Com toda a força do meu ser

Eu te plantei,  te fiz raiz

Em campo árido 


Eu te reguei

Dia a dia

Sol a pino

Meu girassol

Se fez botão

Arrebentou


Fez-se luz na escuridão!


Minha flor de luz

Se fez botão

Desabrochou


Foi-se embora a escuridão!


Meu girassol

Se fez botão

Arrebentou


Fez-se luz na escuridão!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

IMPORTE-SE

(RÔ Campos)


Não perca tempo com pessoas que não se importam. Use o seu precioso tempo para viver, ser feliz e ajudar ao próximo, ainda que esse próximo tenha vindo de longe, porque não é relevante de onde ele venha. O que importa, nesta vida, é que somos um só povo, independentemente do que nos separam a geografia e o idioma. Somos um só governo que jamais comportará uma ditadura, inobstante insanos ainda persistam em sua insanidade. Somos todos liberdade e um só coração pulsando no centro da terra. Finalmente, somos apenas uma língua, a única que vivifica, que mantém a luz e o sopro: a linguagem do amor. O egoísmo jamais nos tornará pessoas melhores. Ao contrário, o egoísmo nos faz avaros, "ensinando-nos" apenas a somar, somar, somar, quando o mais importante mesmo é dividir. Somente o ato de dividir é capaz de acabar com a fome e a miséria que grassa na humanidade. Somente o ato de dividir torna possível tirar da rua uma pessoa que dorme ao relento, uma criança que tem fome, um jovem que se droga, um ser que perambula sem sonhos. Então, comece a semana muito bem. Importe-se!


*Quando escrevi  e postei  isso, em 13 de fevereiro de 2012, era uma segunda-feira, início de semana. Hoje, quatorze  anos depois, é sexta-feira.  Sexta-feira 13. Aproveitem.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

NUMA NOITE SEM LUA E SEM ESTRELAS

 

(RÔ Campos)


Ouço  alguém tocando ao piano 

Cada acorde um lamento

Cada pausa uma lembrança


Quantos anos se passaram!?

Quanto tempo!?


Lembro de nós dois

(Das noites indormidas

Meus pés sobre os teus pés

Nossos  corpos exauridos)

Varando a madrugada


Quantos anos se passaram!?

Quanto tempo!?


Eu não sei

Só lembro de nós dois

De conchinha, abraçados, brincando  de sonhar

Mas os sonhos cansados  dormitaram  

E numa noite sem lua e sem estrelas nos separamos...

sábado, 15 de novembro de 2025

ENSAIO SOBRE NADA

 

(RÔ Campos)


Vou escrever logo uma frase que está fresquinha aqui  na minha cabeça, antes que eu esqueça:

Pra que tanta empáfia, tanto empavonamento, se tudo se vai num instante? A vida é uma caixinha de surpresa. Agora, estamos aqui, mas nada sabemos sobre o segundo seguinte. Não há controle remoto para o imprevisível, o imponderável, e nem Jobs no mundo para inventá-lo. A natureza, inacaba, e que há bilhões de anos movimenta-se, revolve-se, revoluteia-se, é implacável.

Aos tiranos de plantão. Aos arrogantes. Aos vaidosos. Aos que pensam que são os donos do mundo, deuses, semi-deuses. 

Aos avarentos. Aos preconceituosos. Aos chefes das capitanias hereditárias e donos de feudos (adoradores do  nepotismo, sanguessugas do dinheiro público,  "honrados" corruptos, néscios). Aos que pensam que vão virar pedra, um AVISO: 

O mundo vai acabar, sim. Felizmente! Todos vocês também vão morrer. E toda a sua geração. Ou vão ser devorados pelos vermes da terra, e se tornarão menos que um deles (pois eles têm uma grande importância para a humanidade); ou se tornarão cinzas (sem que deixem, ao menos, sombra); ou, quem sabe, desaparecerão no breu da escuridão (nas águas do mar, dos rios, nas matas, no gelo, no nada...).


