(RÔ Campos)
Sinto um desejo indizível
De me entregar ao mar
E nadar...nadar...nadar
No mar do meu coração
Ora calmo, ora revolto
Mas sempre navegante...
Amar nas altas marés
Quando o mar se acomoda,
E as ondas se deitam
Mas só sei amar assim
Quando o mar do meu coração se agita
Nas procelas
E rebenta.
Ah, essa doce calmaria
Quem diria,
Estagnar o mar
Do meu coração
Que, estanque
Se fecha para os ventos
Das grandes paixões
Essas paixões que embriagam
Como os vinhos jovens
Perfumados
Marcantes.
sábado, 26 de novembro de 2011
IMAGINÁRIO
(RÔ Campos)
Estrela cadente
Por onde ela anda
Eu não sei
Só sei que partiu
Dizendo que voltaria
Foi ver sua Constelação
Família
Havia 10 anos não via.
Era mês de festa
Dezembro
Nasceu o Menino
Jesus.
Estrela cadente
Deixou o meu céu
Tão escuro... o meu céu
...Solitário.
E como a mitigar minha dor
Ainda vejo essa estrela
No céu
Do meu imaginário.
Estrela cadente
Por onde ela anda
Eu não sei
Só sei que partiu
Dizendo que voltaria
Foi ver sua Constelação
Família
Havia 10 anos não via.
Era mês de festa
Dezembro
Nasceu o Menino
Jesus.
Estrela cadente
Deixou o meu céu
Tão escuro... o meu céu
...Solitário.
E como a mitigar minha dor
Ainda vejo essa estrela
No céu
Do meu imaginário.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
LIBERDADE! LIBERDADE!
Viva a liberdade de expressão!! Viva a liberdade em toda a sua glória!!!!! Nada é mais vital para o ser humano, além do gozo pleno da saúde, do que o gozo pleno da liberdade. Nascemos essencialmente livres e livres devemos viver. Livres para fazermos nossas escolhas, para traçarmos os nossos destinos, para perseguirmos nossos sonhos, para amarmos e vivermos com quem decidirmos. Livres para ir e vir. Esse é um direito fundamental de todo cidadão que vive em um mundo livre. Quem assim não pensar, que se mude para Coreia, Cuba, Líbia, China...E vá ser feliz por lá...(RÔ Campos)
AINDA SOBRE PAULA FERNANDES
(Comentário que acabei de fazer em minha postagem sobre o caso Paula Fernandes, no Facebook. Republico aqui como quem lança algo no ventilador, para que todos tenham oportunidade de tomar conhecimento)
"Não costumo fazer comentários sobre a personalidade e comportamentos de pessoas que eu conheço, que dirá daquelas que não conheço, sejam pessoas comuns ou artistas. Minha analise e postagem não tem nada a ver com isso. Refiro-me a questões artísticas e de mercado, exclusivamente. Jamais compartilharia opiniões sobre o que não conheço, não vi, não presenciei, não sei, talvez até pela minha formação jurídica. Não posso falar ou dar testemunho sobre o que eu "ouvi dizer". Tenho minhas opiniões próprias, sempre baseadas na análise dos fatos. Não sou Maria vai com as outras. É muito perigoso julgar. Geralmente, julga-se pelo que se ouve dizer, pelo que se vê na superfície, esquecendo-se o "todo". É mais temerário, ainda, condenar. É muito fácil ser pedra. Agora, sobre o que você se referiu, Cileno, se a moça é pedante ou se acha a rainha da cocada, ela não difere de muitos artistas daqui e dalhures. Conheço cada um(a), meu amigo, que até Deus duvida de sua criatura. Com as devidas exceções, é claro, é muito ego e superego, como se artista fosse o bicho da goiaba do universo. E tem um bocado que se acha...quando não passa de nadica de nada. Muito disso ficou escancarado, aqui, pelo menos, com esse imbróglio de OMB. Quanta gente do lado de lá, anônima, medíocre, inflada, se achando, constrangendo o artista de verdade!? Pra terminar, quero lhe dizer que li os vários comentários sobre esse caso, na