Finalmente pude dar uma chegada no Sambaqui, do grupo Ases do Pagode, e matar a saudade de mais de 20 anos. Sim, eu era seguidora assídua do grupo, acredito que entre 1987/1989, batendo cartão no Clube do Samba sem quase nenhuma falta.Saudades do Clube do Samba, onde também assisti a inesquecíveis shows do grupo Fundo de Quintal, por exemplo, o que quase não se vê mais em Manaus, restrita , com raríssimas exceções, a eventos de pagode chinfrim. Depois co Clube do Samba, ainda acompanhei o grupo quando passou a tocar num local ao lado do antigo Cine Ypiranga, também na Cachoeirinha, quando a podridão humana ceifou a vida do Inácio, um dos integrantes do grupo, formado por cariocas que vieram para Manaus a serviço da Aeronáutica. Houve um tempo, bem depois, em que o Ases passou uma temporada apresentando-se no antigo Marreiros, no Parque Dez, onde hoje encontra-se localizado o Habibs. Aí já era meu filho mais novo, Bruno, seguindo os passos do grupo, sempre aos domingos, acordando zonzo na segunda-feira para ir à escola (filho de peixe peixinho é).
Agora, volta o Ases do Pagode, renovado, num pagode de mesa que adorei. E, engraçado, com um público mesclado, composto de jovens e o pessoal, como eu, das antigas
Vale a pena dar uma passada por lá, sempre aos sábados, a partir das 19 horas até a meia-noite, com ingressos a R$ 15,00 (homem) e R$ 10,00 (mulher), cerveja em lata geladíssima a R$ 3,00 (três reais).
domingo, 13 de fevereiro de 2011
SHOW DE ELIANA PRINTES
Adoro a cantora e compositora Eliana Printes, mas, por incrível que pareça, ainda não havia tido a oportunidade de assistir a um show dela. Finalmente pude fazê-lo na última sexta-feira. Teatro Amazonas literalmente lotado e um show maravilhoso. A voz de Eliana Printes é absolutamente singular. Pena que não tenha incluído no repertório belas composições próprias ou em parceria com o marido, Adonai Pereira, nem Da laia do lama, de Antonio Vilaroy, cantando, no lugar delas, músicas outras com o prazo de validade pra lá de vencido. O mesmo se deu com Fafá de Belém. Exuberante, em seus mais de 50 anos e 35 de carreira, Fafá mantém o mesmo bom humor e o agudo característico, parecendo que o tempo não passou para ela, desde o show que assisti em 1988, num teatro no Rio de Janeiro, onde pude cumprimentá-la em seu camarim, após o encerramento do espetáculo. Mas ouvi no Teatro Amazonas praticamente as mesmas músicas cantadas em shows há anos, é dose. E, me perdoe o nosso querido Chico da Silva, sem dúvida alguma, também para mim, um dos grandes compositores do samba e de toadas dos bumbás,autor de belíssimas canções, mas essa toada Vermelho não me agrada, talvez porque eu não sinta poesia em sua letra. E esse negócio de " vermelho,vermelhaço, vermelhusco,vermelhante, vermelhão" nunca caiu bem nos meus ouvidos.
É claro que os comentários acima não passam de simples opinião minha, passando pelo gosto pessoal de cada um. E, ressalvado meu paladar musical, nota 10 para o show. Parabéns para a nossa guerreira Eliana Printes e seu marido e parceiro musical Adonai Pereira pela perseverança, pela garra, pela beleza e seriedade de seu trabalho com a música. Eliana Printes é um desses seres escolhidos para tocar nossas almas com uma voz que, literalmente, faz-nos flutuar.
E, quando junho chegar, vou fazer parte dessa torcida amazonense pelo seu sucesso na Alemanha.
É claro que os comentários acima não passam de simples opinião minha, passando pelo gosto pessoal de cada um. E, ressalvado meu paladar musical, nota 10 para o show. Parabéns para a nossa guerreira Eliana Printes e seu marido e parceiro musical Adonai Pereira pela perseverança, pela garra, pela beleza e seriedade de seu trabalho com a música. Eliana Printes é um desses seres escolhidos para tocar nossas almas com uma voz que, literalmente, faz-nos flutuar.
E, quando junho chegar, vou fazer parte dessa torcida amazonense pelo seu sucesso na Alemanha.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
PARA JOÃO GILBERTO
(Escrevi para João Gilberto (ícone da Bossa Nova e meu amigo de Facebook) em novembro do ano passado, quando, segundo ele postou, estava triste e com uma saudade persistente. Postei no Facebook e ele curtiu.
"Quem me dera a glória de poder estar ao seu lado, nessa hora
Quem me dera a glória de espantar essa saudade sua, agora
Quem me dera a glória de desfrutar do seu convívio, inda que estejas triste,
Porque toda a tristeza sua, por mais triste, ainda assim é uma canção,
Porque, essa sua alma de artista, é uma alma assim,
Alegre e triste.
