domingo, 25 de maio de 2014
BRIGA DE CASAL NA ERA DIGITAL
(RÔ Campos)
Ela diz que não está legal.
O cara também fala que a coisa vai mal.
Que não aguenta mais isso e aquilo.
Enche a página do Facebook só naquela de reclamação.
Bota a boca no trombone.
Diz no status que está cansado da vida de casado.
Que é fiel e nunca trai.
Mas a mulher só desconfia de tudo que ele não faz.
Irado, pensa que o Facebook é lavanderia:
Impesta a página jogando fezes no ventilador.
E ela, esperta, recua e se finge de morta.
Não demora e estampam no Face as fotos da reconciliação.
Mil juras de amor eterno, abraços, afagos
(Um tipo secreto de massagem no ego).
Sorrisos no rosto, beijos loucos.
Até a próxima briga e o Face virando lavanderia de novo.
Um esfregando a roupa suja na cara do outro.
Ninguém sabe com quem está a verdade.
Mais louco ainda é quem, como diz o velho ditado,
Mete a colher em briga de marido e mulher.
E, agora, vejo o cara postando de novo no Face,
Falando com a maior cara de pau,
Que não disse nada daquilo no status;
Que foi alguém que invadiu sua página.
E tudo não passou de um negócio viral.
ALGUMAS NOTAS
(RÔ Campos)
Acabei de dizer à uma amiga: "Há quantos anos não nos vemos?! Que saudade daqueles tempos, quando ainda sonhávamos muito!!! Continuamos sonhando, é claro. Mas, agora, sonhos compatíveis com o nosso tempo, um novo tempo".
Minha sobrinha Vanessa Campos, disse-me, certo dia: "até os sonhos têm sua época".
Os sonhos sonhados na juventude já não encontram eco na maturidade. Naquela época, as mulheres sonhávamos com o príncipe encantado. Para alguns homens bastava uma gata borralheira. Mas nada disso nos impede de sentir saudade. Principalmente dos sonhos que sonhamos e não pudemos ou não fizemos nada para concretizá-los.
E vez em quando é bom sentirmos o aroma das flores se abrindo na primavera... E é bem melhor do que sentirmos o cheiro forte de urina, da fumaça preta que sai do escapamento dos automóveis, dos esgotos a céu aberto, do amargo na boca
Acabei de dizer à uma amiga: "Há quantos anos não nos vemos?! Que saudade daqueles tempos, quando ainda sonhávamos muito!!! Continuamos sonhando, é claro. Mas, agora, sonhos compatíveis com o nosso tempo, um novo tempo".
Minha sobrinha Vanessa Campos, disse-me, certo dia: "até os sonhos têm sua época".
Os sonhos sonhados na juventude já não encontram eco na maturidade. Naquela época, as mulheres sonhávamos com o príncipe encantado. Para alguns homens bastava uma gata borralheira. Mas nada disso nos impede de sentir saudade. Principalmente dos sonhos que sonhamos e não pudemos ou não fizemos nada para concretizá-los.
E vez em quando é bom sentirmos o aroma das flores se abrindo na primavera... E é bem melhor do que sentirmos o cheiro forte de urina, da fumaça preta que sai do escapamento dos automóveis, dos esgotos a céu aberto, do amargo na boca
terça-feira, 20 de maio de 2014
DEIXA
(RÔ Campos)
Deixa o desejo falar
Abre a boca
Escancara um sorriso
Fecha os olhos
Deixa entrar o sentimento.
Deixa que eu te roube um beijo
Quero descobrir os teus segredos
Navegar nos rios do teu coração
Ser teu leme, tua quilha
Teu mastro, teu convés.
Deixa que hoje a noite é feita de estrelas
Parece ser festa no céu
E mesmo que a chuva te açoite
Não te queixes, não é nenhum castigo
Amanhã vão-se abrir os girassóis.
