terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
VIDA MESTRA
(RÔ Campos)
De tudo o que houve
De todas as coisas
Das horas consumidas
Dos amores vividos
E dos jogos perdidos
Das vitórias e dos fracassos
Dos risos e dos lamentos
De tudo o que houve
E do que ainda poderá vir
Tudo é o que sempre foi
O que nos resta
É réstia
Fogo, luz
Vida mestra.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
AGONIA E ECSTASY
(RÔ Campos)
É tão estranho
Ver pessoas queridas,
Perdidas na noite,
Sem rumo, sem prumo,
Sem chão, sem sonhos.
Às vezes, tão tristes,
Mentindo um sorriso
Na noite infame.
Às vezes agonia,
Outras vezes ecstasy.
É tão estranho...
O rosto medonho,
Os olhos vermelhos,
O que entra pela boca
E o que da boca sai.
A fuga da vida real,
O sobrenatural.
De repente,
Não sei quem é ela,
Ela não sabe de nós.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
TRANCA A PORTA, CORAÇÃO
(RÔ Campos)
Coração aberto, descuidado,
Pronto pra ser invadido, ocupado.
Portas escancaradas, ao léu,
Numa noite de céu estrelado.
Não te descuides, coração,
Dessas coisas da ilusão,
Que sempre foi terreno fértil
Pra se plantar desilusão.
Fecha, coração, a tua porta.
Diz o juízo: reforça a tranca,
Porque há um exército ávido, lá fora,
Esperando a hora de te invadir.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
NINHO DA PAIXÃO
(RÔ Campos)
Sou um louco apaixonado,
Que caminha pela vida embriagado.
Dizem por aí, que sou nobre.
Na vasta natureza muito farto.
Mas não há ninguém que saiba
O que é o meu viver, o meu fado,
Se do céu cai uma estrela
E o amor se extingue,
Um pedaço de mim se vai.
Pois quando uma estrela morre
E o amor se desfaz,
Eu também morro um pouquinho mais.
PRIMAVERA DO AMOR
(RÔ Campos)
O amor quando arrebenta
Abre o botão. Nasce a flor.
Não se sabe dos espinhos.
Não se sabe o que é dor.
Tem argila, tem adubo,
Nos jardins tão bem cuidados.
O sol se embrenhando nas folhas,
Muitos cravos amando as rosas.
Já chegou a primavera,
Pra florir os corações.
Bateu pernas o inverno
Foi morar noutra estação.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
SOFIA
(RÔ Campos)
O que é o meu saber
Senão saber que nada sei.
E quando eu chego a pensar
Que de alguma coisa eu sei,
Descubro saber menos
Do que tudo aquilo
Que eu penso que sei.
Assim é o meu saber,
Ou aquilo que consiste em pensar que sei:
Todo dia desaprendo
E de novo procuro aprender,
Que nesta vida nada se sabe,
A não ser que todo dia
Morre para depois nascer.
E quando o dia acaba de morrer,
Vem o meu saber e me diz
Que nada é para sempre.
E que tudo muda depois que eu me desnudo.
Que nada é absoluto. Mas tudo é relativo.
Que nada, nada, nada, absolutamente
É definitivo.
O que é o meu saber
Senão saber que nada sei.
E quando eu chego a pensar
Que de alguma coisa eu sei,
Descubro saber menos
Do que tudo aquilo
Que eu penso que sei.
Assim é o meu saber,
Ou aquilo que consiste em pensar que sei:
Todo dia desaprendo
E de novo procuro aprender,
Que nesta vida nada se sabe,
A não ser que todo dia
Morre para depois nascer.
E quando o dia acaba de morrer,
Vem o meu saber e me diz
Que nada é para sempre.
E que tudo muda depois que eu me desnudo.
Que nada é absoluto. Mas tudo é relativo.
Que nada, nada, nada, absolutamente
É definitivo.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
PORQUE TE ESPERO.
(RÔ Campos)
Eu vou te esperar.
Mesmo que eu siga em frente,
Sem parar no meio da estrada.
Ainda que minhas mãos fossem aladas.
A cada sol que nascer
E a cada lua que surgir,
Eu vou esperar por ti.
Porque assim quer meu coração
Que não se cansa de esperar.
E ainda que meus pés machuquem
E que o desânimo tente me abater,
Eu sempre vou ter coragem pra viver,
Meu único amor sincero e verdadeiro.
E se hoje vivo no tabuleiro das recordações
É porque desde sempre te espero.
Assinar:
Postagens (Atom)