REINO DE DEUS OU REINO DOS HOMENS?
(RÔ Campos)
(RÔ Campos)
O mundo agora é dos homens
Que falam em nome de Deus
O que Deus não falou aos homens.
Mundo de Felicianos, Malafaias
De crentes descrentes desacreditados
Donos do mundo, que é de ninguém.
O mundo agora é dos homens
Que têm voz no Parlamento
Em defesa da palavra de Deus
Defendendo o que Deus não defendeu.
O mundo agora é dos homens
Que julgam, que condenam
O que Deus não condenou.
Cristo! Oh, Cristo!
Por onde andas, que não te veem?
Por que te calas enquanto fala Malafaia?
Não é o teu mundo dos pequeninos?
Não é o teu mundo dos injustiçados?
Se deles será o Reino dos Céus,
Será a terra purgatório e inferno?
Cristo! Oh, Cristo!
Agora, que nos enviaste Francisco
Fazei com que eu procure mais
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
E perdoar, que ser perdoado:
Eles não sabem o que fazem!!!!
domingo, 31 de março de 2013
QUEREMOS A VERDADE
(RÔ Campos)
A História não pode ser passada a limpo com apenas um lado contando a sua versão dos fatos. Não é democrático, nem ético, nem legal, muito menos didático. Nós, o povo, temos o direito de saber. Cabe a nós analisarmos e tirarmos as nossas conclusões. Isso não nos pode ser negado, porque um direito de cada cidadão. É com um olhar sobre o passado que podemos entender o presente e construirmos o futuro. Sou libertária, e, portanto, absolutamente contrária a qualquer forma de opressão e tortura e repugno qualquer regime de governo totalitário. Mas nós temos o direito de conhecer - repito - as razões e os fatos que permearam o golpe de l964, porque a história nunca nos foi contada em suas minúcias. Nem mesmo durante os 21 anos de ditadura militar, não me recordo de haver chegado às minhas mãos, na escola, qualquer livro tratando sobre o assunto, nem mesmo contando unicamente a versão dos militares golpistas. Há uma nuvem cinzenta sobre todo esse episódio, que ambos os lados não nos permitiram e ainda não nos permitem desvendar. De uma coisa apenas eu tenho certeza: ditadura, nunca mais, seja militar ou comunista ou qualquer outra coisa que o valha. Teocracia, também, nunca, jamais, em dia algum. Muito menos essa democracia torta que hoje temos aí, onde muitos políticos combatidos pela ditadura militar voltaram a ocupar cargos públicos e deu no que deu. Como me confidenciou um amigo: depois ficam acusando a classe média de haver apoiado a ditadura militar...
A História não pode ser passada a limpo com apenas um lado contando a sua versão dos fatos. Não é democrático, nem ético, nem legal, muito menos didático. Nós, o povo, temos o direito de saber. Cabe a nós analisarmos e tirarmos as nossas conclusões. Isso não nos pode ser negado, porque um direito de cada cidadão. É com um olhar sobre o passado que podemos entender o presente e construirmos o futuro. Sou libertária, e, portanto, absolutamente contrária a qualquer forma de opressão e tortura e repugno qualquer regime de governo totalitário. Mas nós temos o direito de conhecer - repito - as razões e os fatos que permearam o golpe de l964, porque a história nunca nos foi contada em suas minúcias. Nem mesmo durante os 21 anos de ditadura militar, não me recordo de haver chegado às minhas mãos, na escola, qualquer livro tratando sobre o assunto, nem mesmo contando unicamente a versão dos militares golpistas. Há uma nuvem cinzenta sobre todo esse episódio, que ambos os lados não nos permitiram e ainda não nos permitem desvendar. De uma coisa apenas eu tenho certeza: ditadura, nunca mais, seja militar ou comunista ou qualquer outra coisa que o valha. Teocracia, também, nunca, jamais, em dia algum. Muito menos essa democracia torta que hoje temos aí, onde muitos políticos combatidos pela ditadura militar voltaram a ocupar cargos públicos e deu no que deu. Como me confidenciou um amigo: depois ficam acusando a classe média de haver apoiado a ditadura militar...
CORAÇÃO INSENSATO
(RÔ Campos)
O que mais dói em mim
É nunca ter sentido
Que doía muito em ti
Essa dor que agora sinto.
Uma dor que alucina
Que me invade, me anula
Castiga, denuncia
Uma dor que se acumula.
O que mais dói em mim
É ter me cegado à luz do dia
Fechando os olhos para ti
Supondo que eras feliz, porque rias.
O que mais dói em mim
É o silêncio que hoje me apavora:
Não saber o que é feito de ti
Nem o que são tuas memórias.
O que mais dói em mim
É esse medo que me devora:
Que vivas a esperar por mim
E eu, covarde, não sei ir embora.
O que mais dói em mim
É nunca ter sentido
Que doía muito em ti
Essa dor que agora sinto.
