(RÔ Campos)
No lugar de me mentir
É melhor ficar calado
Para não fazer de mim
Um alguém tão machucado.
Ontem à noite eu me escondi
Atrás da porta destravada
Foi então que dei por mim
Com a porta aberta, desalmada.
Grande foi o susto meu
Quando percebi bem tarde
Ser tua, eu sei, não deu
Canta, canta, a liberdade.
O silêncio agora se despiu
Criou coragem, soltou a voz
A verdade então se descobriu
Dentro da noite, sem os lençóis.
Se amanhã o sol sair
Eu sei o que vai me dizer
É hora de se levantar, seguir
Que a vida é feita pra viver.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
A NOVELA DOS HAITIANOS
E, enquanto isso, o que posso dizer...A minha fuga não é a mesma fuga deles. Depois, eu volto pra casa, tenho o meu quarto, a minha cama, meus filhos, meu refúgio...E qual é o refúgio deles? As lembranças tenebrosas, a saudade, uma dor que corta, um abraço sem braços, um outro lado na cama que não existe, um cheiro no cabelo tão distante, um sol que teima em não entrar na casa, o café da manhã que não está na mesa, o almoço que não chega, o beijo que ficou, a noite que é tão longa, o dia que demora a chegar. O que será? O que será?
E, não duvidem. Amanhã dirão os jornais. A honra do haitiano será sacrificada. Ele não está mais no meio de nós para se defender. A melhor desculpa será a culpa dele. Seja lá qual tenha sido o motivo de seu frio assassinato.Pelas costas. Torpe. Não será interessante o esclarecimento dessa crueldade. Não interessa ao estado brasileiro. Pago pra ver. A voz deles não será voz alguma. O silêncio é tudo o que resta. E essa dor que não passa. Mesmo que a sua alma já estivesse comprometida. Não há interesse algum em recuperar almas, nem daqui, nem dalhures. Queimem-se no fogo do inferno. Mas não queimem as nossas palhas. Sujem o quintal alheio. Deixem o nosso quintal em paz. Muito obrigado. Sigam em frente. Aqui não há vagas. Há apartamentos em Brasília. Ocupem-nos. Aqui, estamos ocupados demais. Copa da Amazônia.2014. Vocês são demais para nosotros.
E, não duvidem. Amanhã dirão os jornais. A honra do haitiano será sacrificada. Ele não está mais no meio de nós para se defender. A melhor desculpa será a culpa dele. Seja lá qual tenha sido o motivo de seu frio assassinato.Pelas costas. Torpe. Não será interessante o esclarecimento dessa crueldade. Não interessa ao estado brasileiro. Pago pra ver. A voz deles não será voz alguma. O silêncio é tudo o que resta. E essa dor que não passa. Mesmo que a sua alma já estivesse comprometida. Não há interesse algum em recuperar almas, nem daqui, nem dalhures. Queimem-se no fogo do inferno. Mas não queimem as nossas palhas. Sujem o quintal alheio. Deixem o nosso quintal em paz. Muito obrigado. Sigam em frente. Aqui não há vagas. Há apartamentos em Brasília. Ocupem-nos. Aqui, estamos ocupados demais. Copa da Amazônia.2014. Vocês são demais para nosotros.
sábado, 28 de janeiro de 2012
BOM DIA E ADEUS À NEGRITUDE
Abaixo, transcrevo Nota de rodapé do ensaio BOM DIA E ADEUS À NEGRITUDE, do escritor e poeta haitiano René Depreste, que vale a pena conferir, pois nos dá uma ideia sobre o racismo.
"O crítico afro-americano Henry Louis Gates aponta o racismo latente no pensamento ocidental, já no mínimo desde Platão. Efetivamente, o
diálogo platônico Fedro, com a famosa analogia entre a alma e o cocheiro a guiar dois cavalos, é emblemático. O cavalo branco é belo, "de
melhor aspecto"; "ama a honestidade e é dotado de sobriedade e pudor, amigo como é da opinião certa. Não deve ser batido e sim dirigido
apenas pelo comando e pela palavra." (continuamos a citar diretamente o Fedro): "O outro [cavalo] - o mau - é torto e disforme; segue o
caminho sem deliberação; com o pescoço baixo tem um focinho achatado e a sua cor é preta; seus olhos de coruja são estriados de sangue;
é amigo da soberba e da lascívia; tem as orelhas cobertas de pelos. Obedece apenas - e com esforço - ao chicote e ao açoite." (Ed. de Ouro,
trad. Jorge Paleikat).
