Ela é uma estrela
Solitária, espia a lua, ao lado dela
Tantos céus já iluminou
Tantos mares!
Ela é uma estrela
Solitária,intrigante
Cintilante no vasto escuro
A solitude que tanto fala.
Ela é uma estrela
Solitária, singular
Tão sozinha na imensidão do céu
Tão completa em seu abandono.
Ela é uma estrela
Solitária, bela
Branca, amarela, azul, vermelha?
Não sei sua cor. É brilhante!
Ela é uma estrela
Solitária, inquietante
Tantos tetos já furou
Tantos chãos pisados salpicou.
Ela é uma estrela
Solitária, na infinitude celeste.
Assim sigo eu, debalde, às vezes
Num mundo que não me compreendeu.
RÔ Campos - 30/09/2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
SOBRE VÁRIAS COISAS
1. Ainda sobre os descalabros do presidente Lula, vale a pena transcrever uma frase de François-Marie Arouet (Voltaire):
"POSSO NÃO CONCORDAR COM NADA DO QUE DIZES, MAS DAREI A MINHA VIDA PELO TEU DIREITO DE DIZÊ-LO"
(Voltaire foi escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês, conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa, tendo produzido obras em quase todas as formas literárias. Foi um defensor aberto da reforma social, apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse.
Voltaire foi um, dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com John Locke), cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes, tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.
2. "O VALOR DE UMA OBRA JAMAIS PODERÁ ADVIR DA SUA PERFEITA OBEDIÊNCIA A QUAISQUER REGRAS"
(Vítor Manuel de Aguiar e Silva, professor, escritor e poeta português). Extraída da obra Língua e Literatura, de Faraco & Moura, vol. 1º, 2º grau - editora Ática)
3."QUEM ESCUTA COM O ESPÍRITO, E NÃO COM O OUVIDO, PERCEBE OS SONS MAIS SUTIS. OUVE O SILÊNCIO, QUE É O MAIS PROFUNDO DE TODOS OS SONS, COMO BEM SABEM OS MÚSICOS. PORQUE O SILÊNCIO PERMITE ENTRAR EM CONTATO COM UM OUTRO EU, QUE SÓ EXISTE QUANDO NOS VOLTAMOS PARA NÓS MESMOS"
(Betty Milan,psicanalista e escritora/acompanhe sua coluna em:www.veja.com/bettymilan
4. "DIGA A TODOS QUE VOCÊ É O MAIOR INTÉRPRETE DE BACH. HÁ TRINTA ANOS DIGO QUE SOU O MAIOR PINTOR DO MUNDO, E JÁ TEM QUEM ACREDITE"
(Salvador Dali, pintor espanhol, para João Carlos Martins, pianista brasileiro que perdeu o movimento das mãos e renasceu como maestro, num restaurante russo em Nova York, após um concerto que apresentou, ao qual Salvador Dali assistiu). Extraída da entrevista de João Carlos Martins à Revista VEJA de 29/09/2010, pág. 109
"POSSO NÃO CONCORDAR COM NADA DO QUE DIZES, MAS DAREI A MINHA VIDA PELO TEU DIREITO DE DIZÊ-LO"
(Voltaire foi escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês, conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa, tendo produzido obras em quase todas as formas literárias. Foi um defensor aberto da reforma social, apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse.
Voltaire foi um, dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com John Locke), cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes, tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.
