(R}O Campos)
O amor é laço e também é nó.
No amor eu me transformo,
Sem amor eu me desfaço.
Sonhos sempre serão sonhos,
Sonhos de crianças que ficam grandes.
Sonhos de gente grande como se fossem os pequenos
Grãos que semeados desabrocham.
Mas é sempre no amor que eu me encontro
E é no encontro do amor que eu me acho.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
UM PEQUENO CONTO SOBRE COISAS NÃO TÃO PEQUENAS
(RÔ Campos)
De repente, visitas inesperadas. Uma viagem não planejada, o meio da noite fria e longa.
Ouço o barulho de carros, de motos emparelhadas, a sirene tocando.
Parece ambulância. Parece polícia.
Vejo no alto, desafiando a força dos ventos, os helicópteros bandeando de um lado para o outro. Aviões que vêm e vão, quebrando aqui embaixo o silêncio das manhãs.
E meus gritos no quintal chamando por meu pai :
- Corre! Corre! Vem ver, papai!
Depois, de novo o silêncio.
E mais uma vez, e outra vez. Um barulhinho no quintal, que, de pronto, distingo: ora um bem-te-vi, ora um sanhaçu, e também um pequenino beija - flor. Ora todos eles de uma vez só, voando de um lado para o outro, do muro alto do vizinho ao lado para os galhos do cansado cajueiro (sobre o qual até hoje se debate como foi nascer ali: teria sido a vovó quem o plantou, ou a dedicada empregada que não trabalha mais aqui? Ou - quem sabe? - os passarinhos que não se cansam de carregar no bico sementes que vão brotar noutros quintais? ), e do velho cajueiro para a cumeeira da edícula.
E, assim, os passarinhos iam e vinham. Ora também planando. E meus olhos não se cansavam de olhar, como se quisessem adivinhar como eles conseguiam ficar assim, parados, no vão do espaço, sem bater as asas.
De repente, fechou o tempo. Nuvens escuras começam a se desenhar no céu.
Pergunto à minha avó se ela vê, como eu, aqueles pássaros grandes, lá no alto.
- Parecem paraquedas, né, vovó? - indago.
E minha vó me diz que não.
- São urubus. Muitos urubus juntos.
Prenúncio de chuva - completa minha vó.
- E por que, vovó? - insisto eu.
Nesse momento, meu pai entra na conversa:
- Ou - quem sabe? - bichos mortos - diz ele.
Mas minha vó rebate, dizendo que não.
- É chuva! Chuva de verão. Vem com muito vento, desarrumando tudo, quebrando os galhos das árvores, derrubando placas nas ruas, destruindo telhados. E, depois dos estragos, vai embora, na mesma velocidade com que veio.
Acordei. E me dei conta de que já se passaram muitos anos desde esses acontecimentos, que, hoje, vieram me visitar através dos sonhos.
E não me recordo de minha avó me haver dito o porquê de aqueles urubus gigantes voando em círculos no céu, entre as nuvens escuras, ser prenúncio de chuva. Nem o que significava "prenúncio".
Agora eu sei o que quer dizer a palavra prenúncio. Mas, confesso, ainda hoje não consegui descobrir - até porque minhas curiosidades de infância foram substituídas pelas coisas duras com que me deparei na adolescência e na vida adulta - a razão pela qual os urubus, quando o tempo fecha, como se estivessem em festa, voam em grande número entre as nuvens escuras e pesadas, prenunciando a chegada da chuva.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
NADA MAIS
(RÔ Campos)
Eu quis te amar, você não deixou
Eu quis te seguir, você me esnobou
Eu quis te encontrar, você se escondeu
Eu quis te ganhar, você me perdeu.
Eu quis tantas coisas, que já nem sei mais
Quis que longe fosse perto
Que sonhos fossem reais.
Eu quis ter asas pra voar
Ser uma espécie de paranormal
Quis te sentir mesmo sem você estar aqui
Fiz muitos planos, flutuei.
