quinta-feira, 2 de março de 2023

QUERENDO ENTENDER

 

(RÔ Campos)


Sabe?

Foram tantas coisas,

Muitas coisas que vivi

Desde o dia em que você sumiu na escuridão.


Sabe?

Muitas vezes me perguntei

Onde foi que eu errei.

Mas o futuro irá dizer

Qual de nós dois foi quem feriu e magoou.


Sabe?  

Eu não sei dizer

Das noites em que fiquei pensando em nós dois,

Olhando para o céu procurando uma resposta,

Querendo entender como se pode amar alguém,

Querer tanto bem,

Sendo ao mesmo tempo tão cruel. 


Sabe?

Tanto tempo se passou

Desde quando nos descobrimos. 

Sempre fomos bons amigos,

Mas, como amantes,  sempre fomos dois errantes.


Sabe?

Como você não sabe?

Foram muitas as suas juras de amor eterno.

Ah! Tudo bem.  Agora eu sei.

Como todo "conservador", és  um covarde.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

ABENÇOADAS SEJAM AS AMIZADES VERDADEIRAS

 

(RÔ Campos)


Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que não racham nem se quebram como copos de vidro que caem das mãos·

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que não se enchem de orgulho.

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que nunca guardam rancor.

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que não se deixam levar por picuinhas.

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que jamais desperdiçam umas horinhas, assim, de companheirismo.

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que socorrem antes que um amigo clame por ajuda.

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que ouvem a dor do outro sem que seja necessário ver lágrimas. 

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, que não são interesseiras.

Abençoadas sejam as amizades verdadeiras, porque elas são eternas.

Nada as separam, nem as maculam, nem as arreliam. 

Nem as distâncias geográficas. 

Nem o fel da hipocrisia. 

Nem a intriga de gente vil.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

INGRATIDÃO

 

(RÔ Campos)


A ingratidão é  uma fera

Que corrói e dilacera.

A ingratidão é  a mãe de todas as mazelas

Que consomem o coração de quem por outros zela.

A ingratidão é  uma lança comprida,

Cravada no peito do benfeitor, por quem tem memória curta.

A ingratidão é qualquer coisa, Qualquer nada, Qualquer lixo,

Todo o lixo,

O lixo do ingrato.


#rocampossobretodasascoisas

#rocampospoesia


quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

NADA

(RÔ Campos)


Foi-se um ano. Parece que foi ontem.

E, ao mesmo tempo, é como se fosse uma eternidade. 

Fomos tanto quando estávamos juntos, que éramos apenas um. Hoje, separados, somos dois. 

Tu - eu não sei mais quem és, nem por onde andas. 

Eu - sozinha, aqui, parada, procurando  nossa estrela no céu nublado, da janela do meu quarto...não sou  nada.

*21.12.2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

CORA, COVARDIA!

(RÔ Campos)


Coragem é lutar sem armas. Covardia é se armar até os dentes.

Coragem é ter medo do escuro. Covardia é usar máscara à luz do dia.

Coragem é se jogar no desconhecido, buscando ser feliz. Covardia é se trancar, pelo medo de amar.

Coragem é abrir a porta, sem saber a quem. Covardia é se fechar, com receio de ninguém.

Coragem é dizer não, ser leal. Covardia é dizer sim, e mentir.

Coragem é sorrir, quando o coração sangra. Covardia é chorar, quando se tem a alma fria.

Coragem é ficar, se o amor partir. Covardia é sair, se o amor entrar.

Coragem é ser covarde, e proteger a vida. Covardia é ter coragem de embalar a morte.

Coragem é fugir da guerra, do ódio, desertar . Covardia é abrir trincheiras.

Coragem é parir, sem temer o porvir. Covardia é matar, quem não se pode defender.

Coragem é a covardia de deixar ir. Covardia é a coragem de não pedir pra ficar.

*02.12.2011

DO QUE EU PRECISO


(RÔ Campos)


O que será que há

Por trás daquele velho muro? 

O que será que se esconde

Dentro daquele quarto escuro? 

O que será que procuro

No breu da noite

Se há tanta luz no meu caminho? 

Por que tantos porquês

Se tudo o que eu preciso

É de motivos pra  viver? 

Mas por que tantos motivos

Se a vida é tão simples e cara e rara? 

Se tudo o que eu preciso

É de coragem  pra  viver...

*02.12.2015

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

ABAIXO DO CÉU AZUL


(RÔ Campos)


Atrás dessa bela paisagem se esconde o cáos, a miséria humana. 


Atrás do verde (da floresta) amarelo (do ouro), vermelho (do sangue, da fraternidade) e branco (da paz), tudo é cinza.


Atrás desse colorido todo, não há cor. Tudo é dor. 


Atrás de toda essa arte, de toda uma emoção expressada com a tinta e o pincel, tudo o que se pinta é a desgraça humana.


Abaixo desse céu azul, que parece nos guardar a todos, há homens e homens que n'algum dia foram homens, e hoje não são homem algum. São arremedo de qualquer coisa. 

Pois o homem que perde a sua dignidade... é homem nenhum.


(Acabei de escrever esse texto logo após ver as fotos que um amigo  postou no Facebook, alusivas a vários locais de Manaus, praças etc. Uma delas retrata aquele pedaço do Prosamim, onde está a ponte dos ingleses e a linda arte com pintura feita na parede externa da Cadeia Pública Vidal Pessoa, cheia de muitas cores, vibrantes (20.06.2011)