2. "O VALOR DE UMA OBRA JAMAIS PODERÁ ADVIR DA SUA PERFEITA OBEDIÊNCIA A QUAISQUER REGRAS"
(Vítor Manuel de Aguiar e Silva, professor, escritor e poeta português). Extraída da obra Língua e Literatura, de Faraco & Moura, vol. 1º, 2º grau - editora Ática)
3."QUEM ESCUTA COM O ESPÍRITO, E NÃO COM O OUVIDO, PERCEBE OS SONS MAIS SUTIS. OUVE O SILÊNCIO, QUE É O MAIS PROFUNDO DE TODOS OS SONS, COMO BEM SABEM OS MÚSICOS. PORQUE O SILÊNCIO PERMITE ENTRAR EM CONTATO COM UM OUTRO EU, QUE SÓ EXISTE QUANDO NOS VOLTAMOS PARA NÓS MESMOS"
(Betty Milan,psicanalista e escritora/acompanhe sua coluna em:www.veja.com/bettymilan
4. "DIGA A TODOS QUE VOCÊ É O MAIOR INTÉRPRETE DE BACH. HÁ TRINTA ANOS DIGO QUE SOU O MAIOR PINTOR DO MUNDO, E JÁ TEM QUEM ACREDITE"
(Salvador Dali, pintor espanhol, para João Carlos Martins, pianista brasileiro que perdeu o movimento das mãos e renasceu como maestro, num restaurante russo em Nova York, após um concerto que apresentou, ao qual Salvador Dali assistiu). Extraída da entrevista de João Carlos Martins à Revista VEJA de 29/09/2010, pág. 109
LIBERDADE AINDA QUE TARDIA!
ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO
Estamos todos muito calados.Escaldados com essa coisa de política, campanha etc. Parece que estamos aprendendo a ficar de observador, conversando cá com os nossos botões. Mas, hoje, a uma semana da votação, sinto-me na obrigação de transcrever abaixo alguns trechos/citações retirados da Revista VEJA, de hoje. Vale a pena refletir sobre este momento que estamos vivendo no país. Não existe, no mundo, democracia sem uma imprensa livre. Deus nos livre de uma Cuba, Coreia, Venezuela ou coisa que o valha. Olha a Argentina aí, minha gente, tirando uma casquinha...
1. 'ESTAMOS À BEIRA DO PERIGO DE UM GOVERNO AUTORITÁRIO, QUE VAI PASSAR POR CIMA, COMO JÁ ESTÁ PASSANDO, DA CONSTITUIÇÃO E DAS LEIS"
( frase dele, Hélio Bicudo, jurista, nada mais, nada menos do que um dos fundadores do PT. Ele mesmo leu o Manifesto no Largo São Francisco, em frente à faculdade de Direito, em São Paulo, contra a escalada autoritária do governo Lula. O grupo incluía, além de representantes históricos da esquerda,como o próprio Hélio, nomes como o arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e os ex-ministros da Justiça Paulo Brossard, Miguel Reale Junior, José Carlos Dias e José Gregori. Todos preocupadíssimos, porque depois que o leite entornar, já era))
2. 'CONVÉM LEMBRAR QUE LULA JAMAIS CRITICOU O TRABALHO JORNALÍSTICO QUANDO AS INFORMAÇÕES TINHAM IMPLICAÇÕES NEGATIVAS PARA SEUS OPOSITORES"
(Nota da Associação Nacional de Jornais sobre os ataques do presidente à imprensa)
3. "É LAMENTÁVEL QUE O MAIOR LÍDER DA NAÇÃO TENHA ESSE TIPO DE POSTURA EM RELAÇÃO À IMPRENSA. A IMPRENSA DEVE SER LIVRE PARA FAZER SEU PAPEL DE DENUNCIAR"
(Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil?
4. "O PT, QUANDO FOI CRIADO, SE OPUNHA AO CORPORATIVISMO HERDADO DO FASCISMO E DE GETÚLIO VARGAS. NO PODER, VEMOS QUE ELE AMPLICOU ESSE CORPORATIVISMO".
(Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, em entrevista a O Estado de S. Paulo)
5. "HOJE, NO BRASIL, OS INCONFORMADOS COM A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA SE ORGANIZAM PARA SOLAPAR O REGIME DEMOCRÁTICO"
(Do Manifesto em Defesa da Democracia, assinado por juristas, intelectuais e artistas).