Escrevi isso em 2011 e o Facebook me trouxe hoje de lembrança. Só  que nunca vi frase tão grande kkkk

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

DICOTOMIA

(RÔ Campos)

Somos um nada profundo , constantemente, absolutamente· Vivemos sempre na linha de fronteira· De um lado o amor; do outro, o ódio· De um lado a saúde; do outro, a doença· De um lado a amizade; do outro, a traição· De um lado o dinheiro; do outro, a escassez· De um lado a vida; do outro, a morte· Num segundo, estamos de um lado; no segundo seguinte, do outro· Assim, como se pegássemos uma moeda e mudássemos a sua face· 

@rocampospoesia

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

DIVAGAÇÕES ACERCA DO BEM E DO MAL


(RÔ Campos)

Todos nós sabemos que tudo no mundo é dualidade· Então, não é verdade que o mal não existe, que é apenas a ausência do Bem· Assim, também, não é verdade que a escuridão é a ausência de luz· Decerto, portanto, que há o céu e o inferno· Este último,  está transbordando até o tucupi nas cuias do mundo· 

Vivo me debatendo no fogo do inferno tentando encontrar um caminho que me leve ao céu, mas, confesso, está muito difícil · Para todos os lados que olho, sob todos os ângulos, o inferno me parece latente, e vive a queimar a vaidade nas fogueiras· Mas, partindo do prisma da dualidade, eu sei que o céu existe, e que um dia eu hei de o encontrar· Vez em quando eu me deparo com ele· Que vasto céu é esse que existe no coração dos pequeninos, no sorriso do menino, nas mãos que abençoam, na boca do homem que apregoa a paz?! Aparentemente, nunca vemos um vencedor nesse duelo· O mal jamais se entrega· Para o mal, o Bem é um fraco· Mas o Bem é como o Amor,  forte por si mesmo· E os fortes tudo vencem· Porque a verdadeira fortaleza não se ergue em castelos, não constrói grades nem muros· A verdadeira fortaleza prescinde de sentinelas outras· É a fé inabalável· É saber-se tão pequeno, e jamais abrir trincheiras·

domingo, 25 de maio de 2025

A ORDEM NATURAL DAS COISAS

(RÔ Campos)

Plantar, cuidar, regar...O amor e as flores. Um dia, tudo brota. E o amor e as flores um dia  também vão se extinguindo. Essa, acredito, seja a ordem natural das coisas. Humanos, somos demasiadamente humanos. O amor, qual uma fina luz, que vai se apagando, deixando as almas iluminadas, no entanto. As flores...fincando nos olhos a beleza e na memória os seus olores. Depois, novos ciclos, porque essa, repito, acredito seja a ordem natural das coisas. O tempo sempre caminhando para adiante, e o passado vez ou outra rondando nossos passos.

(26.05.2019)

@rocampospoesia

domingo, 18 de maio de 2025

O SER(?) E O NADA

(RÔ Campos)

Ninguém é o que os outros pensam

Ninguém é o que aparenta ser

Somos e não somos

A verdade às  vezes é nua 

Outras tantas vezes se cobre com o véu escuro da artimanha.


Somos a soma de todas as dores

Divisão do que não se possui

Subtração da dignidade humana

Multiplicação da miséria. 


(A terra tudo há de comer!

As águas tudo há de tragar!

O fogo tudo há de queimar!

O tempo tudo leva). 


Ninguém é 

Na fila do pão

Na fila do banco 

Na fila do SUS

Na fila da carne

Na fila do bus.


(A terra tudo há de comer!

As  águas tudo há de tragar!

O fogo tudo há de queimar!

O tempo tudo leva).


@rocampospoesia

#rocampossobretodasascoisas.blogspot.com

sexta-feira, 16 de maio de 2025

COISAS SÃO E NÃO SÃO

 (RÔ Campos)

Já faz algum tempo, muito tempo, Jung afirmou que "tudo depende de como olhamos para as coisas, e não de como elas são em si mesmas".

Porque...Coisas são e não são.  Tomam corpo a partir do que eu penso sobre elas, da  forma como eu as vejo.  E elas, então, tornam-se reais. Pelo menos na minha cabeça. 

