(RÔ Campos)
Eu sou assim, e assim sempre vivi.
Quando amo, eu não sou mais minha
Sou toda dele. De ninguém mais sou
Meu mundo sou eu e ele, apenas
As nuvens não encobrem o sol
O sol são foguetes chispando no céu
Ele é o meu céu e todas as estrelas
A lua são lábios abertos a sorrir
E meu peito é um coração em chamas.
Quando eu amo, eu esqueço de mim
Só penso nele. O tempo inteiro
Até o tempo que não há
Já não sei quando o sono chega
Nem quando é hora de acordar.
Quando eu amo e meu amor me manda flores
Perco a noção do tempo
Fico a flutuar no espaço
Como o aroma que evola pelo ar
Nas flores vejo os olhos dele
Suas mãos me desfolhando
E um desejo ardente de amar.
Quando eu amo
Só sei viver um amor assim
Um amor que seja só pra mim
E meu amor será só dele
Para sempre dele.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
UM OLHAR SOBRE A JUVENTUDE ATÉ A VELHICE
(RÔ Campos)
A juventude provoca enormes explosões dentro da gente. É um mundo em construção, cheio de materiais, muitas as dúvidas. Não se sabe o que utilizar, nem a ordem de nada. A maturidade te concede essa percepção. Ao invés de institivo, agora és o teu comando. A velhice te rouba alguns bens, e também te dá outros de presente. Ás vezes, dependerá muito do que obraste à época da primavera de tua vida. Mais tarde, quando chegar a fatura, não podes te eximir de pagá-la: o credor é implacável, qual um câncer devorador. A velhice é uma data no tempo. Perde-se o vigor e ganha-se fragilidade. Ganha-se também experiência para fazer sabe-se lá o quê com ela. Nem adianta querer repassar aos seus filhos e netos e bisnetos. Cada um quer sentir na própria pele, cortar a própria carne, escrever sua própria história. Tua experiência não gerará filhos para os teus filhos. A experiência é algo absolutamente pessoal. É como no direito penal, em caso de cometimento de crime: nenhuma pena passa da pessoa do condenado.
A juventude provoca enormes explosões dentro da gente. É um mundo em construção, cheio de materiais, muitas as dúvidas. Não se sabe o que utilizar, nem a ordem de nada. A maturidade te concede essa percepção. Ao invés de institivo, agora és o teu comando. A velhice te rouba alguns bens, e também te dá outros de presente. Ás vezes, dependerá muito do que obraste à época da primavera de tua vida. Mais tarde, quando chegar a fatura, não podes te eximir de pagá-la: o credor é implacável, qual um câncer devorador. A velhice é uma data no tempo. Perde-se o vigor e ganha-se fragilidade. Ganha-se também experiência para fazer sabe-se lá o quê com ela. Nem adianta querer repassar aos seus filhos e netos e bisnetos. Cada um quer sentir na própria pele, cortar a própria carne, escrever sua própria história. Tua experiência não gerará filhos para os teus filhos. A experiência é algo absolutamente pessoal. É como no direito penal, em caso de cometimento de crime: nenhuma pena passa da pessoa do condenado.
COMEÇO DO FIM
(RÔ Campos)
Acabou o encanto
A manhã acordou muito fria
Minhas mãos ensanguentadas
Quebraram o cristal com a força bruta.
Acabou o encanto
E o que farei, agora?
Joguei fora minhas mentiras
Despertaram os sonhos que sonhei.
Acabou o encanto
Foi-se a magia dos primeiros dias
Rasguei minha fantasia
Terminou meu carnaval.Ver mais
Acabou o encanto
A manhã acordou muito fria
Minhas mãos ensanguentadas
Quebraram o cristal com a força bruta.
Acabou o encanto
E o que farei, agora?
Joguei fora minhas mentiras
Despertaram os sonhos que sonhei.
Acabou o encanto
Foi-se a magia dos primeiros dias
Rasguei minha fantasia
Terminou meu carnaval.Ver mais
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
CONVERSANDO COM UMA ESTRELA
CONVERSANDO COM UMA ESTRELA
(RÔ Campos)
Estrela, diz pra mim
Estrela!
Antes que nasça a manhã:
Onde ele se escondeu?
Estrela, diz pra mim,
Daí de cima, onde brilhas:
Como pode ele brilhar
Sem eu?
Estrela, diz pra ele
Estrela!
Que eu não brilho mais
Pois perdi o brilho meu.
Estrela! Estrela!
Para de brilhar assim!
Para de zombar de mim!