Estamos todos muito calados.Escaldados com essa coisa de política, campanha etc. Parece que estamos aprendendo a ficar de observador, conversando cá com os nossos botões. Mas, hoje, a uma semana da votação, sinto-me na obrigação de transcrever abaixo alguns trechos/citações retirados da Revista VEJA, de hoje. Vale a pena refletir sobre este momento que estamos vivendo no país. Não existe, no mundo, democracia sem uma imprensa livre. Deus nos livre de uma Cuba, Coreia, Venezuela ou coisa que o valha. Olha a Argentina aí, minha gente, tirando uma casquinha...
1. 'ESTAMOS À BEIRA DO PERIGO DE UM GOVERNO AUTORITÁRIO, QUE VAI PASSAR POR CIMA, COMO JÁ ESTÁ PASSANDO, DA CONSTITUIÇÃO E DAS LEIS"
( frase dele, Hélio Bicudo, jurista, nada mais, nada menos do que um dos fundadores do PT. Ele mesmo leu o Manifesto no Largo São Francisco, em frente à faculdade de Direito, em São Paulo, contra a escalada autoritária do governo Lula. O grupo incluía, além de representantes históricos da esquerda,como o próprio Hélio, nomes como o arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e os ex-ministros da Justiça Paulo Brossard, Miguel Reale Junior, José Carlos Dias e José Gregori. Todos preocupadíssimos, porque depois que o leite entornar, já era))
2. 'CONVÉM LEMBRAR QUE LULA JAMAIS CRITICOU O TRABALHO JORNALÍSTICO QUANDO AS INFORMAÇÕES TINHAM IMPLICAÇÕES NEGATIVAS PARA SEUS OPOSITORES"
(Nota da Associação Nacional de Jornais sobre os ataques do presidente à imprensa)
3. "É LAMENTÁVEL QUE O MAIOR LÍDER DA NAÇÃO TENHA ESSE TIPO DE POSTURA EM RELAÇÃO À IMPRENSA. A IMPRENSA DEVE SER LIVRE PARA FAZER SEU PAPEL DE DENUNCIAR"
(Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil?
4. "O PT, QUANDO FOI CRIADO, SE OPUNHA AO CORPORATIVISMO HERDADO DO FASCISMO E DE GETÚLIO VARGAS. NO PODER, VEMOS QUE ELE AMPLICOU ESSE CORPORATIVISMO".
(Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, em entrevista a O Estado de S. Paulo)
5. "HOJE, NO BRASIL, OS INCONFORMADOS COM A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA SE ORGANIZAM PARA SOLAPAR O REGIME DEMOCRÁTICO"
(Do Manifesto em Defesa da Democracia, assinado por juristas, intelectuais e artistas).
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
SOBREVÁRIASCOISAS
1.Escrevi um poema ontem à noitinha e, no penúltimo verso, larguei um "Confesso que Vivi! Depois, reli alguns livros de poemas de Pablo Neruda (eu simplesmente adoro devorá-los sempre e sempre). De repente, li que ele havia morrido exatamente dia 23 de setembro (ontem, portanto), há 37 anos. Eu não me recordava (o alemão me persegue!), mas fiquei impressionada com essa "coincidência". Pablo Neruda, iluminado, encantador. Um dos maiores poetas latino-americanos, famoso por sua militância política em prol dos movimentos libertários. Confesso que Vivi é o título de seu livro de memórias. Quem ainda não o conhece, faça-o. É mágico!
2. Esse final de semana está pra lá de movimentado. Hoje, show de reagge com o nosso querido Cileno, Dagô Miranda & cia, no Ao Mirante. Imperdível! O melhor do samba de raiz no Espaço Quintal, já no seu terceiro ano reunindo a nata da nata, começando às 18:00 horas. Meu querido amigo Renatinho Almeida, n'O Chefão. Robertinho Chavez na Happy Hour do Toc Toc Delícias & Chopp, a partir das 19:30h, com o melhor da MPB. A sexta-feira tradicional do ET BAR, no Boulevard Álvaro Maia. O 4º dia do Festival de Música do Amazonas, no Teatro Amazonas, a partir das 19:00 horas, com entrada gratuita. E amanhã, a grande noite de premiação, com show de encerramento a cargo de Pedro Mariano (filho da Elis Regina e de César Camargo Mariano), no Largo de São Sebastião. E depois? Ah, João Bosco, no Studio 5, pelo Projeto MPB PETROBRÁS. Nós estaremos todos lá, com certeza.