Cada um vê as coisas de conformidade com o mundo que há em seu interior.  Antes disso não existem coisas, absolutamente nada. 

@rocampospoesia

(*) escrito em 16.05.2014

domingo, 27 de abril de 2025

AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA

(RÔ Campos)

Eu não me assusto com a indiferença e falta de compaixão do "ser humano". Eu me preocupo é com o sofrimento dos pequeninos  agredidos, violados, violentados, desesperados e sempre tão indefesos.

E, quando me imagino lá longe, num futuro que eu nem  mesmo sei se virá, ou inválida, sinto medo. É um frio que percorre todo o meu corpo e atravessa a minha mente. 

É muito temerário, dolorido  e humilhante depender exclusivamente da solidariedade do outro. E quando o outro é o que está mais próximo, pior ainda. 

Agora, num país como o nosso, tão desigual e injusto,   onde o cabra se debate todo pra sobreviver e vencer, perseguindo o seu lugar ao sol,  como preparar-se para a velhice, para situações de invalidez? Como pagar um seguro saúde e ou seguro de vida? Como ter qualidade de vida? 

É, sem dúvida alguma,   a verdadeira "à espera de um milagre". 

Mas de uma coisa eu sei, ou desconfio que sei: pode demorar o tempo do jumento, mas a lei da ação e reação é infalível. 

Ela não é como muitas leis brasileiras, tipo faz-de-conta, que cai em desuso mesmo antes de entrar em vigor.  Acreditem, pessoas ditas do bem:  tudo,  absolutamente tudo  volta na mesma proporção e intensidade.  

Essa é a lei da física. Não sou eu que estou dizendo,  não.  Foi Sir Isaac Newton quem afirmou, obviamente que após anos incansaveis de observação,  pesquisa,  estudos.   

Moral da história:

AQUI SE FAZ,  AQUI SE PAGA!


(*) texto originalmente escrito em 14.04.2014 e republicado hoje após revisto e atualizado 

sábado, 26 de abril de 2025

FRAGMENTOS DE MEU TEXTO "CONFISSÕES"

(RÔ Campos)

Eu, como uma montanha de braços abertos, querendo abraçar o vento que toca a minha pele. Tu és o vento. Sei que estás por aqui, geograficamente bem perto de mim, mas, confesso-te,  é como se estivesses muito longe. Ainda assim, frequentemente me lembro de ti, quando passo em frente à tua antiga casa - aquela onde foste feliz por um tempo e depois já não mais sabias o que era a felicidade. 

Hoje minhas mãos misturaram-se a adubos que eu,  delicadamente, coloquei nos vasos de minhas plantas.

E, mais um vez, lembrei de ti, de quando foste meu jardineiro e regavas meu coração. 

E senti o cheiro das uvas, de vinho e do licor de uísque que sempre degustávamos nas poucas e eternas loucas horas em que o silêncio se calava. 

E lembrei daquele dia em que me convidaste a ir ao teu jardim: noite e céu cheio de estrelas, vinho, delicadeza e cumplicidade. Teus olhos nos meus olhos, tuas mãos na minha vida, minha vida nas tuas mãos.

(*)originalmente escrito em 27.04.2013

rocampospoesia


O TEMPO TUDO CORROI

 (RÔ Campos)

Lembro de mamãe na minha infância e adolescência, sempre uma mulher aguerrida, muito forte, destemida, um espelho  onde  invariavelmente procurei me mirar. 

Certamente vem  dela esse meu jeito de ser. Tome-se por sua coragem  de dar à luz dez filhos.

E todas as vezes em que pensei que fosse sucumbir, lembrei-me dela. Mas vai longe de mim o destemor tão  vigoroso de minha mãe, daqueles tempos que o tempo levou... 

E  hoje, atônita, descubro  que,  na velhice decrepta,  toda fortaleza  se desfaz. E o orgulho e a vaidade já nem mais são pecados capitais.

É  o tempo que tudo corrói...

(*)originalmente escrito em 27.03.2018

IMPOTÊNCIA

 O que pode ser pior do que a impotência? Contra ela só  nos resta a "rendição."

