terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
SEGURA NA MÃO DE DEUS
(RÔ Campos)
Segura na mão de Deus... e vai. Seja lá quem for Deus para você. Você tem que acreditar em algo que seja mais forte que a sua própria força. Você tem que acreditar ao menos na força do tempo, esse Deus implacável, que tudo vence. Então, segura na mão de Deus e vai em frente, enfrente, persista, resista, insista, mantenha-se vivo, porque tudo pode onde há vida...É covardia se entregar. E depois, passa, tudo passa, e isso também vai passar, você vai ver.
Segura na mão de Deus... e vai. Seja lá quem for Deus para você. Você tem que acreditar em algo que seja mais forte que a sua própria força. Você tem que acreditar ao menos na força do tempo, esse Deus implacável, que tudo vence. Então, segura na mão de Deus e vai em frente, enfrente, persista, resista, insista, mantenha-se vivo, porque tudo pode onde há vida...É covardia se entregar. E depois, passa, tudo passa, e isso também vai passar, você vai ver.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
TUDO O QUE A VIDA QUER DA GENTE É CORAGEM
Faz algum tempo que não falo sobre isso. Hoje, tive audiência cedo, na Justiça do Trabalho, como parte do meu trabalho voluntário junto à Pastoral do Emigrante, na causa dos haitianos refugiados em Manaus. É impressionante o que vem acontecendo com esses trabalhadores que tenho assistido, que prestam serviço na construção civil. A empresa sumiu. No acordo que fez, em uma outra ação, não pagou. Não localizamos nada, nem dinheiro, nem bens. Eis que hoje resolvi fazer um trabalho de busca, descobrir alguma coisa, principalmente porque sinto-me envergonhada, ao constatar tamanha maldade perpetrada contra essas pessoas tão desamparadas, tão despossuídas. Na verdade, a ré era (ou é, ainda, isso estou a pesquisar) uma dessas empresas interpostas (as chamadas terceirizadas), atuando numa obra gigantesca na Av. Constelação, na Morada do Sol, ou seja, construindo edificações para a classe média alta. O reclamante (autor da ação), até hoje, sequer viu a cor do dinheiro de suas verbas rescisórias. Um jovem haitiano, distante milhas e milhas de seu país, em busca de uma nova pátria, com a mulher (também haitiana) e uma filha, com menos de dois aninhos, nascida no Brasil, sem receber seus direitos trabalhistas fundamentais.
Mas hoje, mais uma vez, tive lições que me deixaram emocionada. A fortaleza desse povo me faz sentir pequenina, e, ao mesmo tempo, me encoraja. Um deles (esse que a empresa não pagou o acordo), está há quase dois anos aqui em Manaus, sem ver a mulher e quatro filhos, e a mãe, que agoniza num leito de hospital. Daqui a pouco ele viaja para o Haiti, graças a uns trocadinhos que foi guardando, das parcelas do seguro desemprego, cuja última recebeu no mês passado, e uma colaboração nossa, que parcelamos o restante em um cartão de crédito. Ele acreditava que fosse receber seu dinheirinho para poder viajar mais tranquilo, o que, dolorosamente, não aconteceu. Deixei-o em um outro lugar (uma obra), para receber R$ 350,00, de um trabalho que havia prestado, informalmente, de uma semana. Esse, o dinheiro que, se tiver recebido, levará em sua viagem de quase 40 dias, porque se fosse voltar antes o valor do bilhete chegaria aos 4.000,00, e não haveria como comprá-lo. Pois bem, ele me contou que alguém da empresa lhe teria mandado um recado, propondo pagar o valor do acordo sem a multa de 50%. Então, ele me disse: "Dra., se a senhora quiser fazer esse acordo, a senhora é quem sabe, mas eu não quero não. Já cheguei até aqui, posso até passar fome, eu aguento, porque eu acho que um homem tem que ter palavra. Eu acredito que a Justiça vai fazer ele me pagar o que me deve". Na verdade, ele pensa longe. Afirma para mim que gosta daqui (de Manaus), que quer continuar aqui, que tem muita oferta de trabalho, que muitos outros amigos dele estão bem, que ele também vai ficar bem. Quando voltar do Haiti, vai procurar trabalho. Quando receber seu dinheiro, vai comprar as passagens de sua mulher e de seus quatro filhos (uma menina de oito, uma de 14, uma de 15 e um rapaz de 17 anos), para trazê-los pra cá. Fala-me que sua mulher é muito boa, que o ajuda muito, e que vai também trabalhar. Nos últimos dias ele estava quase desesperando, temendo nem mesmo encontrar a mãe com vida. O nome dele é de um sábio hebreu. Ele vai conseguir, eu sei. A fome, a miséria, as tragédias já sofridas, toda a história de sofrimento desse povo, tornou-os mais fortes. Ele continua depositando todas as suas esperanças no seu trabalho e no Deus em que acredita.