3. Zeca Torres de férias no Rio de Janeiro, matando a gente de saudade. Pereira, ontem, esteve se apresentando em Parintins dos Parintintins. E a Quarta-feira do Tacacá na Bossa já virou point dos artistas de Manaus. Depois? Papo ligeiro no Bar do Armando. Em seguida? TOC TOC Delícias & Chopp, com a Quarta Alternativa, rolando atualmente um pop rock muito gostoso de se ouvir.
Um final de semana maravilhoso para todos nós!!!
2. Esse final de semana está pra lá de movimentado. Hoje, show de reagge com o nosso querido Cileno, Dagô Miranda & cia, no Ao Mirante. Imperdível! O melhor do samba de raiz no Espaço Quintal, já no seu terceiro ano reunindo a nata da nata, começando às 18:00 horas. Meu querido amigo Renatinho Almeida, n'O Chefão. Robertinho Chavez na Happy Hour do Toc Toc Delícias & Chopp, a partir das 19:30h, com o melhor da MPB. A sexta-feira tradicional do ET BAR, no Boulevard Álvaro Maia. O 4º dia do Festival de Música do Amazonas, no Teatro Amazonas, a partir das 19:00 horas, com entrada gratuita. E amanhã, a grande noite de premiação, com show de encerramento a cargo de Pedro Mariano (filho da Elis Regina e de César Camargo Mariano), no Largo de São Sebastião. E depois? Ah, João Bosco, no Studio 5, pelo Projeto MPB PETROBRÁS. Nós estaremos todos lá, com certeza.
3. Zeca Torres de férias no Rio de Janeiro, matando a gente de saudade. Pereira, ontem, esteve se apresentando em Parintins dos Parintintins. E a Quarta-feira do Tacacá na Bossa já virou point dos artistas de Manaus. Depois? Papo ligeiro no Bar do Armando. Em seguida? TOC TOC Delícias & Chopp, com a Quarta Alternativa, rolando atualmente um pop rock muito gostoso de se ouvir.
Um final de semana maravilhoso para todos nós!!!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
DE RIO-MAR A SERTÃO
Rachou meu chão, meu pai
Rachou meu chão, de novo
E tantas outras vezes, virão
De onde há de sair o pão, meu pai?
De onde há?
Foi assim, em outra ocasião
Não faz muito tempo, não
Precisei caminhar léguas em busca de água, do pão
Os pés ardiam, pareciam descalços
Sob o mesmo sol que nos dá vida, e agora nos castiga
Onde outrora era um rio, quase um mar, meu pai
Hoje, é sertão.
Minha canoa ressecou, encalhou frente à choça que nos abriga
Meu curumim chora, chora
Foi-se nossa única vaquinha
Sede, a causa da morte
Tendo a fome como agravante
Não há mais tetas, nem leite pra tomar
Nem a vaquinha pra correr, brincar
E nós, aqui, meu Pai, no meio do fim do mundo
(Onde tantos forasteiros acorreram, em busca do Eldorado)
Entregues à nossa própria sorte, sem um norte.
Rachou meu chão, meu pai
Rachou meu chão, de novo
Meu coração agora chora e sangra
Onde antes era abundância
Hoje, é só desolação
Sede, fome, solidão...
A luz, que era pra todos, aqui, não chegou, não
Só as estrelas e a lua, pra retirar o véu da escuridão.
Chora a floresta, que o sol, inclemente, queima
Chora o caboclo, sem água, sem peixe
Chora minha cunhantã, de olhos tristes
Chora meu curumim, que nada entende
Choro eu e também minha mulher, descrente
Não sei se vamos, ou se ficamos
Se sair daqui, não serei vivo
Se aqui ficar, estarei morto.
