segunda-feira, 25 de março de 2013
A ESCOLHA É SEMPRE NOSSA: VIVER OU MORRER; FICAR OU SEGUIR
http://youtu.be/VFyNyZjRPiw
(RÔ Campos)
Deve ser muito doloroso uma pessoa se sentir sozinha, em meio a tanta gente a seu redor, como costumo dizer: uma multidão de desertos. Mas é justamente nessa hora, quando o homem muitas vezes não consegue se conter...e chora, que ele descobre que a solidão é na realidade um estado de espírito. Podemos estar sozinhos...mas repletos. Porque não são as pessoas que nos preenchem, mas, sim, um sentimento, uma percepção sutil do espírito. Aí também me lembro da palestra que assisti recentemente sobre superação: recolha-se, reflita, e lembre-se: são os outros que estão errados. Ou, quem sabe, pode ser você, e esta é a oportunidade de ouro que se tem para o grande salto, para você se descobrir e partir, partir para algum lugar onde jamais chegou, e quando lá estiver vai olhar pra trás e descobrir que os outros são apenas os outros...Que um dia foram uma pedra em seu caminho, e que você a retirou e seguiu...seguiu pra nunca mais voltar, enquanto eles permaneceram ali, sem conseguir transpor a própria sombra. (RÔ Campos)
A LEI SECA VEIO MESMO PRA SECAR!?
(RÔ Campos)
Divagando sobre esse negócio da Lei Seca. Dizem que as leis são feitas para se cumprir, mas eu entendo que leis também devem ser contestadas. Por quê não??? Mas não vou entrar no mérito dessa lei, até porque considero que realmente medidas urgiam nesse sentido, pelos fatos que são de conhecimento de todos nós neste país. Agora, a verdade é que nós, os adultos, coroas e velhos (à exceção dos ricos, a classe alta, é claro), estamos pagando o pato, pois as estatísticas falam muito alto sobre o índice de acidentes no trânsito, com ou sem mortes, envolvendo, geralmente, jovens entre 18 e vinte e poucos anos, no "comando" do volante. Ocorre que as pessoas maduras não podem mais nem se dar ao luxo de sair para jantar, ouvir música, bater papo, dançar, ir a uma festa de aniversário, casamento, formatura etc. e tomar ao menos um drinque. As pessoas maduras, geralmente pais de família, trabalhadores, executivos, pessoas sérias e responsáveis, que não usam seus veículos como se fosse uma arma letal, estão morrendo de medo do constrangimento de irem presas, sem contar com o elevado valor da multa, que bate na trave dos R$ 2.000,00. Agora, os jovens - que me perdoem, e não nos esquecendo das exceções -, esses continuam saindo por aí, enchendo a cara, sem um pingo de preocupação: geralmente não são eles que pagam a conta. Quer ver? Vá a um desses lugares, por exemplo, que reúnem jovens em torno da música sertaneja ou de forró, nesta cidade, que você vê a quantidade de carros estacionados (muitas vezes ultrapassam os mil). E vão querer colocar na minha cachola que eles estão ali só tomando água????? Agora, vá também num desses lugares frequentados pelas pessoas mais maduras...Os locais estão sendo esvaziados e os seus proprietários estão falindo. E muita gente tá ficando sem emprego.
Outro dia, um amigo comentou-me sobre o seguinte: "RÔ, daqui a algum tempo a Av. do Turismo será um verdadeiro cemitério." Uma pena!!! Ali, e em todo o complexo Ponta Negra, há um potencial turístico e artístico a ser desenvolvido, ligado a bares, restaurantes, casas de show etc.etc.etc., com a flagrante criação de empregos diretos,o que não pode ser desconsiderado pelo poder público. Mas, eu pergunto aos meus botões: onde está a saída para esse imbróglio, numa cidade às voltas com problemas seríssimos de mobilidade urbana, absolutamente precária no que concerne ao transporte coletivo urbano, que sequer atende com dignidade a demanda diária? Como resolver essas questões na capital do mormaço, onde preços e tarifas são praticados como se fôssemos um Oásis? Há muitas outras perguntas sem respostas, mas vou ficando por aqui...
segunda-feira, 18 de março de 2013
O AMOR NUNCA MORRE, É PRA SEMPRE, ETERNO
RÔ Campos
Distraída saí a andar essa noite sozinha por aí
Havia algo calado falando dentro de mim
Saí por aí distraída não queria te buscar
De repente pensei te achei ,tudo ilusão, me perdi.
Depois tentei fazer o caminho de volta
As estrelas saí contando seguindo os olhos da lua
E assim fui me perdendo e depois me achando
O que estava calado calou fundo dentro de mim.
Não vou mais sair distraída andar a te procurar
Não vou te achar lá fora do outro lado da rua
Descobri ouvindo uma voz que falava calada
Soava como soam os sinos: estás dentro de mim.
O amor nunca morre, é pra sempre, eterno
Não se veste de terno preto, é escarlate
É a força do amor que se extingue e esvai
O fogo ontem ardente depois fogo morto.
