CORA, COVARDIA!
(RÔ Campos)
Coragem é lutar sem armas. Covardia é se armar até os dentes.
Coragem é ter medo do escuro. Covardia é usar máscara à luz do dia.
Coragem é se jogar no desconhecido, buscando ser feliz. Covardia é se trancar, pelo medo de amar.
Coragem é abrir a porta, sem saber a quem. Covardia é se fechar, com receio de ninguém.
Coragem é dizer não, ser leal. Covardia é dizer sim, e mentir.
Coragem é sorrir, quando o coração sangra. Covardia é chorar, quando se tem a alma fria.
Coragem é ficar, se o amor partir. Covardia é sair, se o amor entrar.
Coragem é ser covarde, e proteger a vida. Covardia é ter coragem, de embalar a morte.
Coragem é fugir da guerra, do ódio, desertar . Covardia é abrir trincheiras.
Coragem é parir, sem temer o porvir. Covardia é matar, quem não se pode defender.
Coragem é a covardia de deixar ir. Covardia é a coragem de não pedir pra ficar.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
A CHAVE
(RÔ Campos)
Sábio é aquele que nunca tem certeza de nada, pois a própria natureza é inacabada. A propósito, bom lembrar Lavoisier, um cientista francês do século XVIII, considerado o pai da química moderna, autor da Teoria da Conservação das Massas: "na natureza, nada se cria, nada se perde; tudo se transforma."
A natureza e nós (como partes integrantes deste conjunto) estamos sempre em mutação, buscando a conformação. Por isso, tudo muda, o tempo todo.
A natureza não é estática, mas, sim, dinâmica. São forças sempre nos impulsionando para adiante, desde o momento em que somos concebidos, ou, quiçá, até antes, quando ainda somos incontáveis espermatozóides em verdadeira batalha pela vida.
Tudo o que fazemos e vivemos na terra caminha para o amanhã, o depois, nunca para o dantes. Por isso talvez envelheçamos, o que, a meu ver, não deixa de ser um verdadeiro galgar de degraus na escada da evolução. Vamos para a frente, sempre, pois o passado já é findo e o presente está aqui e agora, como uma dádiva. Se não envelhecêssemos, seríamos estáticos e, portanto, não evoluiríamos. Ficaríamos parados no tempo e no espaço.
Tudo em nós é expansão, dilatação, pois o corpo humano e as demais substâncias vivas existentes na natureza não comportam a redução, o aperto, a compressão, a diminuição.
Diante dessas minhas observações leigas, é claro (pois não sou, nem de longe, versada na Ciência), chego a pensar que, por isso, as células de nosso corpo se multiplicam tanto, e, infelizmente, muitas vezes, ocasionam o surguimento de malignidades, de tanto que elas buscam crescer, não encontrando limites para tudo isso. Resultado: um colapso total das engrenagens do veículo que é o nosso corpo.
Em minhas intermináveis elucubrações, pensei, várias vezes: adoecemos porque violentamos nosso corpo com variadas substâncias que o agridem, as quais entram em choque com as células que não param nunca com esse querer incessante de expandir-se. Elas simplesmente se defendem do ataque que lhe perpetram. Ao contrário, se alimentássemos nosso organismo sempre com substâncias inofensivas, restauradoras, , talvez acomodaríamos essa insanidade celular, alimentando-a, regenerando-a, conformando-a. Tanto assim o é que, em tratamentos para o câncer, por exemplo, a ciência tratou de bloquear os canais que alimentam o tumor e o deixam em contato com as células saudáveis, sugando-as, bombardeando-as e vencendo-as, diante de seu assombroso poder bélico.
Eu conheço os sinais de meu corpo, por isso não titubeio em fazer tal afirmação. É assim que acontece quando faço a ingestão de bebida alcoólica, quando fumo cigarros, quando consumo alimentos decididamente não recomendáveis para a saúde, quando faço uso de sal em excesso, de gorduras e frituras etc. Passo mal. A pressão arterial vai às alturas. Os ossos reclamam. O sono foge. Meu corpo grita.
