(RÔ Campos)
Do pouco que penso que sei
Descubro que não sei nada
Tudo é nada, é o que sei
E sei também que pensei.
Sei dos teus castigos
Sei dos castigos meus
Sei dos nossos ais
Dos ais dos outros, eu não sei.
Vais negar?
Ah, tudo se vai com a ribanceira.
Depois da tempestade, a bonança.
Depois da bonança, haja temporal.
Primos, pares, números naturais.
Tudo é número neste universo.
Menos, mais, multiplicando, dividendo.
O dinheiro, o capital.
Até o amor tem quatro letras
O ódio? - quatro também
O amor é a Palavra
O ódio? - um mal que o mau tem.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
CD PORTO DE LENHA - DE ZECA TORRES, O TORRINHO
Depois de insistentemente cobrado, Zeca Torres decidiu relançar seu CD PORTO DE LENHA, contando com nova capa, de belíssima concepção, diga-se de passagem. Aqueles que não conseguiram adquirir o belo trabalho de Zeca Torres, terão essa segunda chance, inclusive quem mora fora de Manaus, desde que o comprador assuma as despesas decorrentes do envio através dos Correios. Essa obra-prima da música amazonense pode ser adquirida através do celular (92) 9148-3238, com Priscila, ou pelo email bentescampos@gmail.com (com essa que vos escreve). Corra, corra, que a lenha vai queimar num átimo.
Ah, o precinho: apenas R$ 20,00 (vinte reais), para adquirir esse mimo.
Ah, o precinho: apenas R$ 20,00 (vinte reais), para adquirir esse mimo.
FREMIR
(RÔ Campos)
Me olhas
E o teu olhar
É como um flash.
Me sorris
E o teu sorriso
É como um lírio que se abre.
Me tocas
E tuas mãos
São como um bálsamo.
Me roças
E teus suspiros
São frases que me enlaçam.
Me beijas
E o teu gemido
É também o meu frêmito.
Me despes
E teus braços
São fortaleza que me prendem.
Me amas
E o teu gozo
É o gozo meu que te inflama.
Me olhas
E o teu olhar
É como um flash.
Me sorris
E o teu sorriso
É como um lírio que se abre.
Me tocas
E tuas mãos
São como um bálsamo.
Me roças
E teus suspiros
São frases que me enlaçam.
Me beijas
E o teu gemido
É também o meu frêmito.
Me despes
E teus braços
São fortaleza que me prendem.
Me amas
E o teu gozo
É o gozo meu que te inflama.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O AMOR QUANDO VEM
(RÔ Campos)
O amor,
Quando ele vem, ah, o amor!
Não se intimida com a porta trancada,
Destabanado,
Vai entrando sem bater.
Vem sem medo, feito louco,
Moleque atrevido, surdo,
Sem tino, imprudente,
Nem se importa com o sofrer.
Ah, o amor, esse amor apressado,
Que vem a galope, ligeiro,
E nem se cansa de correr.
Alguns chegaram assim,
De súbito
Invadindo a minha sala
Puseram-se a jantar
Em mesa posta, farta,
A se empanzinar.
Logo me desiludi.
Outros entraram pelo jardim,
Engalanados,
Trazendo presentes que pareciam finos.
Na verdade eram coisas baratas,
Colchas de tecidos ordinários
Logo me aborreci.
Ah, o amor e suas travessuras
Uma noite chegou aqui.
Olhou-me com timidez,terno, manso
Logo o acolhi por inteiro
Dentro de meu coração vagabundo
Que hoje não mais vive errante
É prisioneiro.
O amor,
Quando ele vem, ah, o amor!
Não se intimida com a porta trancada,
Destabanado,
Vai entrando sem bater.
Vem sem medo, feito louco,
Moleque atrevido, surdo,
Sem tino, imprudente,
Nem se importa com o sofrer.
Ah, o amor, esse amor apressado,
Que vem a galope, ligeiro,
E nem se cansa de correr.
Alguns chegaram assim,
De súbito
Invadindo a minha sala
Puseram-se a jantar
Em mesa posta, farta,
A se empanzinar.
Logo me desiludi.
Outros entraram pelo jardim,
Engalanados,
Trazendo presentes que pareciam finos.
Na verdade eram coisas baratas,
Colchas de tecidos ordinários
Logo me aborreci.
Ah, o amor e suas travessuras
Uma noite chegou aqui.
Olhou-me com timidez,terno, manso
Logo o acolhi por inteiro
Dentro de meu coração vagabundo
Que hoje não mais vive errante
É prisioneiro.
O MUNDO INTERIOR
(RÔ Campos)
O mundo que você vê no lado de fora, o quadro que você pinta, na verdade é o mundo que há dentro de cada um de nós. Num instante de tristeza, ninguém sente o perfume das flores, ninguém vê a beleza da rosa, pois, nesse momento, as portas do nosso jardim interior e as janelas de nossa alma estão fechadas e não recebem a luz do sol, do rei sol que nos dá vida.
Moral da história: tudo nasce no nosso interior. As coisas se processam de dentro para fora, e não de fora para dentro.
Nossas reações e sentimentos ocorrem de conformidade com o nosso estado de espírito. Portanto, se eu estou bem comigo mesma, se eu estou feliz, podem atirar lama sobre mim que eu não chafurdarei. E se por acaso se der o contrário, se eu estiver triste, não me mandem flores.
O mundo que você vê no lado de fora, o quadro que você pinta, na verdade é o mundo que há dentro de cada um de nós. Num instante de tristeza, ninguém sente o perfume das flores, ninguém vê a beleza da rosa, pois, nesse momento, as portas do nosso jardim interior e as janelas de nossa alma estão fechadas e não recebem a luz do sol, do rei sol que nos dá vida.
Moral da história: tudo nasce no nosso interior. As coisas se processam de dentro para fora, e não de fora para dentro.
Nossas reações e sentimentos ocorrem de conformidade com o nosso estado de espírito. Portanto, se eu estou bem comigo mesma, se eu estou feliz, podem atirar lama sobre mim que eu não chafurdarei. E se por acaso se der o contrário, se eu estiver triste, não me mandem flores.
domingo, 15 de maio de 2011
Tristezas do Jeca / Palhaço - MEHMARI PIANO SOLO
O piano é uma espécie de brinquedinho de André Mehmari. Ele faz o que bem quer, o que bem entende. O piano entra nele. Ele entra no piano. André Mehmari penetra em outra dimensão do Cosmo. E também nos eleva para muito além do céu. É um sentir inominável. Um gozo indescritível, provocando na alma (como disse em um texto que escrevi sobre música e poesia), um verdadeiro orgasmo.
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