Eu quis até parar o tempo para mim
E para você fazer o tempo correr.
Eu quis te encontrar cara a cara
E te falar do imenso vazio que ficou aqui.
Eu quis voltar o relógio do tempo
Eu quis tanto, tanto de você
Que até esqueci de mim...
E hoje, nem passado nem futuro
Apenas noite
Eu quis te amar, você não deixou
Eu quis te seguir, você me esnobou
Eu quis te encontrar, você se escondeu
Eu quis te ganhar, você me perdeu.
Eu quis tantas coisas, que já nem sei mais
Quis que longe fosse perto
Que sonhos fossem reais.
Eu quis ter asas pra voar
Ser uma espécie de paranormal
Quis te sentir mesmo sem você estar aqui
Fiz muitos planos, flutuei.
Eu quis até parar o tempo para mim
E para você fazer o tempo correr.
Eu quis te encontrar cara a cara
E te falar do imenso vazio que ficou aqui.
Eu quis voltar o relógio do tempo
Eu quis tanto, tanto de você
Que até esqueci de mim...
E hoje, nem passado nem futuro
Apenas noite
Sem você aqui...
terça-feira, 14 de julho de 2015
DIVAGAÇÕES SOBRE A ORIGEM DA VIDA TERRENA
(RÔ Campos)
Os animais que voam, nasceram com asas. Há, Também, animais que, mesmo alados, mal conseguem um voo rasteiro, como as galinhas, por exemplo. O homem não tem asas, mas, para voar, usa a imaginação. Como isso nunca foi suficiente (ah, o homem, nada lhe basta!), veio um doido e inventou o avião. Mas o homem queria mais. E inventou o foguete espacial. Queria desvendar os mistérios do espaço sideral, desbravar os planetas, encontrar vida fora da Terra. Foi à Lua, depois a Marte... E nunca mais parou.
Assisti no Globo Repórter da última sexta - feira a uma matéria sobre uma nova missão a Marte, para a qual, inclusive, foi selecionada uma professora e advogada de Porto Velho/RO. Abordou- se na reportagem, também, sobre a possibilidade de não estarmos sós no universo, supondo - se a existência de vida inteligente em outras galáxias. Quem sabe - pensei - poderão dar início à tentativa de povoar Marte em um futuro não muito distante, inclusive buscando solucionar graves problemas que se avizinham. Daí, fiquei a conversar com os meus botões: Por acaso, o início da povoação da Terra poderia ter ocorrido dessa forma? Não teriam, seres de outros planetas, vindo até aqui pra bisbilhotar, e dado origem ao homem?
Como sentenciou Shakespeare, "há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar nossa vã filosofia... ".
Os animais que voam, nasceram com asas. Há, Também, animais que, mesmo alados, mal conseguem um voo rasteiro, como as galinhas, por exemplo. O homem não tem asas, mas, para voar, usa a imaginação. Como isso nunca foi suficiente (ah, o homem, nada lhe basta!), veio um doido e inventou o avião. Mas o homem queria mais. E inventou o foguete espacial. Queria desvendar os mistérios do espaço sideral, desbravar os planetas, encontrar vida fora da Terra. Foi à Lua, depois a Marte... E nunca mais parou.
Assisti no Globo Repórter da última sexta - feira a uma matéria sobre uma nova missão a Marte, para a qual, inclusive, foi selecionada uma professora e advogada de Porto Velho/RO. Abordou- se na reportagem, também, sobre a possibilidade de não estarmos sós no universo, supondo - se a existência de vida inteligente em outras galáxias. Quem sabe - pensei - poderão dar início à tentativa de povoar Marte em um futuro não muito distante, inclusive buscando solucionar graves problemas que se avizinham. Daí, fiquei a conversar com os meus botões: Por acaso, o início da povoação da Terra poderia ter ocorrido dessa forma? Não teriam, seres de outros planetas, vindo até aqui pra bisbilhotar, e dado origem ao homem?