É assim que acontece quando durmo mal, durmo pouco ou nem mesmo durmo. É assim que acontece quando deixo a raiva me dominar. É assim que acontece quando não dialogo muito bem com o estresse (que, bem administrado, é um verdadeiro aliado, pois, ao contrário, sempre será uma bala rumo ao peito de quem não sabe se desviar dela). Nessas ocasiões, "presenteio" meu corpo com verdadeiras dinamites. Nitroglicerina pura. Meu corpo é então ingênua e covardemente bombardeado por mim mesma (que deveria ter por ele verdadeira adoração, zelo e cuidado),e, por isso, agastado, queda.
É verdade que existe a tal da questão do peso do DNA, da genética, sobre determinadas doenças. Mas, continuo achando eu, no pico de minha ignorância (pois sou advogada, e não cientista, médica etc), que o que dita os dias do homem na terra é a vida que ele leva. Como disse-me uma pessoinha rude, mas sábia: o homem é aquilo que ele vive, o que ele come. Penso que podemos driblar os diabinhos que já vêm encostados em nosso DNA, com posturas sadias e um jeito manso de viver, a léguas de distância dos sete pecados capitais decretados sabiamente pela igreja católica, como se essa instituição fosse uma verdadeira Organização Mundial de Saúde.
Ao revés, no entanto, mesmo que sejamos privilegiados, e tenhamos nascido premiados, agraciados pela sorte de um corpo são e mente sã, sem defeitos de fábrica, se nos jogarmos na fogueira dos vícios, de uma vida desregrada, violando as normas do bem viver...sem perdão.
Comparo tudo isso, ou seja, o nosso corpo, com um cofre (é, um cofre onde se guardam, se juntam dinheiro e outras coisas mais). Você tem o código. Só você pode abrir esse cofre. Apenas você vai abri-lo e colocar lá dentro as coisas pelas quais você preza, seja lá o que for. Quem ama, zela. Mas, se você perde a chave e o código desse cofre, para abri-lo, você terá que violá-lo, açoitá-lo, agredi-lo. E nunca mais esse cofre será o mesmo. Moral da história: nós, unicamente nós, temos a chave do nosso corpo, da nossa vida, do nosso destino. Deixamos entrar nela quem e o que desejamos, o que permitimos. Podemos ser bons ou maus com a nossa vida. Decidimos se queremos viver saudavelmente ou se praticamos suicídio silencioso, dia a dia. Fixamos nossas próprias metas. Queremos ou não ser felizes. Eu mesma já decidi faz tempo. Quero ser feliz, sim. Quero amar e cuidar de mim e das pessoas que amo. E, apesar de ter uma visão absolutamente cristalina de tudo isso, ainda tenho sido estúpida o suficiente, por não cuidar bem da casa que agasalha meu espírito.
Sábio é aquele que nunca tem certeza de nada, pois a própria natureza é inacabada. A propósito, bom lembrar Lavoisier, um cientista francês do século XVIII, considerado o pai da química moderna, autor da Teoria da Conservação das Massas: "na natureza, nada se cria, nada se perde; tudo se transforma."
A natureza e nós (como partes integrantes deste conjunto) estamos sempre em mutação, buscando a conformação. Por isso, tudo muda, o tempo todo.
A natureza não é estática, mas, sim, dinâmica. São forças sempre nos impulsionando para adiante, desde o momento em que somos concebidos, ou, quiçá, até antes, quando ainda somos incontáveis espermatozóides em verdadeira batalha pela vida.
Tudo o que fazemos e vivemos na terra caminha para o amanhã, o depois, nunca para o dantes. Por isso talvez envelheçamos, o que, a meu ver, não deixa de ser um verdadeiro galgar de degraus na escada da evolução. Vamos para a frente, sempre, pois o passado já é findo e o presente está aqui e agora, como uma dádiva. Se não envelhecêssemos, seríamos estáticos e, portanto, não evoluiríamos. Ficaríamos parados no tempo e no espaço.
Tudo em nós é expansão, dilatação, pois o corpo humano e as demais substâncias vivas existentes na natureza não comportam a redução, o aperto, a compressão, a diminuição.
Diante dessas minhas observações leigas, é claro (pois não sou, nem de longe, versada na Ciência), chego a pensar que, por isso, as células de nosso corpo se multiplicam tanto, e, infelizmente, muitas vezes, ocasionam o surguimento de malignidades, de tanto que elas buscam crescer, não encontrando limites para tudo isso. Resultado: um colapso total das engrenagens do veículo que é o nosso corpo.
