domingo, 22 de novembro de 2015

UM AMOR PRA SEMPRE


(RÔ CAMPOS)

Lembrando de ti,
De quando te vi
Naquela primeira vez...

Tosco,
Boquirroto,
Andrajo.

Mas no peito, um coração;
Nos olhos, muita luz;
Na boca, um sorriso.

Naquele dia eu me achei,
Quando nem procurava mais,
O outro pedaço da minha alma.

Foi então que decidi
Que eu ia te amar.
Um amor maior que tudo.
Mais forte que a força do vento.
Sem medo do passado,
Nem planos pro futuro.
Um amor presente.
Simplesmente.
Um amor pra sempre.
Pra sempre.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

FIM DE CASO


(RÔ Campos)

Ainda bem
Que foi tudo ilusão
Que tudo ficou pra trás
Que como toda ilusão
Acabou
Já não me iludo mais.

Ainda bem
Que o cigarro apagou
Que a luz acendeu
Foi o último trago
Já não te trago
No meu coração.

Ainda bem
Não valeu nada a pena
Já paguei minhas penas
Tou de volta pra vida
Quem sabe, na esquina
Aquele amor que deixei.

PRIMAVERA


(RÔ Campos)

Como te esquecer?
Deixar tudo pra trás?
Calar a tua voz,
Se com ela minh'alma se compraz?

Como apagar as lembranças,
Dos dias que vivemos juntos,
Das horas de alegria e de tristeza,
Do teu cheiro que ficou em mim ?

Ainda te vejo correndo por aí,
Feito um menino levado pelo vento,
Que muito cedo criou asas e fugiu
Do céu escuro à procura de outro céu.

Era Setembro quando te conheci.
A Primavera de nossas vidas.
Foi quando então descobri
Que os espinhos não machucam as flores.

SEM AMOR NÃO SEI VIVER


(RÔ Campos)

Coração
Para de sangrar assim.
Coração
Deixa de me machucar.
Coração
Para de bater assim.
Coração
Tem um pouquinho de dó de mim.

Coração
Sem amor sou triste assim.
Coração
Traz o meu amor pra mim.
Coração
Eu não quero mais chorar
Coração
Preciso voltar a sorrir.

Coração
Sem amor não sei viver.
Coração
Eu não sei viver assim.
Coração
Sem amor não sei viver
Coração
Traz o meu amor pra mim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

PAU QUE NASCE TORTO MORRE TORTO


(RÔ Campos)

O direito é de quem tem
O direito que, doravante,
Não é de mais ninguém.

O direito dizem que é o que é certo,
Bem assim que nunca anda errado.
Direito é direito, não se discute.
Mas já aprendi o velho ditado:
Pau que nasce torto morre torto.

O direito só o tem quem assim prova,
Já me disse o seu doutor e o homem que vestia toga.
Mas quando eu pensei que tinha todas as provas,
Provei da mentira de quem me desmentia.

Tudo aquilo que é justo é direito.
Mas nem tudo o que é dito de direito é justo,
Na balança que ora pende à esquerda,
E ora à direita avança.

PEQUENINA


(RÔ Campos)

Ela andava tão triste,
A saúde meio abalada.
Já não saía pra vida,
Já não ligava pra nada.

De repente, recebeu um convite.
Era uma festa da pesada.
Ela chegou meio acanhada,
Pois não conhecia a moçada.

Foi então que pegou o ganzá,
Que parecia esquecido no canto da sala.
E a Pequenina, que andava tão triste,
Tocou, dançou, sorriu,
Mandou a tristeza ir embora.
Voltou a ser feliz...

NÓ E LAÇO

(R}O Campos)

O amor é laço e também é nó.
No amor eu me transformo,
Sem amor eu me desfaço.

Sonhos sempre serão sonhos,
Sonhos de crianças que ficam grandes.
Sonhos de gente grande como se fossem os pequenos
Grãos que semeados desabrocham.

Mas é sempre no amor que eu me encontro
E é no encontro do amor que eu me acho.