Mas hoje, mais uma vez, tive lições que me deixaram emocionada. A fortaleza desse povo me faz sentir pequenina, e, ao mesmo tempo, me encoraja. Um deles (esse que a empresa não pagou o acordo), está há quase dois anos aqui em Manaus, sem ver a mulher e quatro filhos, e a mãe, que agoniza num leito de hospital. Daqui a pouco ele viaja para o Haiti, graças a uns trocadinhos que foi guardando, das parcelas do seguro desemprego, cuja última recebeu no mês passado, e uma colaboração nossa, que parcelamos o restante em um cartão de crédito. Ele acreditava que fosse receber seu dinheirinho para poder viajar mais tranquilo, o que, dolorosamente, não aconteceu. Deixei-o em um outro lugar (uma obra), para receber R$ 350,00, de um trabalho que havia prestado, informalmente, de uma semana. Esse, o dinheiro que, se tiver recebido, levará em sua viagem de quase 40 dias, porque se fosse voltar antes o valor do bilhete chegaria aos 4.000,00, e não haveria como comprá-lo. Pois bem, ele me contou que alguém da empresa lhe teria mandado um recado, propondo pagar o valor do acordo sem a multa de 50%. Então, ele me disse: "Dra., se a senhora quiser fazer esse acordo, a senhora é quem sabe, mas eu não quero não. Já cheguei até aqui, posso até passar fome, eu aguento, porque eu acho que um homem tem que ter palavra. Eu acredito que a Justiça vai fazer ele me pagar o que me deve". Na verdade, ele pensa longe. Afirma para mim que gosta daqui (de Manaus), que quer continuar aqui, que tem muita oferta de trabalho, que muitos outros amigos dele estão bem, que ele também vai ficar bem. Quando voltar do Haiti, vai procurar trabalho. Quando receber seu dinheiro, vai comprar as passagens de sua mulher e de seus quatro filhos (uma menina de oito, uma de 14, uma de 15 e um rapaz de 17 anos), para trazê-los pra cá. Fala-me que sua mulher é muito boa, que o ajuda muito, e que vai também trabalhar. Nos últimos dias ele estava quase desesperando, temendo nem mesmo encontrar a mãe com vida. O nome dele é de um sábio hebreu. Ele vai conseguir, eu sei. A fome, a miséria, as tragédias já sofridas, toda a história de sofrimento desse povo, tornou-os mais fortes. Ele continua depositando todas as suas esperanças no seu trabalho e no Deus em que acredita.
domingo, 9 de dezembro de 2012
ENFIM...O AMOR
(RÔ Campos)
O dia está a extinguir-se
O sol está a esvair-se
Logo vem outra luz surgindo
No breu da noite a lua parindo.
Enfim, entra a madrugada
Que depois deixa a porta aberta
Por onde a escuridão vaza, e entra o cio
Que, logo, logo, a manhã penetra.
Espera, que tudo passa
Um dia, tudo vai embora
Noutro, é alguém que chega
E vem o amor, que nunca falha.
OLHO NO LANCE
(RÔ Campos)
Não resisti. Liguei meu computador só para fazer esta postagem no Face e aproveitei para postá-la também aqui no blog.
Estava lendo A Crítica de ontem, sábado, quando deparei-me com a matéria em torno da malsinada PEC DA IMPUNIDADE, como ficou conhecida essa proposta indecente que quer impedir o Ministério Público de realizar investigações criminais, reservando-as apenas às polícias, um retrocesso sem precedentes, principalmente no combate à corrupção, já que essa instituição (Ministério Público Federal) tem sido fervorosa combatente ao crime organizado, desmantelando quadrilhas que sangram os cofres públicos com prática tão abominável.
Pois bem, nessa matéria, A Crítica comenta que, entre os parlamentares amazonenses em Brasília, que foram contatados pelo jornal, apenas Carlos Souza se mostrou favorável à indecente PEC, "argumentando" que o papel do Ministério Público é apresentar denúncia junto à investigação, tendo o parlamentar em questão requerido, ainda, que somente a polícia tenha o poder de investigar os crimes.
Aí eu fiquei, aqui, a me perguntar: Se o Ministério Público tem feito tão bem a tarefa de casa, procurando, escarafunchando, investigando, desmantelando quadrilhas e assombrosos esquemas de corrupção, redundando, inclusive, na condenação dos meliantes, a quem interessa retirar do MP essa atribuição constitucionalmente garantida pelo legislador constituinte da Carta Democrática de outubro de 1988, e limitá-la exclusivamente à polícia, que, ao que se sabe, sequer consegue executar suas tarefas mais tradicionais a contento, por razões que não nos fogem ao conhecimento?