Uma dor que alucina
Que me invade, me anula
Castiga, denuncia
Uma dor que se acumula.
O que mais dói em mim
É ter me cegado à luz do dia
Fechando os olhos para ti
Supondo que eras feliz, porque rias.
O que mais dói em mim
É o silêncio que hoje me apavora:
Não saber o que é feito de ti
Nem o que são tuas memórias.
O que mais dói em mim
É esse medo que me devora:
Que vivas a esperar por mim
E eu, covarde, não sei ir embora.
PASSAGEM
(RÔ Campos)
Vamos embora. É chegada a hora
Ouvi a voz de Deus ordenando:
"Vai Moisés, toma meus filhos
Pela hora derradeira
Ruma de volta pra Canaã!"
Vamos embora. É chegada a hora
Disse Moisés, seguindo, deserto afora
Resgatando os filhos de Israel
Feitos escravos no reino do Egito.
Fugiram às centenas, aos milhares
Todos filhos de Israel, escravizados
Cantando um canto de louvor
Liberdade! Liberdade!
Foi Deus quem nos chamou.
Num átimo, todo o exército do Egito
Surgiu, do meio do deserto.
Moisés! Moisés! clamavam os hebreus
Salve-nos! Intercedei junto a Deus!
"Levante seu cajado. Estenda a sua mão
Sobre o Mar Vermelho, e divida-o:
Caminharão os filhos de Israel sobre terra seca.
Leva o meu povo, filhos de Israel, o hebreu
De volta a Canaã, a Terra que prometi a Abraão."
E então o destino se cumpriu:
Voltaram os hebreus à sua terra
Livres da servidão,da carga
Como Deus lhes prometeu.
Liberdade! Liberdade!
Entoou um canto, um louvor, o povo de Israel
O povo de Deus, que saiu pelo mar
Quando uma fenda o dividiu
O mesmo mar onde o Egito sucumbiu.
A PEC DAS DOMÉSTICAS
FRAGMENTOS DO ARTIGO "A PEC DAS DOMÉSTICAS", DO MAGISTRADO E PROFESSOR AMAZONENSE LUPECINO NOGUEIRA, PUBLICADO EM SUA COLUNA DO JORNAL A CRÍTICA, DE ONTEM, SÁBADO. EM SEGUIDA, MEUS COMENTÁRIOS.
(RÔ Campos)
"A realidade com aumento de custos vai acarretar demissões, aumentar conflitos trabalhistas e estimular a informalidade, principalmente porque a maioria de empregadores é da classe média, cujos rendimentos são comprometidos por uma legislação fiscal escorchante. Para o Poder Poder Público a arrecadação é boa: segundo a FGV haverá um acréscimo de R$ 5,5 bilhões de FGTS que, embora seja do empregado, é usado pelo governo".
Moral da história: é o mesmo de sempre. Dando a entender que o governo, dito trabalhista, está a proteger interesses e direitos de uma categoria profissional (que, por sinal, também poderá lhe render bons votos num futuro muito próximo), cria essa lei (aliás, uma PEC), de olho na arrecadação dos bilhões de reais para o INSS, FGTS e outras coisas mais. Essa a receita prescrita por Getúlio Vargas, dito "maior governo trabalhista da história do Brasil".
Aí, dizer que a Casa Grande é que está "pirando" com essa lei é brincadeira. Casa Grande coisa nenhuma. Casa Grande tem dinheiro pra pagar, seja lá de onde ele sai. Inclusive os próprios políticos que ganham milhares de reais e aprovaram essa PEC, assim, sorrateiramente, O buraco é mais embaixo...E esse discurso de Casa Grande está ultrapassadérrimo.
(RÔ Campos)
"A realidade com aumento de custos vai acarretar demissões, aumentar conflitos trabalhistas e estimular a informalidade, principalmente porque a maioria de empregadores é da classe média, cujos rendimentos são comprometidos por uma legislação fiscal escorchante. Para o Poder Poder Público a arrecadação é boa: segundo a FGV haverá um acréscimo de R$ 5,5 bilhões de FGTS que, embora seja do empregado, é usado pelo governo".
Moral da história: é o mesmo de sempre. Dando a entender que o governo, dito trabalhista, está a proteger interesses e direitos de uma categoria profissional (que, por sinal, também poderá lhe render bons votos num futuro muito próximo), cria essa lei (aliás, uma PEC), de olho na arrecadação dos bilhões de reais para o INSS, FGTS e outras coisas mais. Essa a receita prescrita por Getúlio Vargas, dito "maior governo trabalhista da história do Brasil".
Aí, dizer que a Casa Grande é que está "pirando" com essa lei é brincadeira. Casa Grande coisa nenhuma. Casa Grande tem dinheiro pra pagar, seja lá de onde ele sai. Inclusive os próprios políticos que ganham milhares de reais e aprovaram essa PEC, assim, sorrateiramente, O buraco é mais embaixo...E esse discurso de Casa Grande está ultrapassadérrimo.