Isto não significa, no entanto, que existissem desde a Antigüidade as concepções de raça e de racismo conforme as conhecemos, no mundo
ocidental moderno. No início e durante boa parte da Idade Moderna, inexistia no Ocidente a concepção de "raças distintas"- o que surgiria
apenas com os avanços da ciência iluminista. Ainda no século XVII, explicavam-se as diferenças físicas entre os homens com teorias
ingênuas como a diversidade do solo, ou "alguma virtude secreta do ar"( Dictionnaire Théologique, Historique). A palavra "raça", em sua
acepção de grupo étnico diferenciado, segundo Léon-François Hoffman, em Le Nègre Romantique: personage littéraire et obsession
collective) não se atesta em francês antes de 1685; e a palavra negro, de origem ibérica (atestada em francês em 1516), é rara nessa
língua até o século XVIII. Anteriormente (isto vale para o português, o espanhol, o francês e o inglês), preferia-se utilizar denominações
simplesmente geográficas ou difusas como "mouro", "africano", "etíope", para designar pessoas de pele escura, habitando o que seria
depois universalmente conhecido como o "continente negro".
No século XVIII, passou-se de um racismo dogmático a um racismo científico. Já não bastava aos intelectuais racionalistas que as diferenças
de cor entre os homens fossem explicadas pela teologia, era preciso explicá-las pela ciência moderna. No discurso escravista europeu, a
ideologia etnocêntrica encobria os motivos econômicos subjacentes. A referência positiva sendo sempre o homem branco, quaisquer
diversidades em relação a este eram invariavelmente apontadas como o desvio da normal, o anormal. Assim se justificava intelectual, moral
e esteticamente a empresa mercantilista ultramarina. E sua força motriz, a escravidão.
No século XIX, as idéias de Joseph-Arthur Gobineau (França, 1816 - Itália, 1882) com sua teoria de determinismo racial, tiveram uma
enorme influência sobre o desenvolvimento subseqüente de teorias e práticas racistas na Europa ocidental, culminando com o nazismo. Tais
idéias foram fruto do interesse europeu vigente, notadamente desde a segunda metade do oitocentismo, num determinismo biológico e
sociológico. Nesse sentido, houve uma notável convergência entre as teorias científicas da época e os interesses imperialistas em relação ao
que depois viria a ser cognominado "Terceiro Mundo". Fonte principal: Heloisa Toller Gomes, As Marcas da Escravidão. R.J.,
Ed.UFRJ/EDUERJ, 1984.
28
"O crítico afro-americano Henry Louis Gates aponta o racismo latente no pensamento ocidental, já no mínimo desde Platão. Efetivamente, o
diálogo platônico Fedro, com a famosa analogia entre a alma e o cocheiro a guiar dois cavalos, é emblemático. O cavalo branco é belo, "de
melhor aspecto"; "ama a honestidade e é dotado de sobriedade e pudor, amigo como é da opinião certa. Não deve ser batido e sim dirigido
apenas pelo comando e pela palavra." (continuamos a citar diretamente o Fedro): "O outro [cavalo] - o mau - é torto e disforme; segue o
caminho sem deliberação; com o pescoço baixo tem um focinho achatado e a sua cor é preta; seus olhos de coruja são estriados de sangue;
é amigo da soberba e da lascívia; tem as orelhas cobertas de pelos. Obedece apenas - e com esforço - ao chicote e ao açoite." (Ed. de Ouro,
trad. Jorge Paleikat).