domingo, 18 de maio de 2014
RESPOSTA A UM "RELIGIOSO" FUNDAMENTALISTA
(RÔ Campos)
Já andei por muitos cartórios procurando, mas nunca achei. Talvez em algum tabelionato em outras galáxias, quem sabe, um dia eu possa encontrar. (É, deve haver outros mundos, em outras dimensões do Cosmo!). Vez em quando eu esqueço dessa minha procura. Mas, quando algum grileiro surge, assim, de repente, meio que defendendo o seu quinhão, vem-me logo à memória, e penso: vou em busca dessa escritura. Quero saber quem foi o primeiro dono destas vastas terras cá do nosso planeta, e de que forma (a que título) e de quem ele as adquiriu. E tenho outras curiosidades, também: 1) Como se deu o loteamento de tanta terra?; 2)De onde surgiu tanta gente, ocorrendo essa irrefreável expansão? Em que momento apareceram os grileiros? Além das terras do lado de cá, abaixo do azul infinito, é verdade que o primeiro dono também era proprietário do espaço sideral,e, nessa condição, também doou, loteou, vendeu o céu? Quantos o adquiriram? - pergunto eu aos meus botões - já que o que existe por aqui de gente que se intitula dono nem que seja de um pedacinho do céu. E o inferno, existe mesmo? Se positivo, o primeiro dono destas terras de cá e do espaço celeste, também o doou, loteou, vendeu? Quem o comprou? Algumas pessoas falam em Escrituras Sagradas, mas eu insisto em saber quem, naquele tempo, teria fé pública para lavrá-las. E, ainda, se já existisse o notário, quem o dotava dessa fé? E os grileiros, desde quando surgiram? Muitas perguntas eu vivo a me fazer. Quem sabe, igual a Tomé, eu precise ver para crer. Por isso, acredito tanto na Ciência. Na Razão. Na certeza de que cada um de nós é apenas um grão de areia, formando os grandes desertos, onde marcham multidões de desertos corações, para onde eu não sei...Por isso, tenho tanta fé na minha fé. Eu creio na Fé raciocinada. Eu creio na Razão que nos induz a pensar e acreditar que só o amor e a compaixão salvam-nos da mediocridade.
terça-feira, 29 de abril de 2014
DEUS SALVE O BRASIL!
(RÔ Campos)
Engraçado isso. Ontem (domingo) eu compartilhei uma postagem com foto, de não sei quem, a qual divulgava e elogiava o "legado" da copa do mundo diz-que-verde-na-Amazônia. Só que eu teci um comentário discorrendo sobre as nove horas de terror que passei no 28 de agosto, perambulando com minha irmã Nina, que está com pneumonia, para interná-la. Eu, então, disse que esse povo que vive tecendo loas ao "legado" da copa, defendendo tudo isso que está aí, se passasse essas tais loucas horas que passei nesse verdadeiro inferno e continuasse com o mesmo posicionamento, só podia ser um deles. Pois é humanamente impossível a qualquer pessoa em gozo de um perfeito juízo não sair do 28 de agosto chocada, deprimida, preocupada aos extremos. Pois vocês sabem o que aconteceu? Eu estranhei porque não recebi qualquer notificação sobre algum comentário porventura feito. E eu me lembrava que havia visto muito rapidamente alguma coisa do meu amigo Lio Viana. Pois, como eu recebo notificações tanto no Face quanto no meu gmail, deparei-me com o comentário do Lio na minha caixa de entrada do gmail, que me remete diretamente ao Face, dizendo assim: Não é fácil, Rô, força!. Só que, quando eu cliquei no comentário no meu gmail, para ir ao face, apareceu, na tela: "Desculpe, esta página não está disponível. O link que você seguiu pode estar quebrado ou a página pode ter sido removida". Sacaram a coisa???? O que se vê no 28 de agosto é indizível, desumano, imoral. Eu até tentei tirar algumas fotos, mas não consegui, temerosa que armassem o barraco. Discussões entre enfermeiros, maqueiros, motoristas, em meio ao povo, doente, apavorado. Os acompanhantes dos enfermos que vão em busca de socorro discutindo calorosamente com os funcionários na exígua sala de medicação, muitas reclamações por sinal sem fundamento, porque a culpa não é deles, absolutamente. A culpa é do desgoverno e da roubalheira que grassa em nosso país. Minha irmã Nina ficou internada na clínica médica de observação, em uma maca, sem lençol, sem lenço e sem documento (tive que levar lençol, edredom e travesseiro de casa). Ontem (segunda), foi transferida para o Adriano Jorge, onde, felizmente, está alojada em um leito digno. Eu mesma voluntariamente ajudei uma senhora que puxava uma maca, com seu marido (que já havias ido atendido e estava se retirando) sentado. Eu vi o sorriso de gratidão na boca daquele homem quando comecei a empurrar a maca. Ali, é cada qual por si e Deus por cada qual. Não se tem pra quem apelar...Até hoje estou me sentindo muito pesada e pesarosa ao mesmo tempo, pensando na pressão sob a qual trabalham aquelas pessoas e o nível extremo de estresse. É, sem dúvida alguma, um verdadeiro campo de guerra. Esse tal de "Mais Médicos" é uma vergonha nacional, uma excrescência. É de doer, ao ver-se a imponência da tal arena da Amazônia e tanto dinheiro gasto naquele monstrengo, e a saúde pública jogada às traças. É, a saúde pública não está mais nem na UTI, porque não existe UTI, mas, sim, um monte de gente entulhada, como se fosse um depósito de escórias.
Eu convido os senhores defensores del Chaco para passarem algumas horinhas lá no 28 de agosto. Duvido que saiam de lá a mesma pessoa. A não ser que vocês sejam um deles.