O amor nunca morre, é pra sempre, eterno
Esse amor por ti que me habita e me diz
O amor nunca morre, é pra sempre, eterno
O que morre é o desejo de amar.
OS OLHOS DELA
RÔ Campos
Chuva rolando na janela, lágrimas caindo
Olho pra chuva chorando e me lembro
Como são lindos os olhos dela.
Lembro do mar, quase turquesa, penso nela
O sol se deitando sorrindo sobre ele
Refletindo a cor dos olhos dela.
São verdes os olhos da menina donzela
Como se fossem estrelas ao redor da face
Duas luas cheias, lado a lado.
Chuva rolando na janela, lágrimas caindo
Olho pra chuva chorando e me lembro
Como são lindos os olhos dela.
Lembro do mar, quase turquesa, penso nela
O sol se deitando sorrindo sobre ele
Refletindo a cor dos olhos dela.
São verdes os olhos da menina donzela
Como se fossem estrelas ao redor da face
Duas luas cheias, lado a lado.
sábado, 16 de março de 2013
SONHOS: ADORNOS DA ÁRVORE DA VIDA
(RÔ Campos)
Gosto sempre de falar sobre os sonhos, essa palavra mágica que é o ornamento primordial da árvore da vida. Para mim, um tema absolutamente apaixonante. Falar de sonhos é falar de realização, da vida propriamente dita, enfim. Porque não há vida sem sonhos, chuva sem nuvens, flores sem botão, céu sem estrelas, ainda que não a vejamos em certas noites, mas elas estão lá, como os nossos sonhos, sempre latentes, ainda que nos esqueçamos temporariamente deles.
Outro dia conversava com uma pessoa querida a respeito dos sonhos, a qual colocou-me essa assertiva de que, como tudo tem o seu tempo, os sonhos também não fogem à regra. Por isso, sonhe, sonhe bastante, mas não deixe que eles morem no passado.
A vida da gente vai se desenrolando naturalmente por etapas, ou ciclos, e devemos viver cada uma delas, sem suprimir nenhuma, para que não se transforme, por exemplo, num boneco sem cabeças.
Quando passamos a ter a compreensão do significado da vida, começamos a sonhar. Sonhamos e vamos em busca de sua concretização. Todo mundo busca, sem exceção. Os sonhos se concretizam (ou alguns deles, não), e novamente surgem novos sonhos. Eles são o telhado da vida, por isso estão na cabeça, e não nos pés.
Mas a história conta que muita gente deixa alguns de seus sonhos passarem frouxamente, e eles, então, tornam-se coisa do passado, deixando de buscar a sua realização. Cada sonho, por assim dizer, tem sua época própria, e depois não adianta querer recolher o leite derramado. Assim, normalmente uma pessoa que chega aos sessenta anos, não estará mais sonhando, por exemplo, em realizar o sonho de adquirir a casa própria, de exercer a sonhada profissão. Esses são sonhos que começam a se estabelecer na juventude. Aos sessenta, já estaremos sonhando (ou até mesmo concretizando esses sonhos) com os nossos netos, bisnetos etc., viajar pelo mundo, cuidar de nosso jardim, nos dedicarmos muito mais ainda ao outro, praticando o voluntarismo, porque teremos tempo e nossa visão de mundo será de maior compreensão e tolerância. Por isso, estaremos, também, sonhando muito mais com um mundo menos injusto e indiferente e mais humano.
Assim, quando os sonhos pulsam, temos que partir em busca de sua realização, sair de nós, debruçarmo-nos sobre eles, porque, como tudo passa, eles também passarão. E é muito triste quando, no final da estrada, olhamos para trás, e constatamos que, cheios de ideais, ainda assim deixamos nossos sonhos ali, sentados à beira do caminho, esperando que nós os carregássemos à frente, avante, e percebemos que não há volta, nem mesmo um retorno que nos permita tornar e buscá-los.
Lembremo-nos, sempre, que a vida é muito curta. É, como já disse, apenas um segundo. Que sonhos devem ser sonhados e concretizados. Que sonhar e realizar os sonhos é viver a vida - esse botão que arrebenta a cada amanhecer, a cada nascer do sol.
O amor é a base primordial da vida. É a raiz dessa árvore. Os sonhos são esses adornos também primordiais que enfeitam ess árvore que é a vida.
sexta-feira, 15 de março de 2013
E DAÍ, MARCOS FELICIANO? E DAÍ, BOLSANARO? E DAÍ? E DAÍ?
Estive conversando com um amigo gay durante saborosas horas, a respeito de todos os acontecimentos sobre a causa gay, que têm pipocado de norte a sul neste imenso Brasil e no exterior.
Não vou me alongar muito sobre o assunto, porque o que ele me colocou é tão pragmático que realmente dispensa qualquer alongamento.