Precisamos acordar para tão importante questão, pois esse movimento em prol da impunidade no Brasil vem de encontro a nossos anseios, lutas e conquistas em busca de um país melhor para nós e nossos descendentes, quando precisamos fechar o maior número de portas possíveis a evitar facilidades para que corruptos inveterados, tais vampiros, continuem a sangrar os cofres públicos, desviando verbas que deveriam ser utilizadas na educação, na saúde, na moradia, dentre outras, de interesse vital, principalmente da camada mais pobre do povo brasileiro.
Não resisti. Liguei meu computador só para fazer esta postagem no Face e aproveitei para postá-la também aqui no blog.
Estava lendo A Crítica de ontem, sábado, quando deparei-me com a matéria em torno da malsinada PEC DA IMPUNIDADE, como ficou conhecida essa proposta indecente que quer impedir o Ministério Público de realizar investigações criminais, reservando-as apenas às polícias, um retrocesso sem precedentes, principalmente no combate à corrupção, já que essa instituição (Ministério Público Federal) tem sido fervorosa combatente ao crime organizado, desmantelando quadrilhas que sangram os cofres públicos com prática tão abominável.
Pois bem, nessa matéria, A Crítica comenta que, entre os parlamentares amazonenses em Brasília, que foram contatados pelo jornal, apenas Carlos Souza se mostrou favorável à indecente PEC, "argumentando" que o papel do Ministério Público é apresentar denúncia junto à investigação, tendo o parlamentar em questão requerido, ainda, que somente a polícia tenha o poder de investigar os crimes.
Aí eu fiquei, aqui, a me perguntar: Se o Ministério Público tem feito tão bem a tarefa de casa, procurando, escarafunchando, investigando, desmantelando quadrilhas e assombrosos esquemas de corrupção, redundando, inclusive, na condenação dos meliantes, a quem interessa retirar do MP essa atribuição constitucionalmente garantida pelo legislador constituinte da Carta Democrática de outubro de 1988, e limitá-la exclusivamente à polícia, que, ao que se sabe, sequer consegue executar suas tarefas mais tradicionais a contento, por razões que não nos fogem ao conhecimento?
Precisamos acordar para tão importante questão, pois esse movimento em prol da impunidade no Brasil vem de encontro a nossos anseios, lutas e conquistas em busca de um país melhor para nós e nossos descendentes, quando precisamos fechar o maior número de portas possíveis a evitar facilidades para que corruptos inveterados, tais vampiros, continuem a sangrar os cofres públicos, desviando verbas que deveriam ser utilizadas na educação, na saúde, na moradia, dentre outras, de interesse vital, principalmente da camada mais pobre do povo brasileiro.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
OS OUTROS SÃO OS OUTROS
Sempre fiz assim, a minha caminhada. É aquele negócio: você vai seguindo a sua estrada, segurando um copo com as mãos, cheio d'água. Tudo o que você tem a fazer é manter os olhos no copo, olvidando os traseuntes à direita e à esquerda, impedindo, assim, que a água transborde. Pois, se você tirar os olhos do seu foco e prestar atenção nos outros...
Para mim, parafraseando a canção: os outros são os outros. Nada mais. E eu...sou eu, sou do mundo, não sou de ninguém".
Para mim, parafraseando a canção: os outros são os outros. Nada mais. E eu...sou eu, sou do mundo, não sou de ninguém".
RODRIGO: FOI-SE UM PEDAÇO DE NÓS. FICARAM OS LAÇOS QUE NÃO SE DESFAZEM JAMAIS
Triste. Já estava adormecendo e recebi um telefonema de minha amiga Íria, a Loura, dona do ET Bar, dando-me a notícia de que Rodrigo faleceu na quarta-feira passada. Rodrigo era um senhorzinho carioca, que há muitos anos morava em Manaus. Nunca se casou, não teve filhos e não tinha nenhum familiar por estas bandas. Rodrigo casou-se com a boêmia. Segundo Íria, era o mais autêntico boêmio destas paragens. Foi-se o último boêmio, na acepção literal da palavra. Adorava o sorriso e a alegria de Rodrigo. Adorava vê-lo tocar o tamborim com uma sutileza invejável. Adorava ouvi-lo cantar, muito embora o fizesse tão poucas vezes. Adorava quando, ao me ver chegar no ET Bar, Rodrigo abria seus braços, beijava-me, demonstrava felicidade por eu estar ali. Íria disse-me que o funeral de Rodrigo foi lindo. Muitos cantores entoaram seu canto para aquele cuja vida foi um verdadeiro encanto, embalada pela música e pelo prazer de viver. Infelizmente esqueceram de mim. Gostaria muitíssimo de ter dado meu último adeus a Rodrigo. Mas o seu sorriso e alegria contagiante, a batida sutil no tamborim e o seu canto sempre estarão nos quatro cantos do ET Bar, como a nos brindar, numa celebração à vida, que é bonita, é bonita e é bonita,
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