terça-feira, 15 de novembro de 2011

REPÚBLICA...DAS BANANAS!

Vou escrever logo uma frase que está fresquinha aqui na minha cabeça, antes que eu esqueça:

"Pra que tanta empáfia, tanto empavonamento, se tudo se vai num instante? A vida é uma caixinha de surpresa. Agora, estamos aqui, mas nada sabemos sobre o segundo seguinte. Não há controle remoto para o imprevisível, o imponderável, e nem Jobs no mundo para inventá-lo. A natureza, inacaba, e que há bilhões de anos movimenta-se, revolve-se, revoluteia-se, é implacável.
Aos tiranos de plantão. Aos arrogantes. Aos vaidosos. Aos que pensam que são o dono do mundo, deuses, semi-deuses. Aos avarentos. Aos preconceituosos. Aos chefes das capitanias hereditárias e donos de feudos (adoradores do nepotismo, sanguessugas do dinheiro público, "honrados" corruptos, néscios). Aos que pensam que vão virar pedra, um AVISO: O mundo vai acabar, sim. Felizmente! Todos vocês também vão morrer. E toda a sua geração. Ou vão ser devorados pelos vermes da terra, e se tornarão menos que um deles (pois eles têm uma grande importância para a humanidade); ou se tornarão cinzas (sem que deixem, ao menos, sombra); ou, quem sabe, desaparecerão no breu da escuridão (nas águas do mar, dos rios, nas matas, no gelo, no nada...)" (RÔ Campos)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

RECORDAR É VIVER

Hoje, se ele ainda estivesse aqui, entre nós, JORGE AON completaria (se o alemão não está a me confundir) 80 anos. Uma das pessoas mais inteligentes que conheci nesta vida. Uma das pessoas mais importantes, juntamente com meus pais e minha irmã Rosalba, na minha formação, tanto acadêmica como humana. Desde que ele se foi, minha vida nunca mais foi a mesma. Havia entre nós um selo, um elo, um sentimento tão profundo, tão profundamente marcante, que viverá por todo o sempre. Eu perdi aquele que considerava o meu segundo pai, meu amigo, o que me ensinou tantas coisas, inclusive o caminho para a escrita, meu primeiro chefe (quando comecei a trabalhar na BRASILJUTA, aos 14 anos,, em 1973), meu parceiro de dominó, meu confidente, meu ombro e eu o ombro dele. Não havia uma pergunta que eu lhe fizesse que não tivesse uma resposta...Quando ele partiu, repentinamente, em 12 de maio de 2005, e sepultou-se no dia 13 (data da assinatura da Lei Áurea, marco do início da libertação dos negros arrancados de sua África, de seu calvário), ele libertava-se das agruras deste mundo, e deixava um vazio em nossas vidas, dantes tão cheias de seus ensinamentos, de seu carinho, de sua atenção, de seu amor...e de sua teimosia. Mas não uma teimosia insensata. Escorpião, assim como eu, ele não se dava por vencido em seus propósitos. Ele pode até ter adiado algumas coisas, como nossa viagem ao Líbano, para conhecer a terra de seus ancestrais. Como nossa viagem as Minas Gerais, seu berço, para rever os seus, sua filha Cidinha (temos a mesma idade e nos tornamos amigas-irmãs) e conhecer seus netos. Mas ele nunca desistiu de nada a que se propunha fazer. Ele era um teimoso sonhador e me contagiou. Se ele ainda estivesse aqui, entre nós, hoje, com certeza, amanheceríamos o dia jogando dominó, tomaríamos um vinho gostoso, acompanhado de queijos, palmito, tomate seco, aspargo, tomate cereja com orégano, regado ao azeite de oliva. Mas ele não está mais aqui...e só me resta recordar. Recordar é viver!
Eu só sei dizer, Jorge Aon, que eu te amo desde sempre!!!!!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CITAÇÕES