postagem que você fez em seu mural. É engraçado, o pessoal diz defender tanto os nossos artistas, invoca que devem ser valorizados, que aqui tem isso e aquilo, mas na hora de incentivar de verdade, de comprar CDs, de ir aos shows...Cadê? Cadê? Cadê. Ou, como dizia meu filho, quando criança: Queide? A mesma coisa digo dos shows nacionais que já produzi aqui. Tanta coisa boa e público que é bom, nerusca de petibiriba. Então, deixemos em paz as pessoas que gostam, que seguem a moça, que compram seus CDs e DVDs, que vão aos shows, que são felizes assim, mesmo a despeito de ela ser "pedante" e "se achar a rainha da cocada". Ora porra, eles não querem comprar, ir aos shows? O dinheiro não é deles? O gosto não é deles? Se porventura eles se sentirem violados, humilhados etc, eles saberão se manifestar, se defender. Eles terão esse direito, porque seriam os ofendidos. Como disse Luiz Lauschner (pai do William, do Porão do Alemão), em postagem ontem, aqui no Face, mais ou menos assim: se você não gosta de gay, então não se case com um.
"Não costumo fazer comentários sobre a personalidade e comportamentos de pessoas que eu conheço, que dirá daquelas que não conheço, sejam pessoas comuns ou artistas. Minha analise e postagem não tem nada a ver com isso. Refiro-me a questões artísticas e de mercado, exclusivamente. Jamais compartilharia opiniões sobre o que não conheço, não vi, não presenciei, não sei, talvez até pela minha formação jurídica. Não posso falar ou dar testemunho sobre o que eu "ouvi dizer". Tenho minhas opiniões próprias, sempre baseadas na análise dos fatos. Não sou Maria vai com as outras. É muito perigoso julgar. Geralmente, julga-se pelo que se ouve dizer, pelo que se vê na superfície, esquecendo-se o "todo". É mais temerário, ainda, condenar. É muito fácil ser pedra. Agora, sobre o que você se referiu, Cileno, se a moça é pedante ou se acha a rainha da cocada, ela não difere de muitos artistas daqui e dalhures. Conheço cada um(a), meu amigo, que até Deus duvida de sua criatura. Com as devidas exceções, é claro, é muito ego e superego, como se artista fosse o bicho da goiaba do universo. E tem um bocado que se acha...quando não passa de nadica de nada. Muito disso ficou escancarado, aqui, pelo menos, com esse imbróglio de OMB. Quanta gente do lado de lá, anônima, medíocre, inflada, se achando, constrangendo o artista de verdade!? Pra terminar, quero lhe dizer que li os vários comentários sobre esse caso, na postagem que você fez em seu mural. É engraçado, o pessoal diz defender tanto os nossos artistas, invoca que devem ser valorizados, que aqui tem isso e aquilo, mas na hora de incentivar de verdade, de comprar CDs, de ir aos shows...Cadê? Cadê? Cadê. Ou, como dizia meu filho, quando criança: Queide? A mesma coisa digo dos shows nacionais que já produzi aqui. Tanta coisa boa e público que é bom, nerusca de petibiriba. Então, deixemos em paz as pessoas que gostam, que seguem a moça, que compram seus CDs e DVDs, que vão aos shows, que são felizes assim, mesmo a despeito de ela ser "pedante" e "se achar a rainha da cocada". Ora porra, eles não querem comprar, ir aos shows? O dinheiro não é deles? O gosto não é deles? Se porventura eles se sentirem violados, humilhados etc, eles saberão se manifestar, se defender. Eles terão esse direito, porque seriam os ofendidos. Como disse Luiz Lauschner (pai do William, do Porão do Alemão), em postagem ontem, aqui no Face, mais ou menos assim: se você não gosta de gay, então não se case com um.
QUEM SABE
(RÔ Campos)
Alô! Alô!