O ISOLAMENTO DO ESTADO DO AMAZONAS DO RESTANTE DA REGIÃO NORTE
RÔ Campos
Taí no que deu. Também, queriam o quê? Desde o advento Zona Franca de Manaus, implementado por obra e "graça" do Governo Militar, nos idos de 1968, na esteira de Francelino Pereira (se o alemão não me engana, era esse o nome do político que primeiro idealizou a legislação que criava uma zona de livre comércio em Manaus) que nossa cidade vem crescendo, por sinal desordenadamente, chegando ao caos em que hoje se encontra. Mas, mais uma vez, nem vou entrar no mérito, ou (des)mérito desse famigerado "projeto". A verdade é que o nosso estado, se sentindo, isolou-se dos demais estados da Região Amazônica, quando urgia formar-se um verdadeiro pacto amazônico, criando-se um bloco em defesa dos interesses sociais, culturais e econômicos desta longínqua e adversa região, porém detentora de riquezas naturais inexistentes em nenhum outro lugar do planeta, cuja população é tida pelo governo central e outros segmentos como formada por alienígenas. Somos um povo em torno de 25 milhões de pessoas, a maior região do país...e, aqui no Amazonas, vivemos à deriva, sempre com um pires na mão, à espera apenas e tão-somente da prorrogação de incentivos fiscais concedidos pelo Governo Federal, para mantermos um polo industrial funcionando, sem nenhum projeto arrojado para a exploração dos recursos naturais disponíveis em nosso estado...que são incontáveis. E esse famigerado "projeto", a exemplo da seca no nordeste, só tem servido de escudo para políticos se manterem em suas cadeiras, seja no Parlamento, seja no Executivo. Um embuste, diga-se de passagem. Ao invés de nos unirmos, separamo-nos. Não se pensa grande. Aliás, não se pensa nada, a não ser no próprio umbigo. Agora - e não poderia ser diferente -, os demais estados do norte começam a se rebelar (estava demorando): querem os mesmos benefícios para "desenvolver" seus territórios. Acredito que esta deve ser a hora derradeira desse pacto: ou é agora, ou nunca mais.
Taí no que deu. Também, queriam o quê? Desde o advento Zona Franca de Manaus, implementado por obra e "graça" do Governo Militar, nos idos de 1968, na esteira de Francelino Pereira (se o alemão não me engana, era esse o nome do político que primeiro idealizou a legislação que criava uma zona de livre comércio em Manaus) que nossa cidade vem crescendo, por sinal desordenadamente, chegando ao caos em que hoje se encontra. Mas, mais uma vez, nem vou entrar no mérito, ou (des)mérito desse famigerado "projeto". A verdade é que o nosso estado, se sentindo, isolou-se dos demais estados da Região Amazônica, quando urgia formar-se um verdadeiro pacto amazônico, criando-se um bloco em defesa dos interesses sociais, culturais e econômicos desta longínqua e adversa região, porém detentora de riquezas naturais inexistentes em nenhum outro lugar do planeta, cuja população é tida pelo governo central e outros segmentos como formada por alienígenas. Somos um povo em torno de 25 milhões de pessoas, a maior região do país...e, aqui no Amazonas, vivemos à deriva, sempre com um pires na mão, à espera apenas e tão-somente da prorrogação de incentivos fiscais concedidos pelo Governo Federal, para mantermos um polo industrial funcionando, sem nenhum projeto arrojado para a exploração dos recursos naturais disponíveis em nosso estado...que são incontáveis. E esse famigerado "projeto", a exemplo da seca no nordeste, só tem servido de escudo para políticos se manterem em suas cadeiras, seja no Parlamento, seja no Executivo. Um embuste, diga-se de passagem. Ao invés de nos unirmos, separamo-nos. Não se pensa grande. Aliás, não se pensa nada, a não ser no próprio umbigo. Agora - e não poderia ser diferente -, os demais estados do norte começam a se rebelar (estava demorando): querem os mesmos benefícios para "desenvolver" seus territórios. Acredito que esta deve ser a hora derradeira desse pacto: ou é agora, ou nunca mais.
sábado, 30 de março de 2013
ÚLTIMO SOPRO

(RÔ Campos)
Na hora "H"
Tudo que era cheio
Torna-se vazio.
Na hora "H"
Os olhos choram
O sorriso cala.
Na hora "H"
Os pés me fogem
A verdade me invade.
Na hora "H"
Sou coragem
E também vertigem.
Na hora "H"
O último ato
E eu me engasgo.
Na hora "H"
Descem as cortinas
A plateia aplaude e chora.
Na hora "H"
É o fim de tudo
E, quiçá, um recomeço.
Na hora "H"
Quedam as flores
Ficam os perfumes.
Na hora "H"
Esvai-se a matéria
A alma é eterna.
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