"Pai, afasta de mim esse cálice". Afasta de mim esse CALE-SE...

Como é  difícil prosseguir  calada! 

Como é  difícil engolir isso que me corta a garganta, me dilacera a alma!

Como é  difícil segurar essa coisa que me comprime  o peito, fazendo do meu intelecto terra arrasada!

E  eu sigo varando a madrugada, sentada ao sofá, em vigília a esse corpo inerme  sobre a cama, que eu sei quem morava ali...

Hoje -  sabe-se lá por onde palmilha essa alma.

Nesta noite cruciante, peço a Deus ao menos que recolha minhas lágrimas e alivie o meu pranto. 

Deus! Meu Deus!

Dai-nos sabedoria para comprender os teus desígnios!

Há coisas pelas quais não consigo responder. Não fui eu que as escolhi. Mas não posso furtar-me dessa peleja. 

Às  vezes sou forte como o cinzel. E  vezes outras sou frágil como uma flor.  

Hoje não sei se quedo ou se me ergo. 

Oxalá me ponha a termo!

*originalmente escrito em 27.04.2018

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

CONVERSANDO COM UMA ESTRELA

(RÔ Campos)


Estrela, diz pra mim,

Estrela!

Antes que nasça  a manhã:

Onde ele se escondeu?


Estrela, diz pra mim,

Daí de cima,  onde brilhas:

Como pode ele brilhar

Sem eu?


Estrela, diz pra ele,

Estrela!

Que eu não brilho mais,

Pois perdi o brilho meu. 


Estrela! Estrela!

Para de brilhar assim!

Para de zombar de mim!

Se eu perdi ele e ele se perdeu de mim...


(*) escrito em 17.02.2012 e  revisto e editado nesta data.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

A PORTA

(RÔ Campos)

Essa porta aberta e  a vida lá fora.

Você pode sair,  andar,  voar, ganhar o mundo.

Você pode deixá-la aberta,   para o caso de alguém querer entrar.

Você pode fechá-la,  e  recolher-se para dentro de si mesmo. 

(A escolha sempre será sua!).

Até que o tempo, esse juiz implacável, 

Profira  a sentença final e a porta se feche para sempre... 



domingo, 26 de janeiro de 2025

ACERCA DO DINHEIRO E DO EGOÍSMO


(RÔ Campos)


Dizem que o pobre do dinheiro é o próprio capeta, sempre o culpado de todas as mazelas da humanidade. Mas o dinheiro - lá vou eu com minhas elucubrações! - não tem cérebro, nem pernas, nem pés,  nem braços, nem mãos,  nem boca, nem olhos, nem ouvido, nem tato. O dinheiro não tem sentidos, mas faz sentido. O dinheiro não passa de um mero papel, ou de um valor x. O que lasca é a cobiça, o mau uso do dinheiro, o egoísmo. O egoísmo, sim, é a maior praga da humanidade.

(*) escrito em 26.01.2014

A NATUREZA DAS COISAS

(RÔ Campos)


O dia amanheceu nublado, algumas gotículas aqui, outras acolá. Olho para o pé de carambola em frente à minha janela, cheio de flores, algumas se abrindo, incontáveis frutos de cerca de 1 centímetro. Paro, fixo os olhos numa frutinha, e penso: que coisa mais linda! 

É assim mesmo a natureza de todas as coisas: primeiro a semente, depois o plantio, a germinação, o nascimento, e a coisa vai crescendo, crescendo, tudo a seu tempo.  E há beleza em tudo. E há muitos que não a veem. E há muitos que não a sabem. E há muitos que têm tanto e é como se nada tivessem. E há muitos que nada têm e tanto têm para dar.

A natureza é isso mesmo:  linda e inacabada, uma busca constante por sua conformação. Por isso as intempéries, os cataclismos, os vulcões, os terremotos, os acidentes, os desatinos: somos todos inacabados em busca da conformação. Daí  a Teoria da Evolução. Daí que só os que se adaptam concorrem pela vida. Daí que os que se entregam...