Tem alguém aí?
Ninguém responde...
Todos estão surdos!?
Ou sou eu que já não escuto?
Estará o mundo perdido?
Eu não acredito.
Ninguém é perfeito.
Nada é pra sempre.
Tudo bem,
Mas o mundo ainda tem jeito.
Deve ter.
Deve haver algum lugar, além da Terra
Quem sabe, Vênus
Quem sabe, Marte.
Deve haver também vida inteligente
Em alguma outra parte.
Alô! Alô!
Tem alguém aí?
Ninguém responde...
Todos estão surdos!?
Ou sou eu que já não escuto?
Estará o mundo perdido?
Eu não acredito.
Ninguém é perfeito.
Nada é pra sempre.
Tudo bem,
Mas o mundo ainda tem jeito.
Deve ter.
Deve haver algum lugar, além da Terra
Quem sabe, Vênus
Quem sabe, Marte.
Deve haver também vida inteligente
Em alguma outra parte.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
CORAGEM (RÔ Campos)
Vá!
Deixe as trilhas no caminho,
Para você não se perder, quando quiser voltar.
Vá!
Esculpa o seu próprio destino.
Vá!
Não custa nada. Basta a vontade de ir.
Vá!
Arme-se contra o desestímulo, a desesperança.
Vá!
Acredite, você vai conseguir.
Vá!
É muito bom partir
E edificar os sonhos que sonhou.
Vá!
E será muito bom também voltar.
Mesmo que as coisas não se concretizem.
Mesmo que as coisas não aconteçam como você sonhou.
Não fique parado, aí, como uma estátua que não se move.
Que só tem à sua frente um horizonte, que nem mesmo vê.
Que não se volve para o passado, nem para os lados.
Vá!
Terá valido a pena ter ido.
Terá valido a pena ter voltado.
Terá valido a pena ter tentado.
Terá valido a pena ter vivido.
Vá!
Volte!
E nunca mais serás o mesmo.
Deixe as trilhas no caminho,
Para você não se perder, quando quiser voltar.
Vá!
Esculpa o seu próprio destino.
Vá!
Não custa nada. Basta a vontade de ir.
Vá!
Arme-se contra o desestímulo, a desesperança.
Vá!
Acredite, você vai conseguir.
Vá!
É muito bom partir
E edificar os sonhos que sonhou.
Vá!
E será muito bom também voltar.
Mesmo que as coisas não se concretizem.
Mesmo que as coisas não aconteçam como você sonhou.
Não fique parado, aí, como uma estátua que não se move.
Que só tem à sua frente um horizonte, que nem mesmo vê.
Que não se volve para o passado, nem para os lados.
Vá!
Terá valido a pena ter ido.
Terá valido a pena ter voltado.
Terá valido a pena ter tentado.
Terá valido a pena ter vivido.
Vá!
Volte!
E nunca mais serás o mesmo.
FRUTUOSO: QUE DÁ MUITOS FRUTOS (RÔ Campos)
Estava comentando há pouco em postagem de um amigo do Face, sobre o fato de que não existem mais papais como o meu. Não era letrado, estudou até a quinta série do antigo curso primário, mas era ele quem corrigia nossas provas quando chegávamos em casa. Mesmo as provas de outras disciplinas, que não o português, ele corrigia as perguntas formuladas que porventura tivessem erro e nos falava para mostrarmos aos nossos professores. Contestávamos, mas ele insistia que tínhamos que mostrar, que aquilo era uma vergonha. "Como podia um professor formular quesitos com erro de português" - dizia ele. Outra coisa: em nossa casa jamais faltou um "pai dos burros" (um Aurélio, ou dicionário, para quem não sabe). Mas sempre perguntávamos primeiro a ele o significado de determinada palavra. Se ele não soubesse responder, dizia: vai ver no pai dos burros. Infelizmente, não se fabricam mais papais como o meu. Frutuoso - esse era o seu nome. Significado: de muitos frutos. Bendito seja, sempre!
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