Como sentenciou Shakespeare, "há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar nossa vã filosofia... ".
COR DA PELE
O que é uma cor senão nada mais que uma cor? O que varia mesmo é como os olhos, janela da alma, veem as cores e as relaciona com o seu universo interior.
De que adianta o sol brilhar e ser dourado, se os olhos de quem vê não consegue captar o seu brilho e o enxerga cinza ou cor de sangue?
De que adianta a lua ser prata e quebrar a escuridão do céu, se os olhos que se voltam para o alto só veem escuridão?
De que adianta o sol brilhar e ser dourado, se os olhos de quem vê não consegue captar o seu brilho e o enxerga cinza ou cor de sangue?
De que adianta a lua ser prata e quebrar a escuridão do céu, se os olhos que se voltam para o alto só veem escuridão?
FÊNIX
(RÔ Campos)
Andei dias e noites
Debaixo de sol e de chuva
Enfrentei tempestades
Caí e levantei.
Alguns dias foram total escuridão
Outros, fachos de luz no breu
Sorri, chorei, parti, voltei
Tentei não perder a ilusão.
Certa noite, senti minhas forças se esvaindo
Minha vida quase se perdendo
Cansado, pensei em desistir
Abandonar o palco.
Mas, naquela noite, tive um sonho
Era tarde e eu queimava na fogueira que armei
Com a lenha que juntei com minhas mãos
Dos desertos por onde muito caminhei.
E quando o vento da manhã soprou as cinzas
Descobri que ainda havia brasa
E feito Fênix das cinzas eu renasci.
Andei dias e noites
Debaixo de sol e de chuva
Enfrentei tempestades
Caí e levantei.
Alguns dias foram total escuridão
Outros, fachos de luz no breu
Sorri, chorei, parti, voltei
Tentei não perder a ilusão.
Certa noite, senti minhas forças se esvaindo
Minha vida quase se perdendo
Cansado, pensei em desistir
Abandonar o palco.
Mas, naquela noite, tive um sonho
Era tarde e eu queimava na fogueira que armei
Com a lenha que juntei com minhas mãos
Dos desertos por onde muito caminhei.
E quando o vento da manhã soprou as cinzas
Descobri que ainda havia brasa
E feito Fênix das cinzas eu renasci.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
CENTO E VINTE PALAVRAS
(RÔ Campos )
Uma conta que não bate
Uma ferida que não sara
Um amor pra toda vida
Uma saudade que não para.
Por onde andas, não sei
O que fazes, também não
A única coisa que sei
É contar estrelas no céu.
Desde quando foste pra longe
Perdi a noção das coisas
Me perdi procurando um sinal
Nas curvas dessa longa estrada.
Foi num dia muito estranho
Uma dor que não acaba
Te arrancaram do meu peito
No meio de triste madrugada.
Não há dia sem lembrar
Segundo sem pensar em ti
Sinto até hoje teu cheiro
Sinto teu beijo me tocar.
Uma conta que não bate
Uma ferida que não sara
Um amor pra toda vida
Uma saudade que não para.
Uma conta que não bate
Uma ferida que não sara
Um amor pra toda vida
Uma saudade que não para.
Por onde andas, não sei
O que fazes, também não
A única coisa que sei
É contar estrelas no céu.
Desde quando foste pra longe
Perdi a noção das coisas
Me perdi procurando um sinal
Nas curvas dessa longa estrada.
Foi num dia muito estranho
Uma dor que não acaba
Te arrancaram do meu peito
No meio de triste madrugada.
Não há dia sem lembrar
Segundo sem pensar em ti
Sinto até hoje teu cheiro
Sinto teu beijo me tocar.
Uma conta que não bate
Uma ferida que não sara
Um amor pra toda vida
Uma saudade que não para.
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