(RÔ Campos)
Acorda! Olha pela janela!Vem ver! É de manhã! O sol já chegou! É hora de levantar!
Olha só, o céu tá ficando escuuuuro! Por quê? Cadê o sol? Pra onde ele foi?
Já é noite! Olha a lua! Ela tá tão bonita! Onde a lua mora? Eu quero ir lá na lua! Mas por que a lua vive tão alto? Posso colocar uma escada para eu tocar a lua?
Olha aquela estrela bem perto da lua! Por que ela fica ali? Como é grande essa estrela! Por que tem estrelas grandes e pequenas?
Vem! Vem pro quintal, pra ver como o céu tá tão bonito!
(Todas essas frases são ditas pelo meu neto Diogo, muitas vezes pela manhã, quando vai me acordar, à noite, quando se avizinha, ou quando vamos ao quintal, nas noites de lua cheia ou lua nova (ele compara a lua a uma bola, ou círculo), ou mesmo nas noites de lua crescente ou minguante (quando ele a compara a uma banana),
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
SOBRE A GRATIDÃO
(RÔ Campos)
Nunca espere nada de ninguém· Nem gratidão· Acostuma-te à falibilidade humana· Se alguém te for grato, registra nos haveres da tua contabilidade· Ao contrário, lançar a débito nunca vale a pena·
Nunca espere nada de ninguém· Nem gratidão· Acostuma-te à falibilidade humana· Se alguém te for grato, registra nos haveres da tua contabilidade· Ao contrário, lançar a débito nunca vale a pena·
AMO-TE
(RÔ Campos)
Amo-te·
Amo-te tanto que esqueci até de mim,
E vivo a contar os dias e as noites, esperando que tu regresses·
Amo-te, e é esse amor que me alimenta e me faz sonhar e crer que o sol vai voltar·
Amo-te·
Amo-te tanto, e o meu amor tem a estatura de um gigante e a certeza da eternidade·
Amo-te, e foi o teu amor que me ensinou
Que o amor tem razões que a Razão sempre me negou·
A PARTE QUE ME COMPETE
(RÔ Campos)
Vai dar tudo certo
Ainda que tudo pareça tão escuro
Que o céu se afigure tão longe
E o inferno pareça tão perto·
Vai dar tudo certo
Ainda que pareça tão tarde
Que os ventos soprem ao contrário
Tentando driblar minha sorte·
Vai dar tudo certo
Quando o trem do destino passar
Terei feito a minha parte
E tomarei o assento rumo à felicidade·
·
domingo, 11 de janeiro de 2015
OLHOS VENDADOS
(RÔ Campos)
Quando o sol bater no teu peito,
E, meio sem jeito, abrires a porta,
E deixares o sol entrar -
Trazendo a luz que te mostre aos olhos
Que tão rasas são as alegrias,
E tão falsos os amores e amigos
Que povoam as tuas folias -
Quem sabe, assim, então,
Esgotes os teus estoques de ilusão,
E voltes pra vida, desiludida,
Pra cuidar do que é teu.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
NAVEGAR
(RÔ Campos)
Pus-me a navegar por muitos rios da vida.
Nas descidas, sempre levada pela correnteza,
Vivia cheia de certezas:
A vida era algo muito fácil de ser vivido.
Nas voltas, subindo os rios,
Sempre navegando contra a correnteza,
Comecei a sentir a dureza que também é viver,
Mas hoje tenho a certeza de que não posso parar.
Navegar é tomar uma atitude em prol da vida.
Seja descendo ou subindo os rios.
Seja nas tempestades ou na calmaria.
Não temos outras escolhas.
O SILÊNCIO DA SOLIDÃO X OS ECOS DO PASSADO
(RÔ Campos)
Ai, solidão, não me apavora!
Faz algum tempo não te sinto.
Vivo tão cheia de tudo, e isso parece bom,
Mas é só em ti que eu me acho.
Ai, solidão, por que foste embora,
E me deixaste assim, tão perdida,
No meio de tanta gente que ri,
Enquanto minh´alma, triste, chora?
Ai, solidão, eu te preciso.
Vem cá, senta ao meu lado.
Quero ouvir o que me diz o teu silêncio,
E confrontar a tua voz com os ecos do passado.
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