Em minhas intermináveis elucubrações, pensei, várias vezes: adoecemos porque violentamos nosso corpo com variadas substâncias que o agridem, as quais entram em choque com as células que não param nunca com esse querer incessante de expandir-se. Elas simplesmente se defendem do ataque que lhe perpetram. Ao contrário, se alimentássemos nosso organismo sempre com substâncias inofensivas, restauradoras, , talvez acomodaríamos essa insanidade celular, alimentando-a, regenerando-a, conformando-a. Tanto assim o é que, em tratamentos para o câncer, por exemplo, a ciência tratou de bloquear os canais que alimentam o tumor e o deixam em contato com as células saudáveis, sugando-as, bombardeando-as e vencendo-as, diante de seu assombroso poder bélico.
Eu conheço os sinais de meu corpo, por isso não titubeio em fazer tal afirmação. É assim que acontece quando faço a ingestão de bebida alcoólica, quando fumo cigarros, quando consumo alimentos decididamente não recomendáveis para a saúde, quando faço uso de sal em excesso, de gorduras e frituras etc. Passo mal. A pressão arterial vai às alturas. Os ossos reclamam. O sono foge. Meu corpo grita.
É assim que acontece quando durmo mal, durmo pouco ou nem mesmo durmo. É assim que acontece quando deixo a raiva me dominar. É assim que acontece quando não dialogo muito bem com o estresse (que, bem administrado, é um verdadeiro aliado, pois, ao contrário, sempre será uma bala rumo ao peito de quem não sabe se desviar dela). Nessas ocasiões, "presenteio" meu corpo com verdadeiras dinamites. Nitroglicerina pura. Meu corpo é então ingênua e covardemente bombardeado por mim mesma (que deveria ter por ele verdadeira adoração, zelo e cuidado),e, por isso, agastado, queda.
É verdade que existe a tal da questão do peso do DNA, da genética, sobre determinadas doenças. Mas, continuo achando eu, no pico de minha ignorância (pois sou advogada, e não cientista, médica etc), que o que dita os dias do homem na terra é a vida que ele leva. Como disse-me uma pessoinha rude, mas sábia: o homem é aquilo que ele vive, o que ele come. Penso que podemos driblar os diabinhos que já vêm encostados em nosso DNA, com posturas sadias e um jeito manso de viver, a léguas de distância dos sete pecados capitais decretados sabiamente pela igreja católica, como se essa instituição fosse uma verdadeira Organização Mundial de Saúde.
Ao revés, no entanto, mesmo que sejamos privilegiados, e tenhamos nascido premiados, agraciados pela sorte de um corpo são e mente sã, sem defeitos de fábrica, se nos jogarmos na fogueira dos vícios, de uma vida desregrada, violando as normas do bem viver...sem perdão.
Comparo tudo isso, ou seja, o nosso corpo, com um cofre (é, um cofre onde se guardam, se juntam dinheiro e outras coisas mais). Você tem o código. Só você pode abrir esse cofre. Apenas você vai abri-lo e colocar lá dentro as coisas pelas quais você preza, seja lá o que for. Quem ama, zela. Mas, se você perde a chave e o código desse cofre, para abri-lo, você terá que violá-lo, açoitá-lo, agredi-lo. E nunca mais esse cofre será o mesmo. Moral da história: nós, unicamente nós, temos a chave do nosso corpo, da nossa vida, do nosso destino. Deixamos entrar nela quem e o que desejamos, o que permitimos. Podemos ser bons ou maus com a nossa vida. Decidimos se queremos viver saudavelmente ou se praticamos suicídio silencioso, dia a dia. Fixamos nossas próprias metas. Queremos ou não ser felizes. Eu mesma já decidi faz tempo. Quero ser feliz, sim. Quero amar e cuidar de mim e das pessoas que amo. E, apesar de ter uma visão absolutamente cristalina de tudo isso, ainda tenho sido estúpida o suficiente, por não cuidar bem da casa que agasalha meu espírito.
AMAZÔNIA: ESTAÇÕES DO SOL, DA CHUVA: CALOR, TEMPORAL, AGUACEIRO, CLIMA TROPICAL
(RÔ Campos)
É Inverno
Sol e Chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Clima tropical.