Se eu perdi ele e ele se perdeu de mim...
(*) escrito em 17.02.2012 e revisto e editado nesta data.
O BAILE DAS MAIS BEM-VESTIDAS DE 2011. AFF!!!
(RÔ Campos)
É, eu já havia desligado tudo e estava em minha caminha, pronta pra dormir, mas um negócio estava martelando a minha mente. Antes de agasalhar-me, estava colocando em dia a leitura do jornal A Crítica, do qual sou assinante há anos. É o único que leio. Gostaria de poder ler os 3 de nossa cidade, mas não há tempo para isso. De repente, deparei-me, acho que no caderno Bem Viver, com uma página inteirinha dedicada às fotos e comentários do colunista sobre o tal Baile das mais bem-vestidas de 2011, realizado por ele no Diamond, aqui em Manaus, baile esse mais pra porto de lenha do que As mil e uma noites. Francamente, quanta falta de criatividade! Pessoas que vivem no passado, como se estivessem no período áureo da borracha, onde tudo era fausto, ostentando luxo e riqueza, em meio a frivolidades e vaidades tantas, quando, na verdade, mais afigura-se um atraso cultural, intelectual e espiritual. Estamos em pleno século XXI. O mundo é outro. Mas como há pessoas que permanecem nessa penumbra do passado, sem se conectarem, o mínimo do mínimo, com um mundo moderno, que não mais comporta atitudes tão fúteis, um mundinho tão reduzido, em meio a grandes demandas mundiais ligadas, por exemplo, à preocupação com o planeta, à escassez dos recursos naturais, à qualidade de vida, à fome, à miséria, à espiritualidade. Não, longe de mim insinuar que as pessoas não se devem divertir. Ao contrário. Eu adoro. Mas " O Baile das mais Bem-Vestidas de 2011", vamos lá e venhamos cá, é muito simplório. Poderia ser algo simples. E requintado. O requinte está nas coisas simples. Mas como as Mais Bem-Vestidas de 2011 iriam estar lá, com seus longos (alguns esquisitos a não mais poder) com direito a pequenas caldinhas e um monte de adereços estranhos nas cabeças, se o idealizador do baile não fosse assim, digamos, tão específico, direto na escolha de suas homenageadas? Darling, Vaidade! Tudo é Vaidade!
É, eu já havia desligado tudo e estava em minha caminha, pronta pra dormir, mas um negócio estava martelando a minha mente. Antes de agasalhar-me, estava colocando em dia a leitura do jornal A Crítica, do qual sou assinante há anos. É o único que leio. Gostaria de poder ler os 3 de nossa cidade, mas não há tempo para isso. De repente, deparei-me, acho que no caderno Bem Viver, com uma página inteirinha dedicada às fotos e comentários do colunista sobre o tal Baile das mais bem-vestidas de 2011, realizado por ele no Diamond, aqui em Manaus, baile esse mais pra porto de lenha do que As mil e uma noites. Francamente, quanta falta de criatividade! Pessoas que vivem no passado, como se estivessem no período áureo da borracha, onde tudo era fausto, ostentando luxo e riqueza, em meio a frivolidades e vaidades tantas, quando, na verdade, mais afigura-se um atraso cultural, intelectual e espiritual. Estamos em pleno século XXI. O mundo é outro. Mas como há pessoas que permanecem nessa penumbra do passado, sem se conectarem, o mínimo do mínimo, com um mundo moderno, que não mais comporta atitudes tão fúteis, um mundinho tão reduzido, em meio a grandes demandas mundiais ligadas, por exemplo, à preocupação com o planeta, à escassez dos recursos naturais, à qualidade de vida, à fome, à miséria, à espiritualidade. Não, longe de mim insinuar que as pessoas não se devem divertir. Ao contrário. Eu adoro. Mas " O Baile das mais Bem-Vestidas de 2011", vamos lá e venhamos cá, é muito simplório. Poderia ser algo simples. E requintado. O requinte está nas coisas simples. Mas como as Mais Bem-Vestidas de 2011 iriam estar lá, com seus longos (alguns esquisitos a não mais poder) com direito a pequenas caldinhas e um monte de adereços estranhos nas cabeças, se o idealizador do baile não fosse assim, digamos, tão específico, direto na escolha de suas homenageadas? Darling, Vaidade! Tudo é Vaidade!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A nova política do Brasil perante a migração haitiana