Disse-me, ele, em resumo: “Estou pouco me lixando para os Marcos Felicianos, Bolsonaros & companhia da vida. A despeito da homofobia desses nada camaradas dos direitos humanos , da tolerância e do respeito ao semelhante (sim, queiram ou não queiram, viemos todos do mesmo buraco), a minha vida continua, a sexualidade é minha, o corpo é meu, a decisão é exclusivamente minha, estudei, me formei, exerço a minha respeitada profissão, a qual me mantém vivo, há mais de 25 anos, pago minhas contas com o produto do meu trabalho (se não pagá-las irão suspender o fornecimento de minha luz, minha água, minha internet e por aí vai). Deito na cama, durmo e faço amor com a pessoa que eu quiser, sobre o colchão que eu comprei (ou no vaso sanitário, isso é algo que compete exclusivamente a mim e ao meu parceiro decidir). Sou feliz e me realizo dentro das quatro paredes que eu suei para conseguir. Não sinto nenhuma necessidade de sair por aí com manifestações de afeto, beijos e amassos ao meu parceiro. Isso eu vivo na minha intimidade. Ao contrário desses e outros, que publicamente vivem de aparências, cheios de caras e bocas, e na intimidade de seu “lar” tacam a porrada em suas parceiras, são indiferentes, tratam-nas como se fossem depósitos de esperma, e ainda as traem na vida mundana. Alguns deles, fazem de suas esposas verdadeiras prostitutas, comprando-as com presentes caros para calar as suas bocas, presentes esses adquiridos com dinheiro “ganho” facilmente, ou, às vezes, até sem "ganhá-los", como estamos cansados de saber, porque os noticiários estão aí todos os dias a nos contar. E mantêm até amantes pagas com dinheiro de origem duvidosa.
Os gays geralmente são mais leais a seus parceiros, às pessoas que amam. São séculos e séculos de opressão, de preconceito mesquinho, que a traição numa relação gay equivale a jogar por terra toda essa história de luta por um lugar ao sol, pelo seu direito de viver, de ir e vir, de ser feliz, como melhor lhes aprouver. Essa luta renhida por estabelecer definitivamente no mundo o respeito que também lhes é devido como pessoas humanas e úteis que igualmente o são.”
O meu amigo gay é dentista, vive há anos com um companheiro, de igual forma profissionalmente estabelecido, tem dois filhos homens , ambos adotados, com curso superior completo...e héteros. Todos com os seus problemas que a vida diária nos reserva, mas levando suas próprias vidas, com dignidade e trabalho, seguindo em frente, conscientes de que “é preciso amor pra poder lutar”, pra poder seguir...E que “cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”.
domingo, 3 de março de 2013
DIVAGAÇÕES A RESPEITO DO HOMEM
(RÔ Campos)
Há alguns dias, em minhas divagações, pensei sobre o homem, suas dificuldades em lidar com o sexo oposto, as cobranças que a vida lhe faz. Não deve ser muito fácil, nos dias atuais, ser homem. Porque convencionou-se que homem não chora, homem não pode chorar, homem não deve chorar. Homem tem que engolir seco, rasgando tudo, mesmo que haja um nó na garganta. Homem não deve ter medo, homem não pode ter medo, homem não pode fugir do perigo pelo fato de haver sido tomado pelo medo. Homem tem que tremer por dentro, sentir o sangue correr em suas veias, rapidamente, alucinadamente, friamente...mas demonstrar exteriormente uma tranquilidade inexistente. Homem não deve ser inseguro, não pode ser vulnerável. Homem tem que ser forte, valente, decidido. Homem não pode, não deve pedir colo. Isso é coisa de seres inferiores. Homem tem que ser o próprio colo. Homem não pode, não deve pedir a mão em busca de amparo. Ele é o próprio guerreiro, soldado a defender o seu quartel. Homem não pode errar, cair, falhar. Afinal de contas, ele é um homem ou um saco de batatas?
Mulher, não. Mulher chora, grita, pede socorro, implora, suplica por colo, carinho, atenção. Mulher pode ter medo de barata, do escuro, de tomar choque, de temporais, do cão vadio, do avião cair, de morrer. Mulher pode sofrer de síndrome do pânico, de ansiedade, depressão, fazer análise, consultar o psicólogo, o psicanalista e até o psiquiatra. Homem não. Como se homem não fosse humano, mas um ser de outro planeta.
Por que motivo os homens, sistematicamente, não gostam de ir a consultas médicas? Medo. Simplesmente isso. Medo.
Aprecio o homem que se derrete, que chora, que busca ajuda, que pede socorro, que implora por colo, carinho, afago, que se deixa sentir como um ser vivente, cheio de virtudes e de defeitos, mas que aprende, desaprende e reaprende, que é forte e fraco, que estuda e que ensina, que repassa o que sabe e que também faz perguntas, que tem muitas dúvidas e poucas certezas, que respeita e se faz respeitar, que ama, desama e depois volta a amar. Um homem que nasce e morre todos os dias, para renascer no dia seguinte. Um homem que não tem vergonha de voltar os olhos para os céus e apreciar um arco-íris, um eclipse do sol ou da lua, as estrelas brilhando, o sol se pondo no horizonte.
Um homem velho que não sente vergonha de ter vivido tanto - a vida -, essa dádiva.
Assinar:
Postagens (Atom)