Isto não significa, no entanto, que existissem desde a Antigüidade as concepções de raça e de racismo conforme as conhecemos, no mundo
ocidental moderno. No início e durante boa parte da Idade Moderna, inexistia no Ocidente a concepção de "raças distintas"- o que surgiria
apenas com os avanços da ciência iluminista. Ainda no século XVII, explicavam-se as diferenças físicas entre os homens com teorias
ingênuas como a diversidade do solo, ou "alguma virtude secreta do ar"( Dictionnaire Théologique, Historique). A palavra "raça", em sua
acepção de grupo étnico diferenciado, segundo Léon-François Hoffman, em Le Nègre Romantique: personage littéraire et obsession
collective) não se atesta em francês antes de 1685; e a palavra negro, de origem ibérica (atestada em francês em 1516), é rara nessa
língua até o século XVIII. Anteriormente (isto vale para o português, o espanhol, o francês e o inglês), preferia-se utilizar denominações
simplesmente geográficas ou difusas como "mouro", "africano", "etíope", para designar pessoas de pele escura, habitando o que seria
depois universalmente conhecido como o "continente negro".
No século XVIII, passou-se de um racismo dogmático a um racismo científico. Já não bastava aos intelectuais racionalistas que as diferenças
de cor entre os homens fossem explicadas pela teologia, era preciso explicá-las pela ciência moderna. No discurso escravista europeu, a
ideologia etnocêntrica encobria os motivos econômicos subjacentes. A referência positiva sendo sempre o homem branco, quaisquer
diversidades em relação a este eram invariavelmente apontadas como o desvio da normal, o anormal. Assim se justificava intelectual, moral
e esteticamente a empresa mercantilista ultramarina. E sua força motriz, a escravidão.
No século XIX, as idéias de Joseph-Arthur Gobineau (França, 1816 - Itália, 1882) com sua teoria de determinismo racial, tiveram uma
enorme influência sobre o desenvolvimento subseqüente de teorias e práticas racistas na Europa ocidental, culminando com o nazismo. Tais
idéias foram fruto do interesse europeu vigente, notadamente desde a segunda metade do oitocentismo, num determinismo biológico e
sociológico. Nesse sentido, houve uma notável convergência entre as teorias científicas da época e os interesses imperialistas em relação ao
que depois viria a ser cognominado "Terceiro Mundo". Fonte principal: Heloisa Toller Gomes, As Marcas da Escravidão. R.J.,
Ed.UFRJ/EDUERJ, 1984.
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UMA NOITE SUPIMPA NO ET BAR, UM LUGAR DE TODAS AS CORES
Sem palavras para a noite de ontem no ET BAR. Alto astral prá lá de Marrakesh. Tanto que nem a chuvinha que teimava em cair atrapalhou o agito. Passaram por lá (o deputado federal) Francisco Praciano e sua esposa, minha querida amiga Loló. Um casal plural e que tem cadeira cativa na casa. Ainda: Papaco Amor e Samba, Auzier do Samba, Joab, Laura Abreu e Vítor Bacuri Torres. Laura e Vítor deram suas... canjas. Muito bacana assistir Vítor, lindo como ele só, arrebentando (mandando Chico Buarque), seguindo os passos do pai famoso (Zeca Torres, o Torrinho) e do avô paterno.
Íria, a Loura, dona do ET BAR, minha grande amiga, está de parabéns. Ao contrário de outras "gentes" desta plaga, Íria, branquérrima e de olhos verdes, descendente de portugueses (que não se recusou em alugar um de seus quitinetes a um grupo de 3 haitianos), está dando o maior apoio a eles.
Outra coisa boa de se ver, é que o público que frequenta o ET BAR, um espaço democrático, está lidando com respeito com esses haitianos, e com outros que, mesmo não morando lá, estão dando uma voltinha no espaço para se divertir, porque ninguém é de ferro e todo mundo é filho de Deus. As moças dançam com eles, que já estão afinadíssimos com o samba. E os homens não se esquivam. Show de bola, mesmo.
E, pode crer, eu vaticinei isso logo no início da vinda dos haitianos para cá: Manaus, mais adiante, será duas: a de antes e a de depois dos haitianos. Daqui a alguns anos, ou o cara se acostuma com esses contrastes de cores, rostos e roupas (em alusão ao "artigo" de Mazé Mourão - com viés preconceituoso - em seu blog), ou ele vai ter que cantar noutra freguesia.