Lamentável! Quanto à parte final desse artigo, urge que o governo brasileiro realmente traça um plano de ação para integração dos haitianos à sociedade brasileira. A situação é absolutamente delicada. Os imigrantes haitianos no Brasil vêm de uma realidade incomensuravelmente diversa da brasileira. Não somos um oásis. Longe disso. Mas não podemos olvidar que os nossos queridos novos brasileiros vêm de um país onde viviam em situação de extrema pobreza, com histórico de anos de exploração e aviltamento, bem assim de espoliação de seus direitos fundamentais, com a comunidade internacional de costas viradas para aquela nação, hoje reduzida a pó e escombros. Para que esses novos brasileiros sejam assimilados, mister se faz que o governo brasileiro trace estratégias fundamentais. Somos um país em crescimento. A 6a economia do mundo, após desbancarmos a Inglaterra, o berço da Revolução Industrial. Isso não é pouca coisa. Passados os primeiros momentos de recepção e abrigo dos haitianos em condições dignas de moradia e o cuidado com a alimentação, o passo seguinte é o de providências da documentação pertinente, como CPF e Carteira de Trabalho. Outra medida primordial e urgente refere-se à saúde desses novos brasileiros, que devem passar, imediatamente, por avaliações médicas sobre seu estado geral, a fim de resguardar a sua saúde e mantê-los aptos ao trabalho. Tudo isso já vem sendo feito pela Igreja Católica, mais recentemente apoiada pelos Evangélicos e Espíritas Kardecistas da Fundação Allan Kardec, em Manaus. Mas pode e deve avançar, com o Estado do Amazonas, a princípio arredio, começando a fazer a parte que lhe compete. Agora, o governo federal precisa criar programas de treinamento dessa mão de obra a ser alocada no mercado de trabalho, inclusive, num primeiro momento, com relação ao ensino da língua portuguesa, uma barreira que impõe-se seja quebrada. Para isso, deve repassar verbas ao Estado do Amazonas, para que implemente esses programas federais. Sem treinamento adequado, esse processo de assimilação estará fadado ao fracasso e as consequências serão consideráveis. Disse-me ontem um amigo, filósofo, administrador, economista e empresário: Cada lugar tem a sua cultura. Um pedreiro no Haiti não será, por exemplo, o mesmo pedreiro no Amazonas. Para o imigrante haitiano integrar-se à nossa cultura, isso demandará tempo, treinamento, oferecimento de condições para tal e vivência. Provavelmente entre 3 a 5 anos. Nesse período, os governos, nas três esferas, precisam estar voltados para essa causa. E o Legislativo também não pode se omitir, ficar em cima do muro, como vem fazendo até agora, à exceção de uma atitude do Senador pelo Amazonas Eduardo Braga, que solicitou uma reunião terça-feira passada, cujo resultado ainda não tivemos conhecimento. A ONU, através da ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados também deve estar fazendo a sua parte. Um fracasso do Brasil ( oferecido ao mundo - e em especial ao Haiti - de braços abertos pelo ex-presidente Lula) nessa questão humanitária será desastroso para o país. Eis uma missão cujo resultado escancarará ao mundo o verdadeiro Brasil. (RÔ Campos
A nova política do Brasil perante a migração haitiana
A nova política do Brasil perante a migração haitiana
PÉTALA POR PÉTALA
(RÔ Campos)
Me trouxeste na manhã
Eu a depositei em minhas mãos
Desfolhei pétala por pétala
A vida, essa doce canção.
Vi nos olhos da menina
No semblante do ancião.
Aurora, era o nome dela
Crepúsculo, o do ancião.
No caminho, o sol
Iluminando o meu destino.
As águas do rio me levando
Lavando os cabelos da noite
Que a lua de claro tingia.
De tudo provei:
O néctar, o fel.
Sofri, chorei
Sorri, amei.
A dor gemeu
A alegria se embeveceu.
O perfume da flor, que se abriu
Saiu, desapareceu no tempo.
A rosa, morreu
Uma nova rosa, nasceu.
Me trouxeste na manhã
Eu a depositei em minhas mãos
Desfolhei pétala por pétala
A vida, essa doce canção.
Vi nos olhos da menina
No semblante do ancião.
Aurora, era o nome dela
Crepúsculo, o do ancião.
No caminho, o sol
Iluminando o meu destino.
As águas do rio me levando
Lavando os cabelos da noite
Que a lua de claro tingia.
De tudo provei:
O néctar, o fel.
Sofri, chorei
Sorri, amei.
A dor gemeu
A alegria se embeveceu.
O perfume da flor, que se abriu
Saiu, desapareceu no tempo.
A rosa, morreu
Uma nova rosa, nasceu.
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