sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CELEBRAÇÃO

(RÔ Campos)

BEM APROPRIADA PARA ESSE DEZEMBRO QUE ORA INICIA


Sonhei que estava compondo
Uma canção para cantar o mundo
E celebrar a VIDA.
Trocando as sílabas achei DAVI.
E então compreendi o sentido da vida:
Combate perene contra Golias.

Assim como o rei, no entanto,
Só quem combate o bom combate
Vence o monstro.
E o que é combater o bom combate?
É temer as tempestades, mas enfrentá-las.
Porque você as vence,
Ou então elas passam.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PACIÊNCIA, PERSISTÊNCIA, O JUIZ QUE É A PRÓPRIA CONSCIÊNCIA

Paciência é um exercício diário. Aprendi isso há anos, o que tornou-se um verdadeiro mantra para mim. Paciência aliada à persistência (jamais deixar de acreditar nos seus sonhos, nos seus ideais; seguir, mesmo que seja errando, mas nunca parar de tentar), o resultado não poderia ser outro: Vitória. Isso mesmo, Vitória com V maiúsculo.

Agora, um outro detalhe: desesperar...jamais. Tá com medo do quê? Sente vergonha por quê? Ah, tem pavor do julgamento alheio?! Preocupe-se não. Ninguém é isento de nada. Todo mundo erra nesta vida. Todo mundo quer ser juiz...réu, jamais.

Nunca me importei com o julgamento alheio. Quem sempre me guiou, nesta vida, foi e sempre será a minha própria consciência. Essa, quando me julga e me condena, o faz pra valer, sem qualquer chance de defesa, me reduz. O julgamento alheio nada me diz.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CICLO


(RÔ Campos)

Não tenho pressa.
Tudo me apraz.
Nada me fere.
O amor nasce,
Cresce.
O amor fenece.

A saudade vem.
O trem segue.
A dor passa.
O laço fica.
O nó se desfaz.

O sol nasce.
O sol se põe.
A lua vem.
A lua se vai.

Tempo de nascer.
Tempo de semear.
Tempo de colher.
Tempo de amar.
Tempo de viver.
Tempo de partir.

domingo, 25 de novembro de 2012

SÓ VOCÊ


(RÔ Campos)

Eu amo amar você, meu coração.
Eu sei o que muitos vão dizer,
Sobre mim, sobre você.
Mas eu nunca me importei com os outros.
O que me importa, mesmo, é amar
Amar, amar...amar você.

Daqui por diante, é só você.
Você me segue, feliz, leve,
E eu também vou seguir você.
Meu amor...minha suave prece.

Sempre ouvi dizer,
Que ninguém jamais seria feliz,
Tendo amado apenas uma vez.
Nunca contei até três,
Tantas as vezes que já amei.

Cada amor, um recomeço,
Uma nova história.
Mas hoje, você bem sabe,
Dei-lhe a chave do meu coração,
E, não é segredo, só você mora dentro dele.
Tornou-se seu dono, seu posseiro.
Um amor tão bonito, verdadeiro.

A FINITUDE DA VIDA


(RÔ Campos)

Há alguns dias, dirigindo o meu carro, passei em frente às (três) casas da família Piola, na Av. Ayrão, e vi exibidas, na fachada de duas delas,placas de "Vende-se". Imediatamente remeti-me à minha infância. Meu tio Adinamar Habib Bentes, irmão de minha mãe por parte de pai (Genésio Bentes), o ator de teatro, radialista e palhaço Formiguinha, assim como os irmãos Piola (Antonio, Zequinha e Edson), era também jogador de futebol do Fast Clube, cuja sede ficava no Boulevard Amazonas (o prédio ainda existe até hoje. Em razão disso, meu tio vivia na casa dos Piola, e eu, junto com ele.Adorava estar no meio daquela família, comandada por seu Petrúcio e D. Estrela. Lembro-me bem dele sentado em uma velha cadeira, na calçada da casa, acho que, mesmo àquela época (que a temperatura ainda nem sonhava chegar aos quarenta graus), provavelmente para fugir do calor. Tudo era motivo de festa naquelas casas, coisas, assim, próprias de descendentes de italianos.

Há alguns anos, Zequinha,o caçula, ainda jovem, partiu, depois de muito enfrentar essa megera, a morte, que entra, apesar de não ser convidada, sem nem mesmo bater à porta. Depois, acho que foi D. Estrela que partiu, e, em seguida, seu Petrúcio. Mas, se eu estiver enganada sobre quem se foi primeiro, a verdade é que não importa a ordem de partida.

De repente, um bafo tocou meu rosto (estava com o ar-condicionado desligado e os vidros dianteiros baixados)me trazendo doces recordações dos bons tempos de minha infância junto àquela família linda e os carnavais infantis na sede do Fast Clube.

Ao ver aquelas placas de "Vende-se", naquelas casas, vieram-me à mente pensamentos não sombrios, mas descoloridos, sobre a finitude da vida. Na verdade, na verdade, tudo tem o seu tempo e prazo de validade,e, ainda que indeterminado, um dia expira.

Comparei a vida a uma roda, que, de tanto girar, desgasta-se; um dia, emperra, depois para totalmente.

A CRISE DOS TRINTA ANOS


(RÔ Campos)

Li, em A Crítica de ontem, domingo, uma matéria sobre a crise dos 30 anos. Que me perdoem a franqueza, mas acho que esse negócio de crise de idade é coisa de gente desocupada. Eu jamais passei por esse tipo de crise, porque sempre tive muita coisa pra fazer, sempre me dei muito pra vida, e essas preocupações nunca tiveram assento em minhas cadeiras. Tá preocupado porque o tempo tá passando, então quebra o teu relógio, espera o tempo passar e a morte chegar. Se não está, é porque a vida lhe consome. E todo aquele que vive com intensidade, que ama, que se doa, que se preocupa com o outro, que não se cala diante da intolerância e da frieza humana, não tem tempo para ficar encafifado com coisas tão pequenas. Essas pessoas (as de bem com a vida) vivem que nem sentem que o tempo passa. E quanto mais o tempo passa, mais ainda sentem-se ávidas por viver. É como falei certo dia a uma amiga: Tá com problemas, sentindo-se deprimida, sem vontade de viver, vá a um orfanato, visite o Abrigo Moacyr Alves, a Casa Vhida e tantas outras instituições que abrigam crianças desvalidas, especiais, acometidas de graves enfermidades ou em situação de risco social. Nunca mais você será o mesmo, sabendo-se que deverá mudar para melhor, isso se você for uma pessoa sensível às dores humanas. Trate de parar de reclamar é que é, e viva a vida, esse presente cujo doador sequer conhecemos, antes que venha o temível inimigo (esse futuro invencível e implacável) e ela se torne vencida.

sábado, 17 de novembro de 2012

AMOR PROFUNDO



(RÔ Campos)

Você na minha vida
Uma história tão linda
Quando era noite em mim
Andante, tão desprevenida.

Você, que apareceu
E me descobriu, de repente
Fazendo-me crer piamente:
Um novo amor, você e eu.

Você, que vê com os olhos da alma
Que me instiga e depois me acalma
Você, que invadiu meus campos, enquanto
Semeava na árvore da vida
A semente de um amor profundo.