sábado, 17 de março de 2012



‎"Mataram o homem. Calaram o homem. Mas o poeta - esse, nunca morre, nunca se cala. A voz de Neruda ecoará por toda a Isla Negra, por todo o Chile,por toda a América Latina esbulhada, saqueada, por todos os vales e montanhas, por todo o mundo, por onde houver um povo oprimido, injustiçado, por toda a eternidade". (RÔ Campos)

sexta-feira, 16 de março de 2012

VONTADE DE POTÊNCIA/VONTADE CULPADA/OUTROS BABADOS

Em meio a Nietzsche, Schopenhauer e Marx, nas minhas pesquisas. Nietzsche me diz: viva, viva, viva! É a tua "vontade de potência". Schopenhauer tenta me fazer sentir culpada, já que, para ele, a terra é um vale de lágrimas. Dá licença, mas isso, para mim, não cola. (Prefiro as alegrias e o enfrentamento das tristezas que a vida me oferece, que as promessas de uma existência de flores, livre de sofrimento, num além que eu nunca vi, não sei, não conheço, mal ouvi falar, por sinal por quem jamais esteve lá, em carne, osso e espírito). E Marx? Tá calado, ainda. Terá ele alguma coisa a me dizer sobre esse negócio de "sociedade igualitária", diga-se, Socialismo, que Nietzsche deplora? Ai, esse Nietzsche: antidemocrático e antitotalitário! E essa invenção de "Estado": segundo Nietzsche, surge com base na violência e na conquista, com a pretensão de formar o ser obediente: há algo mais contra a vontade de potência, mais coercitivo e impeditivo da cultura livre, tornando-a estática e estereotipada, quando deveria ser apenas um meio para realização dessa cultura?
Para refletirmos, só isso. E isso é tudo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

MANAUS SAUDOSA

(RÔ Campos)

Ai, que saudade
Da minha cidade, menina
Doce criança
Cor de jambo, morena!

Ai, que saudade!
Que bate e rola no peito
Manaus, jovem, ainda
E tão envelhecida!

Ai, que saudade
Da minha cidade, querida
Nem bem desabrochou
E ei-la, aqui, tão carcomida!

Ai, que saudade
Saudade, saudade
De nossas riquezas, do fausto
Que a canalhada saqueia!

Ai, que saudade
Da sua pureza, dos ares nobres
Saudade de Manaus antiga
Hoje tão feia, tão pobre.

quarta-feira, 14 de março de 2012

CAMINHOS

(RÔ Campos)

Há um caminho, sim
Em cada destino:
Aquele que você traça, tece.
Há outro caminho, também
Que surge de repente
Não tem explicação.
Mas, enquanto a vida acontece
Vou tecendo as minhas teias
Vou abrindo os meus caminhos
Pois, se ficar aqui, parada, inerte
Nunca chegarei em meu destino.

OS OLHOS DE FRIDA KHALO

(RÔ Campos) 
 
Uma vida de amores 
Dores, colores 
Essa mulher 
Frida Khalo. 
 
Não pintava o sol 
Nem desenhava a lua 
Expunha as vísceras, fantasmas 
Em telas vestidas de tinta escura. 

Nas paredes da casa 
(Parece-me que eram azuis) 
O contraste dos quadros cinzas Alguns vasos, e plantas e flores - lá fora. 

Lhorona! Lhorona! 
Entre afagos cantava-lhe Chavela Vargas 
Amiga, amante - diziam -, nas horas vãs. 

Frida Khalo, pelo rosto 
Não derramava as lágrimas de seu pranto 
Eram as tintas que pintavam seu desgosto em telas. 
E os pincéis...Os olhos dela.

segunda-feira, 12 de março de 2012

PURIFICAÇÃO

(RÔ Campos)

Vamos fazer uma faxina
Passar a vassoura na sujeira
Jogar fora o que não presta
Lavar o chão com água limpa.

Vamos abrir todas as gavetas
Juntar as meias aos pares
Descartar o que for ímpar
Arrumar essa bagunça.

Vamos limpar a geladeira
O fogão, a pia, o balcão
Renovar roupa de cama
Mesa e banho, as cortinas.

Vamos fazer uma limpeza
Nos pés, nas mãos, na boca
Polir da alma a aspereza
Romper com a imundície.

Vamos arrancar as ervas daninha
Cortar o mato, aparar a grama
Cuidar do jardim, atrair as borboletas
Tornar a alma pura e ser feliz, enfim...

SOBRETODASASCOISAS

1. Sábado passado Victor França, no seu Corsário Music Bar, fez um passeio maravilhoso, juntamente com a Banda Corsário, pela música de Gonzagão, Dominguinhos, Fagner, Alceu Valença, Geraldinho Azevedo, dentre outros, pintando um clima de nordeste lá pelos lados da Av. do Turismo, como nos bons tempos de barzinho aqui na aldeia baré, com toda a influência que sabidamente temos da música nordestina. Amei!!!

2. No domingo, fiquei de molho em casa, lendo, pesquisando e escrevendo boa parte do tempo. Já estou no terceiro capítulo do livro que resolvi escrever. Eu fico viajando na imaginação, idealizando o livro prontinho. Acho que dessa vez vou até o fim.

3. Ainda no domingo resolvi assistir ao Fantástico, depois de um longo e tenebroso inverso. Adorei a matéria sobre superação, com entrevistas pra lá de interessantes com Reinaldo Gianechini, Drica Moraes e o fotógrafo Pepê (acho que é esse o nome dele, se o alemão não me deixa enganar). Como bem afirmou a Drica, chega uma hora em que a vida trava uma verdadeira batalha com a morte. É vencer ou vencer. Exemplos maravilhosos e edificantes, com dicas de como se defender quando o desânimo nos abate. Temos que ser guerreiros mesmo, desertar jamais. Nunca fugir da luta pela vida, porque quem desiste é vencido pela própria entrega.

A vida é mesmo uma caixinha de bombom, eu já falei isso certa feita. Vem de tudo nessa caixinha. E cada bombom tem a sua função. Geralmente escolhemos primeiro os que preferimos, damos aos outros os que não gostamos ou os deixamos ali, abandonados, na caixinha. Até que um dia nós o experimentamos, e descobrimos que é uma delícia. Ou não. Mas não devíamos ou não tínhamos como fugir dessa experimentação. Somos forçados a experenciar tudo o que a vida se nos apresenta. Esquivar-se não faz nenhum sentido e nada nos ensina. A vida é dualidade. Só sabemos a noite se conhecermos o dia. E assim sucessivamente. Vamos à luta que a vida é curta, tudo no seu momento, que a pressa encurta.

4.