RÔ Campos, 21 de setembro de 2010
Rachou meu chão, de novo
E tantas outras vezes, virão
De onde há de sair o pão, meu pai?
De onde há?
Foi assim, em outra ocasião
Não faz muito tempo, não
Precisei caminhar léguas em busca de água, do pão
Os pés ardiam, pareciam descalços
Sob o mesmo sol que nos dá vida, e agora nos castiga
Onde outrora era um rio, quase um mar, meu pai
Hoje, é sertão.
Minha canoa ressecou, encalhou frente à choça que nos abriga
Meu curumim chora, chora
Foi-se nossa única vaquinha
Sede, a causa da morte
Tendo a fome como agravante
Não há mais tetas, nem leite pra tomar
Nem a vaquinha pra correr, brincar
E nós, aqui, meu Pai, no meio do fim do mundo
(Onde tantos forasteiros acorreram, em busca do Eldorado)
Entregues à nossa própria sorte, sem um norte.
Rachou meu chão, meu pai
Rachou meu chão, de novo
Meu coração agora chora e sangra
Onde antes era abundância
Hoje, é só desolação
Sede, fome, solidão...
A luz, que era pra todos, aqui, não chegou, não
Só as estrelas e a lua, pra retirar o véu da escuridão.
Chora a floresta, que o sol, inclemente, queima
Chora o caboclo, sem água, sem peixe
Chora minha cunhantã, de olhos tristes
Chora meu curumim, que nada entende
Choro eu e também minha mulher, descrente
Não sei se vamos, ou se ficamos
Se sair daqui, não serei vivo
Se aqui ficar, estarei morto.
RÔ Campos, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
A TI, BELCHIOR
Nos últimos dias, eu tenho andado mais angustiada que um goleiro na hora do gol. Há pouco, no quintal, olhei para o céu e fiquei mirando aquela estrela que a digo minha, a minha estrela, a estrela solitária. Lembrei de Belchior, vim para o computador e compus esse poema. Adoro Belchior. Grande poeta. As letras de suas canções revelam inquietações. É a Divina Comédia Humana!!!
A TI, BELCHIOR
Por onde quer que andes
Espero que te encontres
Ou que te percas e te aches
Nas encruzilhadas da vida
Sob o céu que te protege.
Que teus olhos sejam furados
Pela luz da tua estrela, que te alumia
Que a ouças na escuridão de teu infortúnio
Antes que a morte venha e te leve
Sem que tenhas visto a vida, num instante
Na hora do almoço, na sala de jantar
Que o chão da terra em que pisares te acolha
E que não tenhas mais tanto medo, medo, medo
Do vazio que muitas vezes nos toma a todos
Das perguntas sem respostas
Da nua realidade posta sobre a mesa
Que te anime teu coração e te encha de coragem:
A vida é um eterno combate
Que a muitos abate.
Mas é preciso ter força pra seguir em frente, cair, levantar
Fugir é uma bobagem:
As lembranças são um cárcere
A saudade, um punhal cravado no peito.
Que a tua estrela, Belchior,
Enfim, te leve a boa nova
A ti, que és rei
E brilhe, abundantemente, sobre o teu castelo
Em noites de lua minguante, de lua crescente
De lua nova, de lua cheia
Que a mirra e o incenso inundem a tua morada
O teu corpo, a tua casa
Com o vento a dançar ao luar, livre, nu
Enquanto ouves a tua estrela e cantas teu canto
A ecoar no infinito
O teu infinito, Belchior, és tu.
RÔ Campos, 19/09/2010
A TI, BELCHIOR
Por onde quer que andes
Espero que te encontres
Ou que te percas e te aches
Nas encruzilhadas da vida
Sob o céu que te protege.
Que teus olhos sejam furados
Pela luz da tua estrela, que te alumia
Que a ouças na escuridão de teu infortúnio
Antes que a morte venha e te leve
Sem que tenhas visto a vida, num instante
Na hora do almoço, na sala de jantar
Que o chão da terra em que pisares te acolha
E que não tenhas mais tanto medo, medo, medo
Do vazio que muitas vezes nos toma a todos
Das perguntas sem respostas
Da nua realidade posta sobre a mesa
Que te anime teu coração e te encha de coragem:
A vida é um eterno combate
Que a muitos abate.