Íria, a Loura, dona do ET BAR, minha grande amiga, está de parabéns. Ao contrário de outras "gentes" desta plaga, Íria, branquérrima e de olhos verdes, descendente de portugueses (que não se recusou em alugar um de seus quitinetes a um grupo de 3 haitianos), está dando o maior apoio a eles.
Outra coisa boa de se ver, é que o público que frequenta o ET BAR, um espaço democrático, está lidando com respeito com esses haitianos, e com outros que, mesmo não morando lá, estão dando uma voltinha no espaço para se divertir, porque ninguém é de ferro e todo mundo é filho de Deus. As moças dançam com eles, que já estão afinadíssimos com o samba. E os homens não se esquivam. Show de bola, mesmo.
E, pode crer, eu vaticinei isso logo no início da vinda dos haitianos para cá: Manaus, mais adiante, será duas: a de antes e a de depois dos haitianos. Daqui a alguns anos, ou o cara se acostuma com esses contrastes de cores, rostos e roupas (em alusão ao "artigo" de Mazé Mourão - com viés preconceituoso - em seu blog), ou ele vai ter que cantar noutra freguesia.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
ALMAS
(RÔ Campos)
Minha alma encontrou a tua alma, outro dia,
quanto vagava pelas ruas na noite vadia,
quem sabe à procura do quê nem mesmo sabia.
Tua alma aventureira, peregrina, desbravadora,
também encontrou a minha.
Éramos duas almas andantes, sedentas,
com olhos de lince na madrugada fria, em busca de companhia,
talvez de alguma parte, da parte que ainda cabia.
Agora, somos apenas uma alma, indissolúvel,
tanto que tragaste o néctar da alma minha,
tanto que sorvi o líquen da alma tua.
Somos uma alma única, despida, nua.
Nunca mais seremos sozinhos.
Minha alma encontrou a tua alma, outro dia,
quanto vagava pelas ruas na noite vadia,
quem sabe à procura do quê nem mesmo sabia.
Tua alma aventureira, peregrina, desbravadora,
também encontrou a minha.
Éramos duas almas andantes, sedentas,
com olhos de lince na madrugada fria, em busca de companhia,
talvez de alguma parte, da parte que ainda cabia.
Agora, somos apenas uma alma, indissolúvel,
tanto que tragaste o néctar da alma minha,
tanto que sorvi o líquen da alma tua.
Somos uma alma única, despida, nua.
Nunca mais seremos sozinhos.
PERGUNTAS AO TEMPO
(RÔ Campos)
O quê serei eu, pra ele, agora, além das memórias deixadas nas calçadas?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do gemido do vento que ao meu ouvido sussurra?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do sorriso desbotado no quadro que jamais pintamos?
O quê serei eu, pra ele, agora, além de Lenine, Bob Marley, Janis, Jah?
O quê serei eu, pra ele, agora, além de um horizonte que já vai longe, que não mais se alcança?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do nada do muito que já fui um dia?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do que vivemos, além do que não fomos?
O quê serei eu, pra ele, agora, além desse asilo que abriga as lembranças do passado?
O quê serei eu, pra ele, agora, além desse esquecimento esquálido?
O quê serei eu, pra ele, agora, além da libertária cujo amor deixou partir, crendo que brevemente iria voltar?
O quê serei eu, pra ele, agora, além daquele último aceno no portão da casa, naquele dezembro febril e permeado pelos sonhos?
O quê serei eu, pra ele, agora? Um vácuo entre o mar em que se deita e o céu que o guarda e protege?
Uma estrela já não mais candente nem visível, coberta pelo manto da nuvem escura?
Um sol que não mais arde, que não mais aquece, que não mais dá vida?
Ou uma lua escondida atrás dos morros, lá onde os ventos uivam?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do silêncio que zomba, que corrói?
O quê serei eu, pra ele, agora? – pergunto ao vento. Nenhuma resposta o vento me traz.
E o vento que sempre cala, a despeito dos vendavais. É só o tempo que fala.
E, agora, enquanto a boca do tempo se fecha, à espreita do instante fatal, falo eu.
Derramo todos os meus “ais” nesse poema que componho, com todas as minhas forças. Aqui, ponho tudo o que vivi, o que sonhei, o que fiz e o que não fiz, também.