Logo chega a Primavera
Flores! Flores!
Olores!
Cheiro de mato
Na mata molhada
No barro pisado
Longe do asfalto
Sol e chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Clima tropical.
E mais uma vez, veremos
Virá o Verão
Veraneio. Inferno
Sol e chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Transição
Clima tropical.
De repente, é Outono
As folhas caem
Outono/inverno
Sol e chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Flagelo
Clima tropical.
É Inverno
Sol e Chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Clima tropical.
Logo chega a Primavera
Flores! Flores!
Olores!
Cheiro de mato
Na mata molhada
No barro pisado
Longe do asfalto
Sol e chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Clima tropical.
E mais uma vez, veremos
Virá o Verão
Veraneio. Inferno
Sol e chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Transição
Clima tropical.
De repente, é Outono
As folhas caem
Outono/inverno
Sol e chuva
Calor. Temporal
Aguaceiro
Flagelo
Clima tropical.
sábado, 26 de novembro de 2011
SÓ O SOFRIMENTO E A DOR LAPIDAM O HOMEM
(RÔ Campos)
O último inquilino do meu coração é um hippie. Apedrejaram-me e disseram-me louca, louca, louca. Quantas coisas aprendi com ele. Aprendi que existe muita gente que anda pelo mundo desapercebida, como se fosse um ninguém, e que está cheia de conteúdo, de conhecimento e de sabedoria (só o sofrimento e a dor lapidam o homem!). E tantas pessoas que se acham e estão tão vazias... Até hoje não consegui trancar a porta do meu coração para ele, que se foi (graças aos caminhos que eu mesma pavimentei) ao encontro de quem lhe deu à luz, sangue do seu sangue, carne de sua carne. A vida é uma caixinha de surpresa. De onde você espera alguma coisa, geralmente não vem. Deixe-se abrir para o desconhecido, sem medo de ser feliz. E nunca se esqueça: quem ama, cuida. Mas, quem ama, também deixa ir embora...
O último inquilino do meu coração é um hippie. Apedrejaram-me e disseram-me louca, louca, louca. Quantas coisas aprendi com ele. Aprendi que existe muita gente que anda pelo mundo desapercebida, como se fosse um ninguém, e que está cheia de conteúdo, de conhecimento e de sabedoria (só o sofrimento e a dor lapidam o homem!). E tantas pessoas que se acham e estão tão vazias... Até hoje não consegui trancar a porta do meu coração para ele, que se foi (graças aos caminhos que eu mesma pavimentei) ao encontro de quem lhe deu à luz, sangue do seu sangue, carne de sua carne. A vida é uma caixinha de surpresa. De onde você espera alguma coisa, geralmente não vem. Deixe-se abrir para o desconhecido, sem medo de ser feliz. E nunca se esqueça: quem ama, cuida. Mas, quem ama, também deixa ir embora...
DESEQUILÍBRIO NA BALANÇA DA EVOLUÇÃO
(RÔ Campos)
Ontem, passei horas maravilhosas no Corsário Music Bar, alimentando minha alma, ouvindo Paulinho Kokay tocar e cantar MPB, desfilando um repertório da fina flor. Ouvi, pela primeira vez em um bar, a música Amor, de Caetano Veloso, sobre poesia homônima de Maiakovski, dentre outras pérolas. Extasiei-me. Após a apresentação de Paulinho Kokay, foi a vez de Vítor França, meu amigo particular e dono da casa, com quem fiz percussão durante duas horas. A galera interagiu bastante, fez inúmeros pedidos, alimentou-se do que há de melhor na música brasileira. Havia jovens e alguns nem tanto, muitos dos quais frequentadores de carteirinha do Corsário. Não foi uma noite de muito público, coisa, aliás, que tem se acentuado em Manaus, no que diz respeito aos espaços privados que se dedicam à boa música, o que é lamentável e preocupante.Quando saí de lá (o bar fica na av. do Turismo) após as duas da madrugada, tomei o rumo do ET BAR, seguindo pela estrada do aeroporto. Necessariamente, tive que passar em frente ao Porteira Country, literalmente lotado, com gente saindo pelo ladrão. Logo após o aeroporto (colado ao Eduardinho), um posto de gasolina, totalmente entupido de carros, com a tampa de suas malas abertas e aqueles sons horrorosos e inaudíveis. Que pena! Há muita gente, principalmente jovem, alimentando apenas e incessantemente a matéria, e matando a alma de inanição. O resultado disso é que, não havendo o devido equilíbrio entre a matéria e o espírito, sabe-se bem o resultado dessa (in)equação.