Engraçado isso. Ontem (domingo) eu compartilhei uma postagem com foto, de não sei quem, a qual divulgava e elogiava o "legado" da copa do mundo diz-que-verde-na-Amazônia. Só que eu teci um comentário discorrendo sobre as nove horas de terror que passei no 28 de agosto, perambulando com minha irmã Nina, que está com pneumonia, para interná-la. Eu, então, disse que esse povo que vive tecendo loas ao "legado" da copa, defendendo tudo isso que está aí, se passasse essas tais loucas horas que passei nesse verdadeiro inferno e continuasse com o mesmo posicionamento, só podia ser um deles. Pois é humanamente impossível a qualquer pessoa em gozo de um perfeito juízo não sair do 28 de agosto chocada, deprimida, preocupada aos extremos. Pois vocês sabem o que aconteceu? Eu estranhei porque não recebi qualquer notificação sobre algum comentário porventura feito. E eu me lembrava que havia visto muito rapidamente alguma coisa do meu amigo Lio Viana. Pois, como eu recebo notificações tanto no Face quanto no meu gmail, deparei-me com o comentário do Lio na minha caixa de entrada do gmail, que me remete diretamente ao Face, dizendo assim: Não é fácil, Rô, força!. Só que, quando eu cliquei no comentário no meu gmail, para ir ao face, apareceu, na tela: "Desculpe, esta página não está disponível. O link que você seguiu pode estar quebrado ou a página pode ter sido removida". Sacaram a coisa???? O que se vê no 28 de agosto é indizível, desumano, imoral. Eu até tentei tirar algumas fotos, mas não consegui, temerosa que armassem o barraco. Discussões entre enfermeiros, maqueiros, motoristas, em meio ao povo, doente, apavorado. Os acompanhantes dos enfermos que vão em busca de socorro discutindo calorosamente com os funcionários na exígua sala de medicação, muitas reclamações por sinal sem fundamento, porque a culpa não é deles, absolutamente. A culpa é do desgoverno e da roubalheira que grassa em nosso país. Minha irmã Nina ficou internada na clínica médica de observação, em uma maca, sem lençol, sem lenço e sem documento (tive que levar lençol, edredom e travesseiro de casa). Ontem (segunda), foi transferida para o Adriano Jorge, onde, felizmente, está alojada em um leito digno. Eu mesma voluntariamente ajudei uma senhora que puxava uma maca, com seu marido (que já havias ido atendido e estava se retirando) sentado. Eu vi o sorriso de gratidão na boca daquele homem quando comecei a empurrar a maca. Ali, é cada qual por si e Deus por cada qual. Não se tem pra quem apelar...Até hoje estou me sentindo muito pesada e pesarosa ao mesmo tempo, pensando na pressão sob a qual trabalham aquelas pessoas e o nível extremo de estresse. É, sem dúvida alguma, um verdadeiro campo de guerra. Esse tal de "Mais Médicos" é uma vergonha nacional, uma excrescência. É de doer, ao ver-se a imponência da tal arena da Amazônia e tanto dinheiro gasto naquele monstrengo, e a saúde pública jogada às traças. É, a saúde pública não está mais nem na UTI, porque não existe UTI, mas, sim, um monte de gente entulhada, como se fosse um depósito de escórias.
Eu convido os senhores defensores del Chaco para passarem algumas horinhas lá no 28 de agosto. Duvido que saiam de lá a mesma pessoa. A não ser que vocês sejam um deles.
MEU CÉU
(RÔ Campos)
Eu queria ao menos um cadinho
No cantinho do teu coração,
Para brincar de pular fogueira,
Nas noites de lua cheia,
De Santo Antônio, São Pedro e São João·
Ah, uma fresta também seria bem-vinda!
Eu faria dela uma porta,
E ao pisar teu coração,
Eu iria fazer de conta
Que estava andando nas nuvens,
E que meus pés eram na verdade estrelas,
E teu coração o meu céu·
segunda-feira, 28 de abril de 2014
UM NOVO DIA
(RÔ Campos)
Vem, ingratidão, pede perdão,
Que eu abro as portas do meu coração.
Eu sei que amar dói,
Mas não amar dói muito mais.
Eu sei também que amar é sofrer
Mas não amar é ruim demais.
Vem, ingratidão, pede perdão,
Que se eu não souber te perdoar,
Vou te guardar no cantinho do esquecimento,
Onde mágoa alguma tem assento
E há muito jaz qualquer recordação.
Vem, ingratidão, pede perdão,
Que eu abro as portas do meu coração
E escancaro as janelas de minha alma.
E, assim, poderei viver cada novo dia
Com a luz da manhã vindo me ver.
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