Mas é preciso ter força pra seguir em frente, cair, levantar
Fugir é uma bobagem:
As lembranças são um cárcere
A saudade, um punhal cravado no peito.
Que a tua estrela, Belchior,
Enfim, te leve a boa nova
A ti, que és rei
E brilhe, abundantemente, sobre o teu castelo
Em noites de lua minguante, de lua crescente
De lua nova, de lua cheia
Que a mirra e o incenso inundem a tua morada
O teu corpo, a tua casa
Com o vento a dançar ao luar, livre, nu
Enquanto ouves a tua estrela e cantas teu canto
A ecoar no infinito
O teu infinito, Belchior, és tu.
RÔ Campos, 19/09/2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A GRANDE ALEGRIA, A MORTE, A VIDA - CANTO GERAL: PABLO NERUDA
A sombra que indaguei já não mais me pertence
Eu tenho a alegria duradoura do mastro
A herança dos bosques
O vento do caminho
E um dia decidido sob a luz terrestre
Quero que um jovem ache na dureza
Que construí, com lentidão e com metais
Como uma caixa, abrindo-a, cara-a-cara
A vida, minha alegria, nas alturas.
Renasci muitas vezes
Desde o fundo de estrelas derrotadas
Reconstruindo o fio das eternidades
Que povoei com as minhas mãos.
Não comprei uma parcela do céu
Que vendiam os sacerdotes
Nem aceitei trevas
Que o metafísico manufaturava para despreocupados poderosos.
Quero estar na morte com os pobres
Que não tiveram tempo de estudá-la
Enquanto os espancavam os que têm o céu dividido e arrumado.
Quando o amor gastou a sua matéria evidente
E a luta debulha os seus martelos
Em outras mãos de acrescentada força
Vem a morte para apagar os sinais que foram construindo tuas fronteiras.
Que os coveiros escarvem as matérias azíagas:
Que levantem os fragmentos sem luz da cinza, e falem no idioma do verme
Diante de mim só tenho sementes, desenvolvimentos radiantes e doçura.
(Na verdade, reuni fragmentos dos 3 poemas de Pablo Nerudä: A grande alegria, A morte, e A vida, de sua obra Canto Geral. Acreditei que ficaria bacana os 3 assuntos em um só. Quanto atrevimento!)
Eu tenho a alegria duradoura do mastro
A herança dos bosques
O vento do caminho
E um dia decidido sob a luz terrestre
Quero que um jovem ache na dureza
Que construí, com lentidão e com metais
Como uma caixa, abrindo-a, cara-a-cara
A vida, minha alegria, nas alturas.
Renasci muitas vezes
Desde o fundo de estrelas derrotadas
Reconstruindo o fio das eternidades
Que povoei com as minhas mãos.
Não comprei uma parcela do céu
Que vendiam os sacerdotes
Nem aceitei trevas
Que o metafísico manufaturava para despreocupados poderosos.
Quero estar na morte com os pobres
Que não tiveram tempo de estudá-la
Enquanto os espancavam os que têm o céu dividido e arrumado.
Quando o amor gastou a sua matéria evidente
E a luta debulha os seus martelos
Em outras mãos de acrescentada força
Vem a morte para apagar os sinais que foram construindo tuas fronteiras.
Que os coveiros escarvem as matérias azíagas:
Que levantem os fragmentos sem luz da cinza, e falem no idioma do verme
Diante de mim só tenho sementes, desenvolvimentos radiantes e doçura.
(Na verdade, reuni fragmentos dos 3 poemas de Pablo Nerudä: A grande alegria, A morte, e A vida, de sua obra Canto Geral. Acreditei que ficaria bacana os 3 assuntos em um só. Quanto atrevimento!)
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