Ontem, passei horas maravilhosas no Corsário Music Bar, alimentando minha alma, ouvindo Paulinho Kokay tocar e cantar MPB, desfilando um repertório da fina flor. Ouvi, pela primeira vez em um bar, a música Amor, de Caetano Veloso, sobre poesia homônima de Maiakovski, dentre outras pérolas. Extasiei-me. Após a apresentação de Paulinho Kokay, foi a vez de Vítor França, meu amigo particular e dono da casa, com quem fiz percussão durante duas horas. A galera interagiu bastante, fez inúmeros pedidos, alimentou-se do que há de melhor na música brasileira. Havia jovens e alguns nem tanto, muitos dos quais frequentadores de carteirinha do Corsário. Não foi uma noite de muito público, coisa, aliás, que tem se acentuado em Manaus, no que diz respeito aos espaços privados que se dedicam à boa música, o que é lamentável e preocupante.Quando saí de lá (o bar fica na av. do Turismo) após as duas da madrugada, tomei o rumo do ET BAR, seguindo pela estrada do aeroporto. Necessariamente, tive que passar em frente ao Porteira Country, literalmente lotado, com gente saindo pelo ladrão. Logo após o aeroporto (colado ao Eduardinho), um posto de gasolina, totalmente entupido de carros, com a tampa de suas malas abertas e aqueles sons horrorosos e inaudíveis. Que pena! Há muita gente, principalmente jovem, alimentando apenas e incessantemente a matéria, e matando a alma de inanição. O resultado disso é que, não havendo o devido equilíbrio entre a matéria e o espírito, sabe-se bem o resultado dessa (in)equação.
ARREBENTAÇÃO
(RÔ Campos)
Sinto um desejo indizível
De me entregar ao mar
E nadar...nadar...nadar
No mar do meu coração
Ora calmo, ora revolto
Mas sempre navegante...
Amar nas altas marés
Quando o mar se acomoda,
E as ondas se deitam
Mas só sei amar assim
Quando o mar do meu coração se agita
Nas procelas
E rebenta.
Ah, essa doce calmaria
Quem diria,
Estagnar o mar
Do meu coração
Que, estanque
Se fecha para os ventos
Das grandes paixões
Essas paixões que embriagam
Como os vinhos jovens
Perfumados
Marcantes.
Sinto um desejo indizível
De me entregar ao mar
E nadar...nadar...nadar
No mar do meu coração
Ora calmo, ora revolto
Mas sempre navegante...
Amar nas altas marés
Quando o mar se acomoda,
E as ondas se deitam
Mas só sei amar assim
Quando o mar do meu coração se agita
Nas procelas
E rebenta.
Ah, essa doce calmaria
Quem diria,
Estagnar o mar
Do meu coração
Que, estanque
Se fecha para os ventos
Das grandes paixões
Essas paixões que embriagam
Como os vinhos jovens
Perfumados
Marcantes.
IMAGINÁRIO
(RÔ Campos)
Estrela cadente
Por onde ela anda
Eu não sei
Só sei que partiu
Dizendo que voltaria
Foi ver sua Constelação
Família
Havia 10 anos não via.
Era mês de festa
Dezembro
Nasceu o Menino
Jesus.
Estrela cadente
Deixou o meu céu
Tão escuro... o meu céu
...Solitário.
E como a mitigar minha dor
Ainda vejo essa estrela
No céu
Do meu imaginário.
Estrela cadente
Por onde ela anda
Eu não sei
Só sei que partiu
Dizendo que voltaria
Foi ver sua Constelação
Família
Havia 10 anos não via.
Era mês de festa
Dezembro
Nasceu o Menino
Jesus.
Estrela cadente
Deixou o meu céu
Tão escuro... o meu céu
...Solitário.
E como a mitigar minha dor
Ainda vejo essa estrela
No céu
Do meu imaginário.
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