Aqui, conto sobre um amor que se foi enquanto era dia. Mas a noite não tardou.
Aqui, vaticino o que o tempo ainda não falou, escancaradamente, impiedosamente, despudoradamente:
O quê serei eu, pra ele, agora, se algum dia fui alguém?
O quê serei eu, pra ele, agora, além das memórias deixadas nas calçadas?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do gemido do vento que ao meu ouvido sussurra?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do sorriso desbotado no quadro que jamais pintamos?
O quê serei eu, pra ele, agora, além de Lenine, Bob Marley, Janis, Jah?
O quê serei eu, pra ele, agora, além de um horizonte que já vai longe, que não mais se alcança?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do nada do muito que já fui um dia?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do que vivemos, além do que não fomos?
O quê serei eu, pra ele, agora, além desse asilo que abriga as lembranças do passado?
O quê serei eu, pra ele, agora, além desse esquecimento esquálido?
O quê serei eu, pra ele, agora, além da libertária cujo amor deixou partir, crendo que brevemente iria voltar?
O quê serei eu, pra ele, agora, além daquele último aceno no portão da casa, naquele dezembro febril e permeado pelos sonhos?
O quê serei eu, pra ele, agora? Um vácuo entre o mar em que se deita e o céu que o guarda e protege?
Uma estrela já não mais candente nem visível, coberta pelo manto da nuvem escura?
Um sol que não mais arde, que não mais aquece, que não mais dá vida?
Ou uma lua escondida atrás dos morros, lá onde os ventos uivam?
O quê serei eu, pra ele, agora, além do silêncio que zomba, que corrói?
O quê serei eu, pra ele, agora? – pergunto ao vento. Nenhuma resposta o vento me traz.
E o vento que sempre cala, a despeito dos vendavais. É só o tempo que fala.
E, agora, enquanto a boca do tempo se fecha, à espreita do instante fatal, falo eu.
Derramo todos os meus “ais” nesse poema que componho, com todas as minhas forças. Aqui, ponho tudo o que vivi, o que sonhei, o que fiz e o que não fiz, também.
Aqui, conto sobre um amor que se foi enquanto era dia. Mas a noite não tardou.
Aqui, vaticino o que o tempo ainda não falou, escancaradamente, impiedosamente, despudoradamente:
O quê serei eu, pra ele, agora, se algum dia fui alguém?
sábado, 21 de janeiro de 2012
A BUSCA DO CRISTÃO ORIGINAL
(RÔ Campos)
Enquanto o homem andar na contramão
Enquanto o homem olhar só para a frente
Enquanto o homem alimentar apenas a matéria
Enquanto o homem viver um mundo exterior
Enquanto o homem for um deletério
Enquanto o homem fingir que nada vê
Enquanto o homem maltratar o homem e os animais
Enquanto o homem não respeitar Gaia, sua mãe
Enquanto o homem gozar unicamente dos prazeres carnais
Enquanto o homem não volver os olhos para o espiritual
Enquanto o homem não tornar para dentro de si mesmo
Enquanto o homem não buscar o homem original
Este mundo será apenas este mundo selvagem. Nada mais!
Um mundo que não é dos homens
Um mundo que não é dos animais
Um mundo que não é das flores
Um mundo que é feito de guerras
Um mundo que nunca encontrará a paz.
Enquanto o homem andar na contramão
Enquanto o homem olhar só para a frente
Enquanto o homem alimentar apenas a matéria
Enquanto o homem viver um mundo exterior
Enquanto o homem for um deletério
Enquanto o homem fingir que nada vê
Enquanto o homem maltratar o homem e os animais
Enquanto o homem não respeitar Gaia, sua mãe
Enquanto o homem gozar unicamente dos prazeres carnais
Enquanto o homem não volver os olhos para o espiritual
Enquanto o homem não tornar para dentro de si mesmo
Enquanto o homem não buscar o homem original
Este mundo será apenas este mundo selvagem. Nada mais!
Um mundo que não é dos homens
Um mundo que não é dos animais
Um mundo que não é das flores
Um mundo que é feito de guerras
Um mundo que nunca encontrará a paz.
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