Mas quando tu tocas, nenhuma tristeza mais existe
Nem em seu coração,
Nem na saudade que persite".
(RÔ CAMPOS, 08/11/2010)
"Quem me dera a glória de poder estar ao seu lado, nessa hora
Quem me dera a glória de espantar essa saudade sua, agora
Quem me dera a glória de desfrutar do seu convívio, inda que estejas triste,
Porque toda a tristeza sua, por mais triste, ainda assim é uma canção,
Porque, essa sua alma de artista, é uma alma assim,
Alegre e triste.
Mas quando tu tocas, nenhuma tristeza mais existe
Nem em seu coração,
Nem na saudade que persite".
(RÔ CAMPOS, 08/11/2010)
FRAGMENTOS DE "O POETA-OPERÁRIO, DE MAIAKÓVSKI"
Certamente que a pesca
é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta
é muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode algúem
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:
o poeta ou o técnico
que produz comodidades?
Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.
é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta
é muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode algúem
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:
o poeta ou o técnico
que produz comodidades?
Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
VEJAM NAS MÃOS DE QUEM ESTAMOS
Extraí o texto transcrito abaixo da folha A4, do Jornal A Crítica, de Manaus/AM, de segunda-feira passada, dia 31 de janeiro, uma publicação, pelo que se vê, do Blog do Noblat (artigo escrito pelo próprio, é claro). Pessoas desavisadas podem até ler sem que o texto chame qualquer atenção, mas eu fiquei pensando...pensando...pensando... e pensei: vou comentar no meu Blog. O título é "BATALHA PERDIDA". Todo o artigo é interessantíssimo, mas é relativamente grande para eu transcrevê-lo na íntegra. Por isso, resolvi fazer a transcrição da parte que mais me chamou a atenção.
"Um ministro do governo Lula, obrigado a lidar diretamente com deputados e senadores, decidiu escrever um diário. Por quase 30 dias registrou tudo o que ouviu dos seus interlocutores. Imaginava manter o diário inédito até a sua morte. Por fim, achou mais seguro tocar fogo nas anotações. "Aquilo tudo era impublicável", lamentou."
"Um ministro do governo Lula, obrigado a lidar diretamente com deputados e senadores, decidiu escrever um diário. Por quase 30 dias registrou tudo o que ouviu dos seus interlocutores. Imaginava manter o diário inédito até a sua morte. Por fim, achou mais seguro tocar fogo nas anotações. "Aquilo tudo era impublicável", lamentou."
CAMPOS DE SOLIDÃO
Eu quis dar a ele um grande amor
Mas ele não confiou,
Porque só sabia a dor.
Fugiu, escondeu-se no breu da solidão
Teve medo de ser feliz
Partiu, partindo também meu coração
Campo minado se fez
Em campos de flores, outrora
Hoje, campos de solidão.
Foi sumindo...sumindo...sumindo...
Deslizando entre os meus dedos,
Até que não se ouvia mais nenhum ruído
Silêncio! Silêncio!
Calou-se nas sombras do tempo.
Escavou, sem as mãos, meu chão.
Quase caí.
Levou com ele meus sonhos.
Quase ruí
Mas ficaram minhas raízes.
Sobrevivi
Hoje, torno a viver.
Quem sabe, ele chora
Eu estou a sorrir.
Quem sabe, ele é triste
Preciso rir.
(RÔ CAMPOS, 02/02/2011)
Mas ele não confiou,
Porque só sabia a dor.
Fugiu, escondeu-se no breu da solidão
Teve medo de ser feliz
Partiu, partindo também meu coração
Campo minado se fez
Em campos de flores, outrora
Hoje, campos de solidão.
Foi sumindo...sumindo...sumindo...
Deslizando entre os meus dedos,
Até que não se ouvia mais nenhum ruído
Silêncio! Silêncio!
Calou-se nas sombras do tempo.
Escavou, sem as mãos, meu chão.
Quase caí.
Levou com ele meus sonhos.
Quase ruí
Mas ficaram minhas raízes.
Sobrevivi
Hoje, torno a viver.
Quem sabe, ele chora
Eu estou a sorrir.
Quem sabe, ele é triste
Preciso rir.
(RÔ CAMPOS, 02/02/2011)
O AMOR E OS PORCOS
Não dês pérolas aos porcos
Eles as perdem na pocilga
Nunca as viram
Não as conhecem
Pensam que tudo é lama
Não as reconhecem.
Não dês amor pensando na conquista
Quem não o conhece, não o sabe
O amor é como a verdade:
Só as grandes almas navegam em suas águas
E não sucumbem nas tempestades.
(RÔ CAMPOS, 02/02/2011)
Eles as perdem na pocilga
Nunca as viram
Não as conhecem
Pensam que tudo é lama
Não as reconhecem.
Não dês amor pensando na conquista
Quem não o conhece, não o sabe
O amor é como a verdade:
Só as grandes almas navegam em suas águas
E não sucumbem nas tempestades.
(RÔ CAMPOS, 02/02/2011)
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