"Preste bem atenção quando a tristeza chegar. Não feche a porta. Deixe a tristeza entrar. Perscrute. Reflita. Tente saber para onde ela quer te levar. Nada volta. Tudo segue adiante, assim como os dias e as noites. A tristeza abre nossos olhos para a vida, para o amanhã. A alegria apenas nos concede o gozo momentâneo. Viva cada uma delas no seu instante. Depois, tudo passa..."
~~~~~~~~ (RÔ Campos)~~~~~~

DESERTOS

(RÔ Campos)

Somos todos caminhantes
Num deserto de multidões
Ou uma multidão de desert0s.

Somos todos errantes
Sob um céu tão distante
Julgamos e condenamos
Somos juízes. Reus...jamais!

Aos inimigos, os rigores da lei
Aos amigos, todos os seus favores
Oh, quanta cordialidade!
Oh, quanta cordialidade!

Muitos somos os peregrinos
Há tantos sem rosto
Nos campos, com a foice
Nas cidades, com o martelo
Desertos!

Oásis...não nos pertencem
Os tiranos os lotearam
É onde se refestelam
Em seus palácios, suas alcovas

Somos perdidos
Andantes
Num deserto de multidões
Ou numa multidão de desertos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ECOS DO ÂMAGO

(RÔ Campos)

Dentro de mim há sons e ritmos
Harmonia
Melodia
Rebuliço
Rios que correm
Sedentos.
Dentro de mim há pássaros que cantam
O vento que assobia
Uma floresta em desalinho
Temporais
Avalanches
Noites
Meio-dia.
Dentro de mim há uma África inteirinha
Seus tambores e gemidos
Seus gritos e lamentos
Espalhados pelo mundo
E há também o seu canto.
Dentro de mim há muitas etnias
Todas as Américas
Europa e Ásia
E também Oceania.
Dentro de mim há poesia
(Janela de minh!alma!).
Dentro de mim há erudição
Samba e Choro
Vastidão...
Dentro de mim há espanto
Alegria
Amor
E dor.
É tudo isso que canto
Com minhas mãos:
O canto que ecoa
De todas as Nações.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DESVARIO

(RÔ Campos)

Quando estou amando
Fico surda
Só escuto o amor falar
Quando estou amando
Fico muda
Só falo com o olhar
Ao ver o amor chegar
Quando estou amando
Fico cega
Só vejo o amor entrar
Quando estou amando
Não tenho os pés no chão
Vivo a flutuar
Quando estou amando
Perco os sentidos
Não sou mais que um mendigo
Estendo as mãos, imploro
Quero o amor pra mim
Para estar sempre comigo
Quando estou amando
Tudo em mim é desvario
Esqueço do mundo
Me perco
Não sei mais quem sou eu
Eu sou o outro
Que vive dentro de mim.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS, JÁ DIZIA MINHA VÓ

Eu acredito que não deverei mais tocar neste assunto, mas, vamos lá. Acordei e tenho o hábito de, antes de levantar-me, ficar na minha caminha conversando com os meus travesseiros. Pus-me a divagar sobre a guerra entre o bem e o mal que tomou conta do país, tendo como figura central o ex-presidente Lula. Os seus defensores, de sua política, de seu governo, do petismo, de sua dor, ou seja, aqueles que se julgam o Bem, tiriricas com o outro lado, a vertende que eles consideram o Mal, que começou com uma inofensiva piada (ao qual juntaram-se alguns outros e aumentaram o tom da brincadeira, cada qual à sua maneira), iniciou uma campanha de defesa bizarra, postando no Face cartazes com frases de apoio ao ex-presidente, que juram haver mudado este país, quando, a meu ver, mudou ele, o quê pudemos constatar quando trocou a cobertura de zinco de seu telhado por vidro. Mas o assunto é muito extenso e não vou me alongar, nesta postagem, até porque nem entendo muito bem dessas coisas. No entanto, parece-me que não tem sido o ex-presidente, o desrespeitado, como sustentam os seus fieis combatentes. Se for verdade mesmo (o que desconheço), que o Lula declarou, quando presidente, que o SUS era o sonho de consumo de todo brasileiro, conclamando a todos para que o usassem, assinando embaixo, como a fornecer um verdadeiro certificado de garantia. Se for verdade que ele afirmou que o SUS era a menina dos olhos do seu governo. Que não havia coisa similar em todo o mundo, inclusive no primeiro (já que somos segundos e terceiros). Que o SUS é o tal no tratamento do câncer. Então, me desculpem seus aliados (e quero logo esclarecer que não pertenço a nenhum partido, que não aprecio essa coisa de partido, pois gosto de tudo que é inteiro, que não defendo nenhum governo, que tudo o que desejo nesta vida é que todos nós tenhamos dignidade e possamos ser felizes), mas foi o próprio Lula quem abriu as portas para esses desatinos. Foi o próprio Lula que, no posto de presidente do país, mentiu - e mentiu escancaradamente, tripudiando o povo, para quem ele afirmava governar. Imaginem vocês quando um deles ouviu as declarações de Lula na TV (se é que foi assim), de que o SUS era maravilhoso, o quê não deve ter desejado para ele. Só quem vive os (des)caminhos desse sistema vergonhoso sabe o que é sofrer. E o Lula brincou com a dor do povo, a que mais fere, a que mais deprime, a que mais desespera. Que fizesse ao menos o mínimo. Que ficasse calado, ao invés de, nessa seara, meter-se a fazer declarações irresponsáveis, como se estivesse falando de jogo (de futebol), pois que trata-se de um jogo, sim, mas do jogo da vida, esse que os times mais fracos sempre perdem.